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Beija-flor


  Taxonomia
Para compensar o desgaste causado por sua atividade incessante, os beija-flores sÒo capazes de hibernar Ó noite, caracterÝstica que compartilham com pouquÝssimas outras aves, como certos andorinh§es e bacuraus.
Chamado tambÚm de colibri e, em tupi, de guanambi, o beija-flor Ú uma ave da famÝlia dos troquilÝdeos, ordem dos apodiformes, que ocorre exclusivamente na AmÚrica e estß representada, do Alasca Ó Terra do Fogo, por 320 espÚcies.
Na famÝlia se encontram algumas das menores aves conhecidas, com peso de dois gramas: Calypte helenae, de Cuba, com pouco mais de cinco centÝmetros de comprimento, e Lophornis magnifica, comum da Bahia ao Rio Grande do Sul, que mede atÚ 6,8cm. O comprimento relativamente longo de diversas espÚcies provÚm da extensÒo do bico e da cauda, que excede com freq³Ûncia o tamanho do corpo. Os maiores beija-flores do Brasil sÒo Topaza pella, que chega a 18g, e Ramphodon naevius, de dez gramas. A maior espÚcie da famÝlia, Patagona gigas, vive nos Andes, tem o tamanho de uma andorinha e pesa atÚ 21g.
A maior parte dos beija-flores, e sobretudo os machos, apresenta plumagem metßlica, iridescente, devido Ó estrutura da pena, Ó cor e ao fen¶meno fÝsico da interferÛncia, de tal modo que o colorido adquire intensidades e tonalidades varißveis, conforme o Ôngulo de incidÛncia dos raios luminosos.
Os beija-flores nÒo costumam pousar no solo. Alimentam-se do nÚctar das flores, colhido por sucþÒo por meio da lÝngua protrßtil, e de insetos e outros artr¾podes, como pequenas aranhas, que apanham em v¶o, no interior das flores, nas pr¾prias teias ou no tronco das ßrvores.
A perÝcia e versatilidade no v¶o sÒo traþos comuns a toda a famÝlia. Qualquer beija-flor sabe voar para a frente e para trßs, para os lados, para cima e para baixo, e pode parar instantaneamente em qualquer ponto como um helic¾ptero. A musculatura do v¶o Ú muito desenvolvida e, em alguns gÛneros, os dois m·sculos peitorais representam de 21 a 35% do peso total da ave. Quanto menor a espÚcie e mais curtas as asas, maior Ú a freq³Ûncia com que as mesmas batem para permitir que as aves pairem no espaþo. O macho de Calliphlox amethystina chega a dar oitenta batidas de asas por segundo, freq³Ûncia que em sua fÛmea cai para setenta, medidas por estrobosc¾pio.
Em geral, apenas a fÛmea cuida da construþÒo do ninho, alongado ou em forma de tigela, da incubaþÒo dos ovos, dois em cada Úpoca de reproduþÒo, e da alimentaþÒo dos filhotes bico a bico. O perÝodo de incubaþÒo, conforme a espÚcie, varia de 13 a 17 dias. Os filhotes nascem nus ou com escassa penugem e levam de 20 a 35 dias para abandonarem o ninho. Enquanto isso, sÒo alimentados por uma massa pastosa que a mÒe regurgita e p§e em seus papos.

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