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Celulose


  Citologia
A celulose, componente bßsico dos tecidos vegetais, Ú ·til por suas numerosas aplicaþ§es e pelos produtos dela obtidos, como o raiom e o celul¾ide.
Formada por grandes cadeias de molÚculas de glicose, a celulose Ú um carboidrato complexo polissacarÝdeo. Ao contrßrio do amido -- outro polissacarÝdeo importante -- suas cadeias nÒo sÒo ramificadas e formam fibras alongadas que comp§em as paredes das cÚlulas vegetais, dando-lhes a resistÛncia e rigidez caracterÝsticas. ╔ substÔncia quase exclusiva e caracterÝstica das plantas, pois s¾ um pequeno grupo de animais marinhos, os tunicados, apresentam um composto semelhante, a tunicina.
CaracterÝsticas gerais. Insol·vel em ßgua, solventes orgÔnicos neutros e soluþ§es de ßlcalis e ßcidos diluÝdos, a celulose se dissolve em ßcidos minerais concentrados, alguns hidr¾xidos e algumas soluþ§es de sais. Decomposta pela aþÒo de ßcidos concentrados, dß lugar Ó glicose. Dentre os poucos organismos que podem decompor a celulose e, a partir dela, produzir substÔncias facilmente metabolizßveis, acham-se certas bactÚrias e microrganismos do solo. O aparelho digestivo dos ruminantes, que se alimentam de ervas, e dos cupins, que se nutrem de madeira, Ú habitado por microrganismos que possibilitam a digestÒo da celulose. As enzimas -- molÚculas biol¾gicas que ativam as reaþ§es no organismo -- que decomp§em a celulose chamam-se celulases.
ObtenþÒo e aplicaþ§es. Industrialmente, a celulose Ú extraÝda da madeira de ßrvores como o pinho e o abeto ou de plantas herbßceas com grande quantidade de celulose no talo, como a cana-de-aþ·car, diversas gramÝneas e juncos. O algodÒo puro Ú formado em 99,8% de celulose. Outras fibras tÛxteis, como a juta, o cÔnhamo, o rami e o linho tambÚm possuem grande proporþÒo desse polissacarÝdeo.
Para se obter a celulose, a matÚria-prima (troncos ou talos herbßceos) deve ser limpa e descascada e depois submetida a trituraþÒo mecÔnica em mßquinas de lÔminas m·ltiplas. O material triturado Ú tratado com barrela quente, ou com bissulfito de cßlcio ou sulfato de s¾dio, para dissolver a lignina -- substÔncia que une as fibras da celulose. Posteriormente, o produto Ú lavado, depurado e embranquecido.
Utiliza-se a celulose na ind·stria de papel e na extraþÒo de fibras artificiais como o raiom, tambÚm chamado seda artificial. ObtÚm-se o raiom por diversos processos, que produzem diferentes tipos de fibra adequados a usos especÝficos. Assim, por exemplo, o "raiom viscoso", que se obtÚm pelo aquecimento da celulose com soda cßustica, Ú misturado ao algodÒo e outros produtos para fabricar uma grande variedade de tecidos. A partir da celulose fabricam-se tambÚm vernizes, explosivos e o celul¾ide que serve de suporte a filmes fotogrßficos e cinematogrßficos.

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