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Conservacionismo ambiental


  Ecologia

Por Luiz Makoto Ishibe

Tem sido cada vez mais frequente o uso do termo conservacionismo ambiental. No entanto Ú not¾ria a falta de clareza do seu significado perante a populaþÒo em geral. A maioria das pessoas, muitas delas educadores e ativistas ambientais, entende que o termo se refere a preservaþÒo especÝfica de uma determinada ßrea de parques e reservas, ou aþ§es que visam defender uma determinada espÚcie animal ou vegetal que se encontra em perigo de extinþÒo. Ou seja, este conceito ainda estß muito ligado a quest§es isolados da fauna e flora.
 
De fato preservar uma ßrea naturalmente inalterada ou lutar contra a extinþÒo de uma espÚcie animal ou vegetal faz parte do conceito de conservacionismo. Mas quando se fala em meio ambiente hß de se entender que esta terminologia nÒo se refere apenas a territ¾rios dos parques e reservas ou nas ßreas de sobrevivÛncia de uma ou outra espÚcie animal. O meio ambiente Ú todo e qualquer espaþo do nosso planeta e tudo que comp§e este conjunto, incluindo a atmosfera, subsolo e mesmo as ßreas urbanas.

A falta de informaþÒo nesse sentido Ú evidente quando se nota que, quando questionadas, a maioria absoluta das pessoas se dizem favorßveis ao conservacionismo. Mas nada eles fazem no seu cotidiano para tornar o nosso meio ambiente melhor.


Se todas as pessoas tivessem consciÛncia do papel individual na luta para a preservaþÒo do meio ambiente nÒo haveria a necessidade de racionamento de energia ser uma campanha nacional. A reciclagem de lixo seria um senso comum. Acredito que seria relativamente fßcil estruturar uma sociedade que gerasse menos lixo e desperdÝcio.

Jß que falamos em racionamento de energia, serß que nÒo seria possÝvel mobilizar uma campanha para que as pessoas gerassem menos 10g de lixo e gastassem menos 1g de produto de limpeza e higiene por dia? Apenas essa aþÒo resultaria em 180 toneladas de lixo a menos no aterro sanitßrio e 18 t de produtos de limpeza e higiene a menos nas redes de esgoto domÚstico de uma cidade como SÒo Paulo por dia (18 milh§es de habitantes - 5400 t e 540 t respectivamente por mÛs). Isso Ú apenas o comeþo se pensarmos em outros problemas como questÒo de energia (nÒo apenas elÚtrica mas tambÚm combustÝveis f¾sseis e gßs natural), procedimentos industriais, aþ§es que potencializam os problemas de erosÒo, poluiþÒo, etc.

Partindo deste tipo de princÝpio, as aþ§es voltadas para o conservacionismo ambiental devem visar nÒo apenas a preservaþÒo de ßreas correspondentes a reservas, parques e zonas de preservaþÒo ambiental, mas sim um conjunto de medidas que conscientize o povo a incorporar procedimentos de mÝnimo impacto ambiental de forma l·cida, principalmente nas rotinas do cotidiano. Afinal, o efeito das atitudes de uma pessoa durante uma visita a um ambiente naturalmente preservado Ú Ýnfima se comparada Ó somat¾ria dos efeitos das aþ§es praticadas por ela no dia a dia.

A conscientizaþÒo ambiental se tornou um assunto multidisciplinar e nÒo se resume mais nas simples campanhas para salvar os bichinhos e plantinhas. Apesar de toda complexidade que o assunto estß adquirindo ainda temos uma grande vantagem: ninguÚm necessita de conhecimentos cientÝficos ou culturais complexos para entender esse assunto. Podemos dispensar a ßlgebra linear, fÝsica de estado s¾lido, biologia molecular ou a capacidade de saber identificar as diferenþas das linhas do Kandinsky do Joan Mir¾. Nem tampouco precisa ter lido Os Sert§es do Euclides da Cunha, Ulisses de James Joyce ou Montanha Mßgica do Thomas Mann. O ambientalismo pode e deve ser tratado muna linguagem simples, de fßcil compreensÒo tanto para as crianþas quanto para as pessoas simples que vivem em situaþ§es menos privilegiadas.

A base da sustentaþÒo do conservacionismo estß na populaþÒo. Sem uma massa crÝtica de ativistas os efeitos benÚficos nÒo conseguirÒo atingir uma dimensÒo que produza efeito real. Para que isso seja vißvel sÒo necessßrios trabalhos de base com procedimentos estratÚgicos de educaþÒo e informaþÒo bem planejados e bem executados. Aqui tambÚm temos uma grande vantagem: a princÝpio nÒo deve existir ninguÚm que esteja contra a preservaþÒo ambiental. Assim sendo basta romper a barreira do desconhecimento para que pelo menos os procedimentos mais simples sejam de pronto adotados.

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