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Caranguejo


  Artrópodes
Em sua maioria, os caranguejos sÒo aqußticos e ligam-se aos ambientes marinhos. Muitos se adaptaram no entanto aos habitats mais diversos: alguns vivem em terra, outros freq³entam os rios e hß atÚ os que, em determinadas regi§es tropicais, sobem em coqueiros.
Caranguejo Ú um invertebrado artr¾pode (dotado  de patas articuladas) da classe dos crustßceos. Possui dez patas, as duas primeiras mais desenvolvidas e terminadas em pinþas; essa conformaþÒo peculiar das extremidades faz com que seu deslocamento se processe em sentido lateral. Em torno da boca, disp§e de um grande n·mero de apÛndices (maxilas, mandÝbulas e maxilÝpodes) para manipulaþÒo e mastigaþÒo dos alimentos. Na cabeþa inserem-se tambÚm duas antenas e um par de olhos pedunculados, isto Ú, unidos ao corpo por um suporte alongado.
O corpo dos caranguejos Ú protegido por uma carapaþa incrustada de carbonato de cßlcio, que de tempos em tempos sofre mudas para permitir que eles cresþam. TrÛs regi§es comp§em o corpo: o cefalot¾rax, que inclui a cabeþa e o t¾rax; o abdome, com seis segmentos articulados; e o telso, que Ú constituÝdo por dois segmentos terminais e integra a nadadeira caudal.
O caranguejo marinho Carcinus maena, utilizado como alimento pelo homem, ocorre nos oceanos AtlÔntico, ═ndico, PacÝfico e, ao contrßrio dos caranguejos fluviais do gÛnero Potamobius, apresenta um abdome reduzido e dobrado sob o t¾rax. O bernardo-eremita, caranguejo do gÛnero Pagurus, nÒo disp§e de carapaþa na regiÒo abdominal e busca ref·gio em conchas vazias de carac¾is marinhos. Outras espÚcies se protegem entre esponjas ou algas, com as quais estabelecem uma relaþÒo de simbiose, associaþÒo de duas espÚcies com benefÝcios m·tuos. No ═ndico e no PacÝfico ocidental vive o caranguejo-ladrÒo ou caranguejo-dos-coqueiros (Birgus latro), que trepa atÚ o alto dos coqueiros Ó procura de cocos.
Os Ýndios brasileiros chamavam de uþßs os caranguejos terrestres, com patas terminadas em unhas (ocipodÝdeos), e de siris (portunÝdeos) as espÚcies aqußticas ou nadadoras, com o ·ltimo par de patas terminado em remo. Essa divisÒo Ú mantida atÚ hoje pelos pescadores. Os caranguejos alimentam-se de toda sorte de detritos, restos de carne etc. Sua pesca se faz sobretudo com pedaþos de carne amarrados no centro de um pequeno puþß ou rede c¶nica. As espÚcies que vivem nos manguezais costumam sair de suas tocas em grande n·mero na Úpoca da reproduþÒo, quando sÒo capturados aos milhares. Entre os caranguejos mais consumidos no Brasil estÒo o guaiamu ou guaiamum, o chama-marÚ ou chora-marÚ e as numerosas formas de siri, que os pescadores distinguem por nomes como siri-chita, siri-candeia, siri-ba·, siri-patola.

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