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Bronislaw Malinowski


  Biografias
Um dos mais importantes antropólogos do século XX, Malinowski é amplamente reconhecido como o fundador da antropologia social e associado a estudos de campos entre os aborígines da Oceania.
Bronislaw Kasper Malinowski nasceu em 7 de abril de 1884 em Cracóvia, Polônia. Formou-se em filosofia pela Universidade Jagelloniana de Cracóvia, em 1908. Inspirado pelo livro The Golden Bough (O ramo dourado) de Sir James Frazer, em 1910 matriculou-se na Escola de Ciências Econômicas e Políticas de Londres, onde a antropologia acabara de entrar para o currículo. Malinowski logo conquistou renome nos círculos antropológicos com ensaios sobre os aborígines australianos. Em 1914 viajou para a Nova Guiné a fim de pôr em prática um projeto de pesquisa. Dois anos depois doutorou-se em ciência pela Universidade de Londres.
Os trabalhos de Malinowski ganharam novo impulso com sua mudança para as ilhas Trobriand, no sudoeste do Pacífico, entre 1915 e 1918. Lá conviveu com os nativos, morou numa tenda, aprendeu a língua e os costumes e, por meio de entrevistas e observações no próprio meio, conseguiu um registro acurado sobre aquela sociedade. Pôde assim apresentar um quadro dinâmico de suas instituições sociais, relações de trabalho, sexo, casamento e vida familiar, suas leis e costumes, magia e mitos. A partir daí traçou as bases da antropologia social e escreveu The Natives of Mailu (1915; Os nativos de Mailu) e sua obra principal, Argonauts of the Western Pacific (1922; Argonautas do Pacífico ocidental).
Malinowski voltou à Universidade de Londres em 1927. Viajou para os Estados Unidos em 1938, a fim de lecionar na Universidade de Yale. Na segunda guerra mundial engajou-se na defesa da Polônia. Em 1940 casou-se com a pintora Anna Valetta Hayman-Joyce e foi para o México, para realizar pesquisas antropológicas sobre comunidades indígenas. A esposa ajudou-o em suas pesquisas e foi responsável pela publicação póstuma de A Scientific Theory of Culture (1944; Uma teoria científica da cultura).
Malinowski atraiu a admiração de cientistas de outras áreas, como psicologia e lingüística. Reconhecia seu débito para com os sociólogos europeus, sobretudo Émile Durkheim, Marcel Mauss e outros da escola francesa, mas a suas noções abstratas preferiu um enfoque mais centrado no indivíduo, que julgava mais realista. Afirmava que todo costume, objeto material, idéia e crença preenche uma função vital, tem um objetivo e é parte indispensável de qualquer civilização. O antropólogo deve entender tais funções e relações para compreender a cultura. Malinowski incentivou estudos sobre mudanças sociais e culturais e programas educacionais para missionários e assistentes sociais. Morreu em 16 de maio de 1942 em New Haven, Connecticut, Estados Unidos.

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