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Construtivismo


  Biografias
A admiração pela torre Eiffel e a contemplação das primeiras criações cubistas de Picasso deram ao russo Vladimir Tatlin o impulso decisivo para criar um movimento, principalmente arquitetônico e escultórico, conhecido como construtivismo.
Desenvolvido em Moscou no início do século XX, o construtivismo pretendeu levar a extremos os aspectos abstratos e geométricos dos volumes, afastar-se o mais possível dos cânones estéticos figurativos e jogar com as possibilidades dinâmicas da escultura em função do espaço e do tempo.
A primeira exposição realizada por Tatlin em Moscou, em 1915, já mostrava obras que mais pareciam construções de engenharia do que esculturas tradicionais. A ele logo se uniram os irmãos Anton Pevsner e Naum Gabo, também russos, oriundos de uma família de engenheiros e cuja contribuição, sobretudo a de Gabo, foi fundamental para o movimento.
Em 1920, o grupo publicou o "Manifesto realista", onde expunha seus princípios estéticos, um dos quais era precisamente o de "construir arte", o que originou o termo "construtivismo". Tratava-se menos de renovar o mundo artístico que de edificar uma nova sociedade. Devido ao profundo caráter teórico do movimento e da má situação econômica da União Soviética depois da revolução de 1917, muitas obras construtivistas não passaram de meros projetos, como ocorreu com o "Monumento à Terceira Internacional", gigantesca torre móvel idealizada por Tatlin.
Também em Moscou surgiu, paralelamente, outro grupo de construtivistas, muito mais abstratos e geométricos, em torno do pintor Kazimir Malevitch, fundador do suprematismo. Este movimento, cujo manifesto foi publicado em 1915, propunha a supremacia artística da sensibilidade pura e o afastamento de qualquer representação figurativa. Outros nomes destacados foram os de Aleksandr Rodchenko e El Lissitzky. A obra mais representativa do grupo foi o célebre "Quadrado branco sobre fundo branco", realizado por Malevitch.
A crescente oposição dos dirigentes soviéticos à estética dos construtivistas determinou a dispersão destes. Tatlin e Rodchenko permaneceram em sua pátria, mas Pevsner e Gabo foram para a Alemanha e, mais tarde, para Paris. El Lissitzky influenciou poderosamente o artista húngaro Laszlo Moholy-Nagy, professor da Bauhaus, famosa escola alemã de arquitetura, e contribuiu para a expansão da estética construtivista por toda a Europa ocidental. Dessa forma o construtivismo, embora tenha desaparecido como movimento organizado, permaneceu como um ponto fundamental de referência para a arte contemporânea.

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