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Chinchila


  Taxonomia
Muito apreciada pelos povos andinos antes da chegada dos espanhóis à América, a chinchila foi alvo de caçadores durante séculos, em uma perseguição sem tréguas que quase extinguiu a espécie. A alta cotação da pele desses animais e a ameaça de sua extinção na natureza levaram ao estabelecimento de viveiros que conseguiram reproduzir a espécie e abastecer o mercado, evitando o desaparecimento do animal.
Chinchila (Chinchilla laniger) é um mamífero roedor, da família dos chinchilídeos, que alcança 35cm de comprimento, incluída a cauda. Alguns biólogos registram apenas uma espécie do animal, enquanto para outros é preciso distinguir duas: a mencionada, de cauda longa, e C. brevicaudata, de cauda mais curta. A chinchila não chega a pesar um quilograma; seu corpo é revestido de um pêlo sedoso, de cor cinza-pérola ou azulada no dorso e esbranquiçada no ventre, muito apreciado por sua beleza e qualidade.
Possui proeminentes olhos negros e pavilhões auditivos grandes. A cauda, peluda, é de tonalidade escura ou parda. Em torno da boca dispõem-se como um bigode longos pêlos denominados vibrissas, mediante os quais o animal obtém informação táctil sobre seu ambiente mais próximo.
Espécie de origem e habitat sul-americano, a chinchila vive em estado silvestre nas zonas montanhosas da Argentina, Chile, Bolívia e Peru. Antigamente chegava quase ao litoral, mas a caça predatória a que foi submetida reduziu sua população. Hoje, o animal só ocorre nas regiões altas dos Andes.
As chinchilas têm hábitos noturnos. Em liberdade, alimentam-se de grama e pequenos grãos. Crescem em cativeiro desde que sejam mantidas em ambiente fresco e seco e disponham de lugares para se abrigar. Nas granjas, são alimentadas à base de sementes, alfafa seca, nozes e cenouras. O período de gestação é de aproximadamente 15 dias; dão cria duas ou três vezes por ano e em cada parto nascem três ou quatro filhotes que apresentam notável desenvolvimento.
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