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Coco


  Botânica
De sabor dos mais apreciados na doçaria de numerosos países, o coco também é gabado por suas propriedades medicinais, como fonte de fibras e potássio ou fortificante em dietas especiais. Adquiriu por isso grande importância na economia de vários países tropicais e é comercializado sob diversas formas de preparação.
O coco é o fruto de muitos tipos de palmeiras, dentre as quais o coqueiro ou coco-da-baía (Cocos nucifera) é a espécie mais disseminada. Com diâmetro que varia de dez a vinte centímetros, esse coco possui mesocarpo fibroso e, no endocarpo, uma amêndoa branca utilizada na alimentação e no preparo da copra, de que se extrai o óleo de coco. Quando verde, o fruto contém ainda a água de coco, líquido esbranquiçado (albume) que é a base da formação da amêndoa e se serve como bebida  refrescante, popularmente apontada como diurético. Da amêndoa ralada e prensada obtém-se o leite de coco. As folhas mais jovens são comestíveis. A seiva que mana do estipe ou caule, por incisão, dá um sumo conhecido como toddy. Este, fervido, dá o açúcar de palma ou jaggery e, fermentado, o vinho de palma, do qual se obtém uma aguardente conhecida como arrak ou arak.
O azeite de coco ou de noz de coco, dito igualmente manteiga de coco, manteiga vegetal e vegetalina, é uma gordura que se extrai pela cocção ou espremedura do fruto maduro. Tido por calmante dos nervos e, aquecido, das dores articulares, é matéria-prima no fabrico de gorduras comestíveis, chocolate, glicerina, borracha sintética, fluidos hidráulicos, sabão e detergentes.
Origem, consumo e produção. Acredita-se que o coqueiro seja proveniente da Indonésia, onde há grande número de espécies naturais. Os grandes centros de distribuição acham-se na América tropical -- só no Brasil há cerca de 500 espécies -- e Ásia tropical. Ocorrem também certos tipos representativos em regiões temperadas.
A copra, componente de maior valor comercial, é submetida a secagem (ao sol, ao fogo, ou em secadores de ar quente). A secagem ao sol é a melhor, pois o produto fica mais branco. As modernas secadoras rotativas também dão gordura branca e não amarelada, como a secagem pelo calor, que tem a vantagem de ser mais rápida. Faz-se no Oriente sobre armações de bambu, com um fogo alimentado pelas próprias cascas de coco (excelente combustível). A copra de boa qualidade contém entre 55 e 66% de óleo.
Os produtores aproveitam o coco integralmente. Do mesocarpo, obtém-se a fibra de coco (cairo), empregada na manufatura de cordas, cestas, escovas, vassouras e capachos. A casca do coco (endocarpo) é utilizada em objetos decorativos, vasos e outras peças de artesanato. Na culinária, emprega-se gordura vegetal de coco, coco ralado e leite de coco em pratos doces e salgados que fazem parte da cozinha oriental (Índia, Indonésia, sudeste da Ásia), africana e do Nordeste brasileiro, principalmente Bahia.
Os maiores produtores mundiais de coco são as Filipinas, Indonésia, Índia, Sri Lanka e Tailândia. México, Brasil e Venezuela lideram a produção latino-americana. Quase todos os países da América Central cultivam o fruto. No Brasil, o cultivo racional, de rendimento mais elevado, só tomou impulso em meados do século XX. Quase toda a safra originava-se antes de coqueiros nativos do litoral do Nordeste. Bahia, Alagoas, Sergipe, Ceará e Pernambuco são os estados brasileiros que mais produzem coco.
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