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Coral


  Invertebrados
Entre as mais curiosas e belas estruturas da natureza estÒo as col¶nias de corais, algumas das quais, associadas a milhares de outras espÚcies, formam recifes ou ilhas. Ouriþos e caranguejos sÒo envolvidos pelo crescimento dos corais e ficam presos em cÔmaras, das quais jamais sairÒo.
Coral Ú um invertebrado marinho, da classe dos antozoßrios -- filo dos celenterados -- que apresenta esqueleto interno ou externo de consistÛncia pÚtrea, c¾rnea ou corißcea. A palavra coral tambÚm se aplica ao esqueleto desse animal, especialmente ao pÚtreo.
O corpo de um coral consiste em um p¾lipo, estrutura oca e cilÝndrica que adere a uma superfÝcie pela extremidade inferior. Na extremidade livre situa-se a boca, em volta da qual existem tentßculos, cuja funþÒo Ú capturar alimento, como pequenos moluscos ou crustßceos. Os p¾lipos apresentam comprimentos diversos e secretam um lÝquido urticante capaz de paralisar a presa.
Os ovos e o esperma, normalmente produzidos por indivÝduos diferentes, se desenvolvem na cavidade gastrovascular e sÒo expelidos pela boca. A fecundaþÒo ocorre normalmente na ßgua, mas tambÚm pode ocorrer na cavidade gastrovascular. A larva (ou plÔnula) nada durante alguns dias ou semanas e depois se fixa a uma superfÝcie s¾lida e se transforma em p¾lipo. A reproduþÒo pode ocorrer tambÚm por brotamento: o broto permanece ligado ao p¾lipo original e o aparecimento sucessivo de novos brotos dß origem a uma col¶nia. O esqueleto da col¶nia como um todo denomina-se coralo e o de cada p¾lipo, coralito. └ medida que novos p¾lipos aparecem e se desenvolvem, os mais velhos, localizados sob eles, vÒo morrendo, mas seus esqueletos permanecem como parte do conjunto.
Os corais moles, c¾rneos e azuis sÒo de tamanho muito mais reduzido e formam col¶nias. Cada p¾lipo apresenta oito tentßculos e, na cavidade gastrovascular, oito septos ou divis§es, dos quais seis sÒo dotados de cÝlios que drenam ßgua para o interior. Os cÝlios dos outros dois septos drenam ßgua para fora. Os esqueletos internos dos corais moles consistem de espÝculas (estruturas em forma de agulha) calcßrias separadas umas das outras. Algumas espÚcies tÛm forma de disco, outras possuem protuberÔncias semelhantes a dedos. Os corais c¾rneos, mais numerosos em ßguas rasas e mornas, formam estruturas arborescentes que chegam a trÛs metros de comprimento. Dentre eles se encontram os corais preciosos (vermelhos ou rosados) usados para a fabricaþÒo de j¾ias. Os corais azuis pertencem ao gÛnero Heliopora e aparecem em recifes formados por corais pÚtreos nos oceanos PacÝfico e ═ndico, em blocos de atÚ dois metros de diÔmetro.
Os corais pÚtreos, ou corais-brancos, pertencem Ó ordem dos madreporßrios e compreendem cerca de mil espÚcies. Como os corais-negros, tÛm mais de oito septos e seus tentßculos simples sÒo mais numerosos que os ciliados. Ocorrem em todos os oceanos atÚ a profundidade mßxima de seis mil metros. Os p¾lipos das espÚcies que formam col¶nias medem de um a trinta milÝmetros de diÔmetro, mas alguns corais pÚtreos de hßbitos solitßrios, como os do gÛnero Fungia, tÛm forma de disco e atingem 25cm de diÔmetro. Dependendo da cor das algas pr¾ximas, os corais pÚtreos adquirem uma coloraþÒo amarelada, marrom ou verde-oliva, mas o esqueleto Ú sempre branco. Assemelham-se na forma Ós circunvoluþ§es cerebrais, a cogumelos, a chifres de veado etc. As col¶nias de corais pÚtreos constituem os recifes, estruturas que podem crescer de 0,5 a 2,8 centÝmetros por ano.
