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Calvície


  Patologias

Fenômeno relativamente freqüente, a perda total ou parcial do cabelo tem implicações estéticas, mas não patológicas. Em diversas doenças, porém, a calvície é um sintoma ou uma seqüela que, às vezes, pode ser fundamental para estabelecer o diagnóstico.
Os termos calvície e alopecia designam a queda completa ou parcial de cabelo. O processo decorre de inúmeras causas e evolui de várias maneiras, mas sempre com o mesmo efeito: a atrofia do folículo piloso, estrutura que circunda a raiz do cabelo.


Existem dois tipos básicos de calvície: a permanente e a temporária. No primeiro caso, ela procede da destruição dos centros de onde nasce o cabelo, a partir dos quais se originam as células de que depende sua manutenção fisiológica. Já a calvície temporária resulta de uma lesão transitória nesses centros capilares. Nas manifestações permanentes, que afetam cerca de quarenta por cento dos indivíduos do sexo masculino em certas populações, existe importante base hereditária. No homem, o gene que leva à calvície é dominante e só um dos progenitores o pode transmitir; na mulher, é recessivo, transmitido apenas quando se apresenta nos dois ascendentes.


Estrutura do cabelo. O pêlo é um órgão epidérmico filamentoso que se desenvolve em quase toda a superfície da pele; na cabeça, constitui o couro cabeludo. Cada cabelo é composto de uma raiz, oculta no interior da bainha ou folículo piloso, e de uma haste que atravessa a camada córnea da epiderme e se projeta para fora do organismo. O folículo se comunica com uma glândula sebácea que segrega as gorduras necessárias ao desenvolvimento da haste. As células da raiz se multiplicam constantemente e ocasionam o crescimento permanente do pêlo, cuja eventual alteração origina a calvície.


Evolução e incidência. Em geral, a queda de cabelo inicia-se sob a forma de entradas na linha frontal ou de uma pequena coroa no alto da cabeça. Nas fases avançadas, só resta uma estreita faixa de cabelo que rodeia a cabeça de uma orelha a outra: é a coroa hipocrática, assim chamada pelo aspecto semelhante ao do busto que imortalizou Hipócrates. A perda de cabelo é irregular e nesse processo se alternam fases de agravamento com outras de estabilidade.
A calvície hereditária é muito comum entre europeus e aborígines australianos. Em contrapartida, é pouco freqüente em pessoas das raças negra e amarela, e nos ameríndios. Outras causas de calvície permanente são a falta de desenvolvimento do cabelo por razões congênitas, a seborréia ou excessiva produção de gordura e a lesão grave do folículo piloso por fatores químicos e físicos. Já as causas da calvície temporária são das mais diversas índoles e compreendem a febre alta, as infecções, o consumo de drogas, a exposição a radiações e a gravidez.
O tratamento da alopecia costuma ser ineficaz, embora, em determinados casos, se obtenham resultados satisfatórios com enxertos de couro cabeludo íntegro nas zonas afetadas. As medidas terapêuticas mais eficazes são as preventivas: higiene correta, reforço vitamínico e funcionamento adequado do fígado e do aparelho digestivo.

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