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Cevada


  Botânica
A cevada foi um dos primeiros cereais utilizados pelo homem, como se evidencia por numerosos restos fósseis provenientes de jazidas arqueológicas do neolítico. Durante séculos constituiu uma lavoura básica de subsistência, na maior parte do continente europeu, e ainda tem grande importância na economia de diversos países do leste e do norte da Europa.
Planta herbácea anual pertencente à família das gramíneas, a cevada (Hordeum vulgare) é um dos principais cereais cultivados no mundo, junto com o trigo, o arroz, a aveia e o milho. Seus colmos ou caules crescem cerca de um metro e são mais grossos que os das espécies afins. Os grãos, agrupados em espigas compactas, dispõem-se em duas ou seis carreiras, sendo este o caso mais comum nas variedades plantadas.
O cultivo da cevada é feito em amplas zonas do hemisfério norte, desde o círculo polar ártico, onde se conta com apenas dois meses para seu desenvolvimento, até as regiões temperadas do hemisfério sul. No Tibet, a planta é cultivada em altitude superior a cinco mil metros, sendo vista ao mesmo tempo nos altiplanos andinos do Peru e da Bolívia.
Cereal de crescimento rápido e de grande resistência tanto à seca quanto às geadas, aclimata-se a áreas que não são propícias ao desenvolvimento de outras gramíneas, como o trigo, por exemplo, muito embora seja mais sensível que este à ação das ervas daninhas e ao uso de adubos.
A cevada é utilizada na alimentação humana, como forragem para o gado e na fabricação de cerveja e outras bebidas alcoólicas. As variedades forrageiras são ricas em proteínas e apresentam bom rendimento, ao passo que as empregadas na indústria, quer de bebidas, quer de farinhas maltadas, acusam conteúdo superior de carboidratos e menor proporção protéica. Os grãos fermentados entram também na fase inicial da elaboração de diversos tipos de uísque. Já o pão de cevada, ainda comum em muitos países, foi alimento básico na Europa até o fim do século XV.
Vários milênios antes de Cristo a cevada já era conhecida na China, admitindo-se que seja originária da Ásia central, de onde se teria disseminado para o Ocidente até alcançar o Mediterrâneo. Há representações da cevada em moedas gregas e romanas que datam de alguns séculos antes da era cristã.
A introdução desse cereal no Brasil foi feita ainda no período colonial, mas seu cultivo só se generalizou bem mais tarde, sobretudo nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, nos quais a cevada encontrou condições particularmente favoráveis a seu desenvolvimento. As variedades plantadas em grande escala no sul destinam-se em geral à produção de cerveja, ou são forrageiras.

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