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Cacto


  Botânica

Exemplos de adaptação evolutiva a um ambiente hostil, os cactos são típicos de regiões áridas ou desérticas e enfrentam condições teoricamente insustentáveis para um vegetal.
Cacto é uma planta dicotiledônea (com duas pequenas folhas embrionárias, ou cotilédones, na semente), da família das cactáceas, das quais se conhecem aproximadamente 200 gêneros e duas mil espécies. A aparência singular, adquirida pela linha diferenciada de evolução que seguiram, a distingue dos demais vegetais superiores.
Plantas xerófitas, ou seja, adaptadas a climas secos e áridos, os cactos são próprios das áreas desérticas ou semidesérticas da América Central, México, sudoeste dos Estados Unidos e Nordeste brasileiro, mas se encontram também na África oriental, e algumas variedades do gênero Opuntia se aclimataram às costas mediterrâneas e ao Sudeste Asiático.


Características funcionais. Para evitar a perda de água, os cactos transformaram as folhas em espinhos, ao longo de sua evolução, e desenvolveram uma epiderme dura e recoberta por uma película que reduz a transpiração. Suas formações celulares tornaram-se esponjosas e adquiriram capacidade de armazenar água. Os tecidos que constituem o parênquima aqüífero conferem aos cactos seu aspecto característico. As raízes são longas e profundas, aptas a retirar do solo a maior parte da água proporcionada pelas chuvas rápidas e intensas que caem no ambiente seco em que proliferam.
Muitas espécies crescem rapidamente e, no espaço de cinco anos, alcançam altura considerável. As flores são em geral grandes e de cores vivas, a fim de atrair insetos, aves ou morcegos, escassos nas regiões inóspitas onde crescem os cactos.


Diferenciação sistemática. Os cactos apresentam morfologia variada. Alguns são longilíneos e têm aspecto de candelabro, com numerosos ramos, como o saguaro (Carnegiea gigantea), que chega a vinte metros de altura. Outros são arredondados, como os Echinocactus, ou achatados, como os do gênero Opuntia. Certas espécies, como a cabeça-de-velho (Cephalocereus senilis), são recobertas por uma penugem branca que as protege da excessiva radiação solar; algumas resistem a baixas temperaturas e outras são epífitas, ou seja, crescem sobre outras plantas.
Os espinhos dos cactos brotam sempre em áreas delimitadas do caule, as aréolas. As espécies do gênero Cereus apresentam caules sulcados por nervuras e reentrâncias longitudinais.


Espécies principais. Dentre a enorme variedade de cactáceas, algumas merecem particular referência por suas características ou utilidade.
O ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata), planta arbustiva, suculenta, de folhas largas e providas de espinhos flexíveis, é comum no Nordeste, onde periodicamente perde as folhas, mas se encontra também em outras regiões do Brasil, com folhagem permanente. O cacto-rosa (P. grandifolia), com flores que lembram as da rosa silvestre, é também comum no Nordeste.
O mandacaru ou jamacaru (Cereus jamacaru) é planta arbustiva, formada apenas pelo caule poligonado, ramificado desde a base, em exemplares quase sempre isolados. O caule contém fécula, com a qual se preparam pães, biscoitos, broas e mingaus. A rainha-da-noite (Selenicereus grandiflorus), originária das Antilhas, é cultivada em várias regiões do mundo, inclusive no Brasil. É um cacto poligonado, quase sem espinhos, cujas flores, grandes e alvas, duram apenas uma noite. Secreta uma seiva irritante que afugenta os herbívoros e cujo princípio ativo é a cactina.
O xiquexique (Pilocereus gounellei), cacto colunar em candelabro e ramificações desde a base, apresenta grandes flores branco-róseas e fruto avermelhado e ácido. O caule é excelente alimento para o gado. A figueira (Opuntia brasiliensis), genuinamente brasileira, tem ramificações que partem de um tronco cilíndrico e frutos comestíveis.
O peote (Lophophora williamsii), nativo dos terrenos argilo-arenosos do México, apresenta formação mamilar e mede cerca de sete centímetros de altura. Pode ser consumido cru e serve de matéria-prima para uma bebida fermentada. Seu princípio ativo é a mescalina, substância alucinógena cujo uso deu origem ao peotismo, cerimônia em que a droga é ministrada como sacramento e leva seus adeptos a estado de transe.


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