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Camada de Ozônio


  Meio Ambiente

Antes de se falar da camada de ozônio, é preciso que se conheça um pouco sobre a atmosfera terrestre. Ela é formada basicamente por quatro camadas principais denominadas Termosfera, Mesosfera, Estratosfera, e a Troposfera, que é camada próxima a superfície terrestre, estendendo-se até aproximadamente 16 Km de altitude no equador, e 10 Km nos polos. É onde vivem todos os seres vivos do planeta, e acontecem os fenômenos meteorológicos.

A camada de ozônio se localiza em uma faixa que vai dos 20 aos 34 Km de altitude no equador e 14 aos 30 Km de altitude sobre os polos, na Estratosfera. É nesta faixa que se formam as condições adequadas para a formação do ozônio, que são a forte incidência de raios ultravioletas e moléculas de oxigênio. Acima desta faixa há bastante incidência de raios ultravioletas, porém pouco oxigênio, e abaixo, ocorre justamente o contrário. É bom lembrar que a formação de ozônio próximo a população, é altamente prejudicial à saúde, já que o mesmo é extremamente oxidante (corrosivo).

De uma forma geral, a formação do ozônio se dá quando os raios ultravioletas C ( UV-C) atingem uma molécula de oxigênio (O2), dividindo-as em dois átomos de oxigênio - O e O. Estes, separados, se juntam rapidamente a outras moléculas de oxigênio (O2), formando o ozônio (O3). Depois de formado, o ozônio absorve a luz ultravioleta, sobretudo o UV-B, se quebrando novamente, quando, então, volta-se a ter oxigênio (O2) e um átomo de oxigênio (O). E finalmente, quando uma molécula de ozônio (O3) encontra-se com o átomo de oxigênio (O), formam-se, outra vez, duas moléculas estáveis de oxigênio (O2). Estes são processos constantes e ininterruptos, e que garantem a vida na Terra ao filtrar os raios ultravioletas C (totalmente) e B (parcialmente).

De acordo com a hipótese mais aceita atualmente, a destruição da camada de ozônio se dá, quando as moléculas de clorofluorcarbonos, halons e outros produtos químicos (CFC-11 e CFC-12 principalmente) chegam à Estratosfera e são quebradas pelos raios ultravioletas, liberando átomos de cloro (Cl), em um processo tão eficiente, que 1 átomo de cloro (Cl) é capaz de destruir 100.000 moléculas de ozônio (O3). No entanto, a Estratosfera possui uma autoproteção muito forte. O cloro (Cl) e o bromo (Br), quando se combinam com o dióxido de nitrogênio (NO2) e o metano (CH4), formam compostos que não podem destruir a camada de ozônio. Porém, esses compostos podem, após determinado tempo, liberar novamente átomos de cloro (Cl) e bromo (Br), que voltam a atacar o ozônio, ou desaparecem em definitivo da Estratosfera.

Quanto aos impactos ambientais causados pela destruição da camada de ozônio, especula-se que na Antártida, o aumento da incidência do ultravioleta B (UV-B) pode lesar estruturas biológicas como o DNA, e o sistema fotossintético dos vegetais. O fitoplâncton, que é a base da cadeia alimentar, é muito sensível a radiação ultravioleta, e este afetado, assim como as bactérias marinhas, que alimentam o zooplâncton, comprometeria todo o equilíbrio do ecossistema da região. No Brasil, a destruição da camada de ozônio afetaria as colheitas agrícolas, tais como as de soja e algodão, e danificaria os sistemas aquáticos (recifes de corais, etc.), além dos já mencionados fitoplâncton, zooplâncton e, também, peixes jovens, afetando as atividades pesqueiras. A saúde da população poderia ser afetada através do aumento de casos de câncer de pele, catarata e distúrbios imunológicos.

Para tentar sanar este problema global, diversos países, inclusive o Brasil, assinaram o Protocolo de Montreal, onde todos se comprometeram em reduzir e deixarem de produzir e consumir os CFCs, em um determinado prazo pré-estipulado. Os países desenvolvidos já não produzem CFCs desde 1996, e os países em desenvolvimento vão parar de produzí-los em 2010*.


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