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Biomas Brasileiros


  Meio Ambiente

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Cerrado

O Cerrado é uma das savanas de maior biodiversidade do planeta, fato que lhe conferiu a classificação de hotspot mundial, ou seja, uma área altamente ameaçada e com grande concentração de espécies endêmicas. A maior parte do Cerrado se encontra nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, mas também existem cerrados periféricos nos Estados do Amapá, do Pará, de Roraima, de São Paulo e do Paraná. O Cerrado brasileiro tem uma extensão de cerca de dois milhões de km2 e cobre 25% do território nacional. Calcula-se que 40% das plantas lenhosas e 50% das suas espécies de abelhas são endêmicas, isto é, só ocorrem no Cerrado brasileiro. Atualmente o Cerrado vem sofrendo uma pressão humana sem precedentes na sua história, por meio da expansão agrícola, da construção de estradas e hidrelétricas, do desmatamento e da urbanização. Cada uma destas atividades implica na perda de biodiversidade deste rico bioma.

Pantanal

O Pantanal, com mais de 170 mil km2, é a maior planície inundável do mundo e contém uma riqueza inigualável de diversidade biológica terrestre e aquática. Pesquisadores já identificaram na região 656 espécies de pássaros, 263 de peixes, 1.132 de borboletas, 122 de mamíferos e 93 espécies de répteis. Com uma altitude de aproximadamente 150 metros sobre o nível do mar e com um relevo plano, o Pantanal reflete os ciclos hidráulicos: na época de chuvas, até 80% da planície se inunda. A parte brasileira do Pantanal é localizada nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O bioma também funciona como ligação ecológica entre o Cerrado e a Amazônia no Brasil e o Chaco na Bolívia e no Paraguai. Os ecossistemas que o bioma abriga são extremamente frágeis e estão sob a ameaça das novas tendências de desenvolvimento econômico e de construção de infra-estrutura.

Mata Atlântica

A Mata Atlântica e seus ecossistemas associados envolviam, originalmente, uma área de 1.360.000 km2, correspondente a cerca de 16% do território brasileiro e distribuída por 17 Estados. Devido a séculos de destruição ambiental, o bioma foi reduzido a menos de 8% de sua extensão original e hoje em dia é caracterizado pela alta fragmentação dos seus habitats e a perda de sua biodiversidade. Todavia, a Mata Atlântica ainda abriga uma parcela significativa de diversidade biológica do Brasil, particularmente no que se refere a sua diversidade faunística. Observa-se, no entanto, um elevado número de espécies ameaçadas de extinção. Em função dessas particularidades, esse bioma foi considerado também um hotspot mundial que demanda ações imediatas de conservação.

Pampa

O bioma Pampa, no Rio Grande do Sul, caracteriza-se pela grande riqueza de espécies herbáceas e várias tipologias campestres, compondo em algumas regiões, ambientes integrados com a floresta de araucária. Atualmente, este bioma sofre uma forte pressão sobre seus ecossistemas, em particular a incidência do fogo, a introdução de espécies forrageiras e a atividade pecuária, que tem levado algumas áreas a um processo de arenização.

Amazônia

O bioma Amazônia representa aproximadamente 30% de todas as florestas tropicais remanescentes do mundo e é uma grande detentora da biodiversidade global, diversidade que engloba espécies de pássaros, peixes, insetos, mamíferos, répteis, anfíbios e flora de múltiplos grupos taxonômicos. A diversidade da floresta amazônica também se expressa por seus distintos ecossistemas: florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras. A bacia do rio Amazonas ocupa grande parte do continente sul-americano e mantém cerca de 20% de toda a água doce do planeta. Sua importância para o Brasil também se expressa no fato de que a Amazônia Legal abrange 57% do território nacional. Junto com este quadro de riqueza, existe outro de destruição e degradação ambiental. O desmatamento destrói milhares de quilômetros quadrados de floresta a cada ano, atividades de mineração contaminam rios, a exploração predatória da pesca está acabando com os estoques de peixes, a erosão dos solos é cada vez mais intensa e a urbanização acelerada e desordenada gera sérios problemas de saneamento nos setores mais pobres das cidades.

Caatinga

A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro. Localizada na região nordeste do País, ocupa uma área de 734.478 km2. A Caatinga é dominada pela vegetação do tipo “savana estépica”. Apesar de ser uma região semi-árida, a Caatinga é extremamente heterogênea, incluindo pelo menos uma centena de diferentes tipos de paisagens únicas, onde se destacam as lagoas ou áreas úmidas temporárias, os refúgios montanhosos e os rios permanentes como o São Francisco. A Caatinga sofre um alto grau de degradação ambiental, particularmente no que se refere aos processos de desertificação e altos índices de pobreza humana. Existe pouca informação científica sobre esse bioma.

Zona Costeira e Marinha

A Zona Costeira brasileira se estende por 17 estados e acomoda mais de 400 municípios, sendo constituída por vários biomas distribuídos do norte equatorial ao sul temperado. Essa zona mantém forte contato com os biomas da Amazônia e da Mata Atlântica e contempla regiões de transição ecológica que desempenham uma função de ligação e viabilização de trocas genéticas entre os ecossistemas terrestres e marinhos, fato que as classificam como ambientes complexos, diversificados e de extrema importância para a sustentação da vida do mar. A Zona Costeira brasileira sofre muitas ameaças provocadas pela interferência humana no que diz respeito ao alto grau de urbanização, à exploração desordenada e predatória de seus recursos naturais e aos impactos cada vez maiores da economia do turismo e lazer.

A Zona Marinha se inicia na região costeira e se estende até 200 milhas náuticas. Além de ser uma fonte importante de alimentos, responde por diversos recursos minerais, com destaque para o petróleo, atividade em que os acidentes ambientais com produtos químicos e petroquímicos representam ameaças constantes tanto para o oceano como para as áreas costeiras. Na medida em que se afasta da linha da costa, a Zona Marinha torna-se menos vulnerável às intervenções humanas. A extensão e a diversidade das zonas costeira e marinha, em termos de ecossistemas e espécies, mostram um quadro de alta biodiversidade local, com a existência de inúmeras espécies endêmicas, que possuem áreas sobrepostas a rotas migratórias e sítios de alimentação e desova de espécies migratórias de distribuição global.


Fonte: MMA - 10 anos de atuação - PROBIO - BiologiaGeral


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