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Canhão


  Geologia

A aþÒo erosiva das correntes fluviais dß lugar Ó formaþÒo de gargantas recortadas na vertical. Um dos melhores exemplos desse tipo de estrutura geomorfol¾gica Ú o Grand Canyon, formado pelo rio Colorado no Arizona (Estados Unidos).

Do ponto de vista geomorfol¾gico, canhÒo Ú um vale estreito e profundo formado pela aþÒo erosiva dos rios em rochas sedimentares de reduzida dureza em um meio climßtico ßrido. Jß em termos oceanogrßficos, chama-se canhÒo submarino os grandes sulcos escavados nas plataformas continentais ou planaltos submersos, na maioria dos casos, simples continuaþÒo dos vales continentais. Seu comprimento pode ser de dezenas de quil¶metros e sua profundidade chega a dois mil metros.

A causa do aprofundamento do vale fluvial que dß origem ao canhÒo tem sido objeto de teorias divergentes. Para alguns ge¾logos, ao descer o nÝvel de base (na foz do rio), resultado de um levantamento tect¶nico da crosta terrestre ou de uma baixa do nÝvel das ßguas marinhas, o rio vÛ-se obrigado a escavar um leito mais profundo para nivelar sua encosta. Outros pesquisadores defendem a hip¾tese de que o canhÒo Ú um exemplo de erosÒo cßrstica (a que se registra em relevo calcßrio), cuja origem Ú o afundamento da ab¾bada rochosa que cobre um rio subterrÔneo. As paredes do canhÒo, com um perfil transversal em forma de "V", mostram os estratos de rochas sedimentares cortados pelo rio. Estas sÒo muito abruptas e nÒo possuem cobertura vegetal, porque o baixo Ýndice pluviomÚtrico pr¾prio do clima ßrido Ú limitado em sua aþÒo erosiva. No fundo do canhÒo, Ú comum correr o rio que o formou, mas hß tambÚm casos de leito seco.

No que se refere aos canh§es submarinos, diversos modelos diferenciam-se em sua gÛnese. Em alguns casos trata-se de antigos vales fluviais submersos por movimentos verticais da crosta terrestre ou do nÝvel do mar e, em outros, sÒo vales escavados por ßgua lamacenta que recebe a carga de material rochoso levada pelos rios em sua foz. Uma terceira modalidade corresponde Ó escavaþÒo pela varredura da marÚ ou pelas correntes submarinas.

No Nordeste brasileiro, o rio SÒo Francisco oferece um bom exemplo de canhÒo nos arredores da cachoeira de Paulo Afonso. A calha estß profundamente entalhada no planalto, constituÝdo de granitos e gnaisses do escudo brasileiro. O aprofundamento do canhÒo se deu graþas Ó existÛncia de uma rede de fraturas e falhas; as vertentes sÒo quase verticais e as rochas estÒo bastante diaclasadas.

No Centro-Oeste, o rio Paranß, afluente do Tocantins, forma impressionantes canh§es, conhecidos pelo nome de vÒo do Paranß. No Sul, os rios que atravessam os degraus e patamares do planalto meridional, no nordeste do Rio Grande do Sul, tambÚm escavam belos vales em garganta ou canh§es; constituem a regiÒo chamada Aparados da Serra.


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