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Cromossomo


  Genética

Em 1925, o fisiologista americano Calvin Bridges comprovou que as mudanþas morfol¾gicas observadas na mosca-do-vinagre (Drosophila melanogaster) se deviam a alteraþ§es provocadas em sua dotaþÒo cromoss¶mica. A partir de entÒo, os cromossomos passaram a ser estudados como unidade principal da hereditariedade em diversas disciplinas da biologia, como a citogenÚtica e a engenharia genÚtica.
Os cromossomos, visÝveis ao microsc¾pio durante a divisÒo celular, sÒo estruturas que armazenam as informaþ§es hereditßrias. Cada cÚlula integrante de um ser vivo contÚm todas as informaþ§es necessßrias para reproduzir-se e transmitir suas caracterÝsticas Ó geraþÒo seguinte. Essas informaþ§es se encontram codificadas nas molÚculas de ßcido  desoxirribonuclÚico (ADN), estrutura bßsica dos genes, que ocupam lugar fixo nos cromossomos. O crescimento do organismo vivo se produz pelo aumento do n·mero de suas cÚlulas, que se dividem por mitose.


FormaþÒo e diferenciaþÒo. No ciclo vital da cÚlula distingue-se um perÝodo de estabilidade, denominado interfase, e de um perÝodo de divisÒo, ou mitose. No primeiro, as molÚculas de ADN, associadas a certas proteÝnas e Ós molÚculas do ßcido ribonuclÚico, ARN, se apresentam como uma massa de estrutura indefinida denominada cromatina. Ao iniciar-se a divisÒo da cÚlula, a cromatina torna-se compacta. Isso ocorre porque o ADN duplica sua conformaþÒo molecular e adota uma configuraþÒo em forma de espiral, em duas seq³Ûncias sucessivas. O resultado final dessa compactaþÒo sÒo os cromossomos, estruturas com formato de bastonetes, divididos em dois por uma constriþÒo denominada centr¶mero.
Os cromossomos se apresentam sob diferentes formas e dimens§es, mas toda espÚcie viva possui um n·mero constante deles, com tamanho, estrutura e ordenaþÒo caracterÝsticas. A apresentaþÒo ordenada dos cromossomos de uma mesma espÚcie, de acordo com sua forma e tamanho, denomina-se cari¾tipo.
Os cromossomos das cÚlulas somßticas existem aos pares e por isso tais cÚlulas se denominam dipl¾ides. Os dois cromossomos de um par sÒo chamados hom¾logos; em cada par de hom¾logos, um dos cromossomos Ú de origem paterna e o outro, de origem materna. Representa-se por 2n o n·mero de cromossomos das cÚlulas dipl¾ides. No homem, 2n = 46, pois suas cÚlulas somßticas apresentam 23 pares cromoss¶micos.
Durante o processo de divisÒo celular denominado meiose, a cÚlula produz gametas, ou cÚlulas germinativas responsßveis pela reproduþÒo sexuada, que contÛm n cromossomos, ou seja, a metade do n·mero de cromossomos das cÚlulas somßticas. Denominam-se por isso cÚlulas hapl¾ides. Os gametas hapl¾ides se unem e formam o zigoto dipl¾ide, o qual se divide por mitoses sucessivas para formar as cÚlulas somßticas do novo organismo.


ObservaþÒo microsc¾pica. O microsc¾pio ¾ptico permite acompanhar o processo de divisÒo celular denominado mitose. Na primeira fase desta, se observa que cada cromossomo se comp§e de duas cromßtides, filamentos longitudinais unidos pelo centr¶mero. Ao final da mitose, as cromßtides se separam e se convertem em dois cromossomos, portadores das mesmas informaþ§es que a cÚlula-mÒe, cada um deles pertencente a uma das duas cÚlulas-filhas. Com o microsc¾pio ¾ptico pode-se observar tambÚm o comportamento dos cromossomos durante a meiose.


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