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Carnaúba - Cera


  Botânica
A maleabilidade, o fato de não se tornar râncida, a consistência branda e a origem natural fizeram das ceras um material continuamente empregado desde as mais antigas civilizações. No Egito antigo já se utilizava essa substância no fabrico de máscaras e de pequenas estátuas votivas usadas nos ritos fúnebres.
Cera é uma substância tenra e amarelada que se funde entre 35 a 100o C e é miscível com corantes. Existem ceras de origem animal, vegetal, mineral e sintética. Primeiramente, o nome foi utilizado para designar a única cera então conhecida, a de abelhas, e depois passou a denominar produtos que se lhe assemelham quimicamente. Modernamente, consideram-se ceras quaisquer materiais cerosos que, apesar de  suas diferentes composições químicas, apresentem características físicas semelhantes.
O valor comercial das ceras decorre de sua resistência à água e ao vapor de água, ductilidade, dureza, faixa de ponto de fusão adequada, lustro, propriedades emulsificantes, lubrificantes, adesivas etc. Do ponto de vista químico, as ceras de origem animal ou vegetal compõem-se de ésteres de ácidos orgânicos graxos constituídos por moléculas de cadeia longa e álcoois alifáticos. Repelentes à água, são por isso utilizadas como impermeabilizantes.
Por sua composição química, as ceras têm afinidades com as graxas, embora constituam grupos diferenciados. A distinção básica entre as duas ordens de substâncias está no fato de serem as graxas assimiladas pelo organismo humano, enquanto as ceras não o são.
Entre as ceras de origem animal sobressaem por sua aplicação a das abelhas, o espermacete (substância cerosa extraída do óleo dos cetáceos), e a cera da China, obtida de cochonilhas, insetos classificados como Coccus ceriferus. Todas são utilizadas na fabricação de velas, cosméticos, adesivos, colas, produtos farmacêuticos e de outros usos específicos.
A cera de carnaúba, de que o Brasil é o único produtor, é uma cera de origem vegetal com variadas utilidades, em substâncias para revestimento brilhante, como os vernizes, e como matéria-prima do fabrico de velas. Outra cera vegetal brasileira é a do licurizeiro (Cocos coronata), palmeira xerófila das caatingas baianas, cuja cera funde a 89,5o C.
As ceras minerais ou sintéticas são hidrocarbonetos de cadeia longa, que se obtêm como resíduos dos processos de destilação de petróleo e carvão. Os derivados de petróleo podem ser diferenciados, quanto às ceras, em três grupos: o das ceras parafínicas, o das microcristalinas e os das vaselinas. Os campos de aplicação dessas substâncias são múltiplos: preparo de cosméticos, tintas de impressão, lubrificantes, tratamento de peles e couros etc.
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