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Bauxita


  Bioquímica
Com a enorme importância alcançada pelo alumínio nas últimas décadas, a bauxita, sua fonte principal, foi cada vez mais valorizada e tornou-se item básico das reservas minerais de um país.
Bauxita é um mineral em cuja composição entram óxidos de ferro e de titânio, assim como, em proporção predominante, silicatos e hidróxidos de alumínio. Entre estes últimos os mais abundantes são a gibbsita (triidrato de alumínio) e a boemita (monoidrato de alumínio). Em função da maior ou menor quantidade de óxidos que contém, sua cor varia do esbranquiçado ao vermelho, podendo ir também do amarelo ao castanho. Origina-se da alteração de rochas cristalinas ricas em silicato, ou ainda de resíduos de rochas calcárias argilosas modificadas.
As primeiras ocorrências de bauxita foram detectadas na França (Les Baux, donde o nome) e na Europa central, onde o material é normalmente encontrado em associação com calcários e dolomitos, juntamente com argilas vermelhas denominadas terra rossa. Na Alemanha também se observou que as lateritas, derivadas das rochas ígneas, eram igualmente constituídas de hidratos de alumínio semelhantes à bauxita do tipo terra rossa. Desde então numerosos e extensos depósitos de bauxita foram localizados em várias partes do mundo.
A importância econômica do alumínio cresceu consideravelmente a partir da segunda guerra mundial e, em conseqüência, a produção de bauxita aumentou até alcançar os elevados níveis atuais. Ao final da década de 1990 os maiores produtores de bauxita eram, por ordem de grandeza: Austrália, Guiné, Brasil, Jamaica e Rússia. As maiores reservas ao final da década eram as da Guiné, Austrália e Brasil.
O Brasil, terceiro produtor mundial até a década de 1970, tinha suas reservas situadas no planalto de Poços de Caldas MG. Com as crescentes reservas descobertas na região amazônica, principalmente no estado do Pará, essa situação modificou-se de maneira radical. As reservas daquele estado representavam 94% do total brasileiro. A bauxita ocorre ainda em Ouro Preto MG e no Maranhão. Constituem bom minério de alumínio as bauxitas com percentagens de alumina (Al2O3) superiores a cinqüenta por cento.
Cerca de sessenta a setenta por cento da produção anual de bauxita destina-se à obtenção de alumínio; a indústria química absorve 15% e o restante é utilizado na indústria de abrasivos para lixas e esmeril, para purificação de querosene, fabricação de cimento e de produtos refratários. Como o processo de extração do alumínio requer avançado desenvolvimento industrial e pesados investimentos, praticamente a metade da produção desse metal se concentra em países mais industrializados, como Estados Unidos e Japão.

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