Os corais-negros pertencem Ó ordem dos antipatßrios e tÛm forma de pluma, leque, ßrvore ou pincel. Ocorrem no MediterrÔneo e na costa do Panamß.
Recifes de coral. Quase ausentes na costa oeste da AmÚrica do Sul e ┴frica, por causa das correntes frias provenientes da Antßrtica, os recifes de coral sÒo comuns em diversas ßreas dos oceanos ═ndico e PacÝfico. A regiÒo do nordeste da Austrßlia, conhecida como mar de coral, Ú a maior ßrea onde essas formaþ§es aparecem. O crescimento dos recifes de coral Ú limitado tambÚm no sentido vertical, pois a temperatura diminui com a profundidade. Por isso, nÒo crescem abaixo de cinq³enta metros e se desenvolvem melhor acima de trinta metros.
A frente do recife coralino que recebe o impacto das ondas comp§e-se de corais maciþos, com grandes superfÝcies de fixaþÒo. Os tipos mais delicados, com ramificaþ§es finas ou folißceas, sÒo caracterÝsticos de ßguas calmas, na parte posterior do recife. Os principais elementos dos recifes e ilhas de coral sÒo os madreporßrios, mas cooperam tambÚm em sua construþÒo outros organismos, como as algas que crescem sobre as col¶nias de coral.
Hß trÛs tipos de recifes de coral: de franja, de barreira e atol. O recife de franja vai da praia atÚ cerca de 400m mar adentro. Em seu extremo fica a frente, onde os corais ativos crescem, formando uma superfÝcie plana. O recife de barreira Ú semelhante ao de franja, mas a frente, com uma superfÝcie plana de seis a cem metros de largura, Ú separada da praia por um canal de 18 a 90m de profundidade. A mais famosa barreira de recife Ú a Grande Barreira de Recifes, da costa nordeste da Austrßlia, com mais de dois mil quil¶metros de comprimento e, em alguns pontos, distante 140km da praia.
O atol Ú circular ou em forma de ferradura e envolve uma lagoa que varia de 1,5 a 80km de diÔmetro. Sua parede apresenta passagens, por onde a ßgua flui. A lagoa usualmente contÚm ilhas e seu fundo se comp§e de areia coralina e fragmentos de corais. Nos pontos pr¾ximos Ós passagens da ßgua, encontram-se os tipos mais bonitos de coral, com formas frßgeis, alongadas e ramificadas.
Muitas sÒo as teorias formuladas para explicar o aparecimento de recifes coralinos, entre as quais a de Charles Darwin, chamada teoria da submersÒo. Darwin concluiu que os recifes comeþam a formar-se como franjas, em encostas de praias e, Ó medida que a praia afunda ou Ú erodida, vÒo-se transformando em recifes de barreira, com ßgua entre os corais e a costa. Se o afundamento Ú maior, ou o nÝvel da ßgua sobe gradualmente, a pr¾pria barreira pode desaparecer, exceto da periferia, e o recife de barreira torna-se um atol.
Os corais brasileiros foram intensamente estudados por J. Laborel, que fez o levantamento das col¶nias existentes entre o Cearß (Fortaleza) e SÒo Paulo (Santos). A regiÒo mais rica em corais fica entre Salvador e o arquipÚlago dos Abrolhos, a setenta quil¶metros do litoral baiano, onde se encontra um patrim¶nio biol¾gico ·nico na AmÚrica do Sul.
O coral Ú utilizado em joalheria para a fabricaþÒo de camafeus, pulseiras e colares e em esculturas. Seu peso especÝfico geralmente Ú pr¾ximo de 2,65 e a dureza oscila de 3,5 a 4. Os Ýndices de refraþÒo sÒo aproximadamente 1,48 e 1,65. Existem muitas imitaþ§es, principalmente as conchas perlÝferas, e outras artificiais, que normalmente nÒo produzem efervescÛncia em ßcido clorÝdrico. NÒo sÒo conhecidos no Brasil corais de interesse gemol¾gico.
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