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Canário


  Taxonomia

Originário das ilhas Canárias, da Madeira e dos Açores, o canário foi domesticado no século XVI na Itália, de onde logo se difundiu por várias partes da Europa. Graças a técnicas de cruzamento, o pássaro multiplicou-se num sem-fim de variedades de cor, tipos de plumagem e aptidões para o canto.

Também chamado no Brasil de canário-do-reino ou canário-belga, o canário de criação descende da espécie silvestre Serinus canaria, da família dos fringilídeos, a mesma de outros afamados cantores, como o azulão, a patativa e o curió. A espécie típica, com 12cm de comprimento médio, tende a uma coloração parda e brilhante, enquanto nas variedades obtidas por criação predominam os tons amarelos e acinzentados. São frequentes os cruzamentos do canário-do-reino com o pintassilgo-da-virgínia ou pintassilgo-da-venezuela (Carduelis cucullatus), bela espécie vermelha e negra, dos quais resultam os híbridos multicoloridos conhecidos como pintagóis.

A facilidade de cruzamento dos canários-do-reino com os pintassilgos explica-se porque ambos os gêneros, Serinus e Carduelis, pertencem à subfamília dos carduelíneos, oriunda do Velho Mundo. Já os canários brasileiros, também fringilídeos e notáveis pelo canto, pertencem à subfamília dos emberizíneos, tipicamente americana. O mais conhecido deles, de ocorrência registrada em todo o Brasil extra-amazônico, é o canário-da-terra (Sicalis flaveola), com 13,5cm de comprimento médio; é amarelo, com uma mancha alaranjada no alto da cabeça, e tem as costas rajadas de cinza-escuro.

Essa estriação não existe no canário-do-amazonas (S. columbiana), que mede apenas 11,5cm. Bem maiores são o canário-do-brejo (Emberizoides ypiranganus), de 18cm, comum na região Sul, e o canário-do-campo (E. herbicola), de 20cm, presente em quase todo o país e assíduo frequentador de capinzais.
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