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Charles-Maurice de Talleyrand


  Biografias
A admirável capacidade de sobrevivência política de Talleyrand lhe permitiu ocupar altos cargos no governo revolucionário francês, sob Napoleão, durante a restauração da monarquia dos Bourbons e sob o rei Luís Filipe. Acusado de cínico e imoral, alegava servir à França, e não aos regimes políticos.
Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord nasceu em Paris, em 2 de fevereiro de 1754. Pertencente a uma família aristocrática e impedido de seguir a carreira militar por um defeito físico, provavelmente resultado de uma queda na infância, foi preparado para a carreira religiosa. Como seminarista, estudou teologia e leu a obra dos filósofos progressistas contemporâneos. Em 1775, ao se descobrir que mantinha uma amante, foi expulso do seminário. Mesmo assim recebeu, nesse mesmo ano, as ordens menores e, seis meses depois, o rei o nomeou abade de Saint-Denis, em Reims. Em 1779, no dia seguinte a sua ordenação, foi nomeado vigário geral pelo tio Alexandre, arcebispo de Reims. Um ano depois tornou-se agente geral do clero junto ao governo da França e passou a empenhar-se intensamente na defesa dos privilégios eclesiásticos. Suas atividades o puseram em contato direto e freqüente com os ministros da coroa, permitiram-lhe adquirir experiência parlamentar e facilitaram sua consagração, em 1788, como bispo de Autun.
Período revolucionário. Após a eclosão da revolução francesa, porém, apoiou a nacionalização dos bens da igreja e conseguiu a adoção da constituição civil do clero que, sem o apoio papal, permitiu a reorganização completa da igreja francesa em bases democráticas. Foi excomungado pelo papa e, eleito administrador do departamento de Paris em 1791, abandonou a igreja.
Em 1792, Talleyrand foi enviado pela Assembléia Geral à Grã-Bretanha, com o objetivo de dissuadir os ingleses quanto à formação de uma aliança com a Áustria e a Prússia contra o governo francês. Os acontecimentos que se precipitaram em Paris e culminaram com a execução de Luís XVI tornaram a guerra inevitável. Visto pelos ingleses como um aliado da revolução e acusado pela Convenção Nacional de simpatias realistas, Talleyrand não pôde permanecer na Europa e seguiu para os Estados Unidos em 1794, onde rapidamente refez sua fortuna com especulações financeiras. Em 1796, após a queda de Robespierre e o fim do Terror, regressou à França e no ano seguinte tornou-se ministro das Relações Exteriores. Em 1799 foi obrigado a demitir-se, acusado de malversação, mas poucos meses depois, após o golpe de estado de Napoleão e o estabelecimento do Consulado, recuperou o cargo. Durante o governo napoleônico, seu principal objetivo foi a pacificação da Europa. Esforçou-se por articular uma política de alianças com as principais potências européias e promoveu a reconciliação entre Napoleão e o papa mas, convencido de que a ambição do imperador conduziria a França ao desastre, demitiu-se em 1807.
Em conversações secretas, o czar Alexandre I da Rússia incentivou-o a opor-se a Napoleão e preparou a restauração dos Bourbons. Com a entrada da liga antinapoleônica em Paris em 1814, Talleyrand persuadiu o Senado a estabelecer um governo provisório -- do qual fez parte -- e a declarar Napoleão deposto. O novo governo imediatamente convocou Luís XVIII, que nomeou Talleyrand ministro das Relações Exteriores. No Congresso de Viena (1814-1815), Talleyrand representou a França e expôs suas habilidades diplomáticas, mas é questionável se trouxe benefícios a seu país, pois aceitou ceder à Prússia a maior parte da margem esquerda do Reno, o que expôs a França a grandes perigos em 1870, 1914 e 1939. Após os "cem dias" (período durante o qual Napoleão recuperou o poder), assumiu o cargo de presidente do Conselho de Estado. A oposição do partido realista, no entanto, que não esquecera sua participação nos eventos revolucionários, motivou sua demissão em setembro de 1815.
Aliado aos liberais, Talleyrand participou de forma ativa na ascensão ao trono de Luís Filipe de Orleans em 1830. Nesse mesmo ano foi como embaixador para Londres, onde permaneceu até 1834, e desempenhou papel destacado nas negociações entre França e Reino Unido -- que culminaram, mais tarde, na criação do reino da Bélgica -- e na assinatura da aliança entre França, Reino Unido, Espanha e Portugal em abril de 1834. Talleyrand morreu em Paris em 17 de maio de 1838, poucas horas depois de assinar sua reconciliação com a Igreja Católica.
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