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Claude Lévi-Strauss


  Biografias
Uma das mais importantes contribuições para o progresso da antropologia social foi a de Lévi-Strauss, que usou a abordagem estruturalista para estudar o homem de diferentes culturas, com base nas relações estruturais entre seus membros.
Claude Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, Bélgica, em 28 de novembro de 1908. Estudou filosofia e direito em Paris e diplomou-se em 1932. Foi professor de sociologia na Universidade de São Paulo de 1934 a 1937. Lecionou nos Estados Unidos e, entre 1950 e 1974, na Universidade de Paris. Em 1959, tornou-se catedrático de antropologia do Collège de France.
Lévi-Strauss ganhou renome internacional com o livro Les Structures élémentaires de la parenté (1949; As estruturas elementares do parentesco). Entre suas primeiras obras destacam-se Tristes tropiques (1955; Tristes trópicos) e La Pensée sauvage (1962; O pensamento selvagem). No primeiro, expõe os resultados de suas pesquisas com índios brasileiros e ataca o mito segundo o qual todas as sociedades seriam etapas de um processo de evolução único que culminaria na atual sociedade ocidental.
Publicou ainda Anthropologie structurale (1958) e Le Totémisme aujourd"hui (1962; O totemismo hoje), entre outros. Nos quatro volumes de Mithologiques -- Le Cru et le cuit (1964; O cru e o cozido), Du miel aux cendres (1967; Do mel às cinzas) e L"Origine des manières de table (1968; A origem das maneiras à mesa) e L"Homme nu (1971) -- demonstra, por exemplo, que a oposição entre os mitos referentes aos alimentos crus e cozidos são a base de diferenças míticas mais abstratas.
A obra de Lévi-Strauss teve grande repercussão e transformou de maneira radical o estudo das ciências sociais, mesmo provocando reações exacerbadas nos setores ligados principalmente à tradição humanista, evolucionista e marxista. Sua maior preocupação é estabelecer fatos verdadeiros sobre a mente humana, mais do que sobre a organização social de qualquer sociedade ou classe particular. Alinha-se assim entre os antropólogos sociais que procuram, por meio de comparações, descobrir verdades fundamentais do comportamento humano em escala universal. Em 1973 publicou o segundo volume de Anthropologie structurale e, dez anos depois, a coletânea de ensaios Le Regard éloigné (O olhar distante).
O estruturalismo de Lévi-Strauss foi um esforço de reduzir a enorme quantidade de informações sobre os sistemas culturais às relações formais entre seus elementos. O antropólogo dedicou-se a elaborar modelos baseados na lingüística estrutural, na teoria da informação e na cibernética para interpretar as culturas, que considerava como sistemas de comunicação.

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