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Baleia


  Zoologia

Admiradas e perseguidas durante sÚculos, as baleias entraram em processo acelerado de extinþÒo a partir do sÚculo XIX, quando se comeþou a empregar o canhÒo de arp§es para capturß-las.
O nome baleia designa vßrios tipos de cetßceos, mamÝferos adaptados Ó vida aqußtica que povoam os mares abertos do mundo inteiro e se destacam por suas grandes dimens§es. Algumas espÚcies tÛm mais de vinte metros de comprimento e a rorqual, ou baleia-azul, ultrapassa trinta metros.


Morfologia e fisiologia. O corpo das baleias, fusiforme e alongado, termina numa grande nadadeira caudal, achatada no sentido horizontal e nÒo no vertical, como ocorre nos peixes. Ao longo de sua evoluþÒo, as extremidades anteriores desses animais se reduziram e modificaram para que eles se adaptassem Ó nataþÒo, enquanto que as posteriores desapareceram. Em algumas espÚcies, aparece uma pequena nadadeira dorsal.
Ao contrßrio dos cachalotes, as baleias nÒo possuem dentes. Estes, embora presentes na fase embrionßria, regridem depois atÚ formar estruturas c¾rneas denominadas barbatanas. Antes do aparecimento de materiais como o plßstico e o aþo, usavam-se varetas rÝgidas e resistentes feitas a partir dessas barbatanas para dar firmeza aos corpetes e colarinhos. Essas barbatanas, ou barbas, sÒo os ¾rgÒos que determinam a diferenciaþÒo sistemßtica entre as subordens dos mistacocetos (cetßceos portadores de barbas) e odontocetos (cetßceos com dentes). Na parte posterior da cabeþa localiza-se um par de orifÝcios nasais, os espirßculos, por meio dos quais a baleia expulsa o ar procedente dos pulm§es. O ar sai sob pressÒo em forma de vapor, o que provoca o aparecimento de um potente jorro que pode alcanþar seis metros de altura nas espÚcies de maior tamanho.
Ao contrßrio do homem, que armazena o ar principalmente nos pulm§es, as baleias o guardam sobretudo nos m·sculos e no sangue. Essa caracterÝstica fisiol¾gica dß a esses cetßceos a capacidade de imergir por atÚ noventa minutos sem necessidade de voltar Ó superfÝcie para respirar. Antes de submergir, o animal esvazia os pulm§es de ar e assim evita o bloqueio dos vasos sang³Ýneos provocado por bolhas de gßs liberadas no sangue durante a subida para a superfÝcie, quando, conseq³entemente, a pressÒo diminui. ╔ esse fen¶meno que provoca o chamado mal das profundidades nos mergulhadores que emergem com rapidez; para anular suas conseq³Ûncias, a natureza dotou os cetßceos daquele mecanismo de defesa.
A pele das baleias nÒo tem pÛlos e sob ela estende-se uma grossa camada de tecido gorduroso que proporciona isolamento tÚrmico. Ao contrßrio do sentido do olfato, que tÛm pouco desenvolvido, a audiþÒo desses mamÝferos Ú muito apurada e lhes serve para captar os sons emitidos por seus congÛneres a grande distÔncia. Esse mecanismo constitui a base de uma extraordinßria linguagem, que os cientistas ainda nÒo estudaram suficientemente.
As baleias alimentam-se sobretudo de plÔncton, que, juntamente com ßgua, ingerem em grandes quantidades ao abrir a boca. Ao fechß-la, a ßgua Ú expulsa devido Ó pressÒo exercida pela lÝngua que se aperta contra o palato. O alimento Ú entÒo retido nas barbas, que atuam como peneira. Na primavera, quando o alimento Ú abundante nos mares pr¾ximos aos p¾los, as baleias dirigem-se em massa a essas regi§es para alimentar-se.
No outono, as calotas polares gelam e o plÔncton desaparece; as baleias entÒo migram rumo Ós ßguas tropicais para reproduzir-se. Algumas espÚcies executam cerim¶nias de corte durante a Úpoca da reproduþÒo. O perÝodo de gestaþÒo Ú de 11 ou 12 meses. Os filhotes, denominados genericamente baleotes, nascem em ßguas temperadas, pois nÒo possuem a camada de proteþÒo gordurosa que protege os adultos e nÒo poderiam suportar as temperaturas pr¾ximas de zero das ßguas setentrionais, onde muitas espÚcies vivem. O problema da amamentaþÒo dos filhotes em ambiente marinho Ú resolvido por um singular mecanismo fisiol¾gico, controlado por um ¾rgÒo muscular situado em torno do mamilo materno, que funciona como vßlvula. O leite, expulso a pressÒo para evitar perdas, apresenta uma notßvel riqueza nutritiva.


ClassificaþÒo. A diferenciaþÒo dos diversos tipos de baleia foi objeto de polÛmica entre os especialistas. Em geral, costuma-se distinguir trÛs famÝlias: a dos balenÝdeos, que inclui a baleia da GroenlÔndia e a baleia negra; a dos balenopterÝdeos, entre as quais se encontram as rorquais; e a dos escrictÝdeos, que tem apenas uma espÚcie, a baleia-cinza.
A baleia da GroenlÔndia (Balaena mysticetus) chega a medir vinte metros de comprimento, oito dos quais correspondem Ó cabeþa. ╔ de cor negra, com zonas claras na parte inferior da cabeþa e outras regi§es do corpo. A baleia-negra (Eubalaena glacialis) pode medir atÚ 18 metros. Sua pele Ú coberta de manchas esbranquiþadas devido aos numerosos organismos parasitßrios que se alojam sobre ela.
As rorquais sÒo baleias que se caracterizam pela forma achatada do crÔnio e por numerosas listas que sulcam a zona do ventre. A rorqual-gigante, ou baleia-azul (Balaenoptera musculus), ultrapassa os trinta metros e chega a pesar 130t; Ú o maior animal que jß existiu durante toda a hist¾ria da Terra. A rorqual comum (Balaenoptera physalus) ultrapassa vinte metros e setenta toneladas, tem o dorso azul escuro e o ventre claro e Ú a baleia mais rßpida (sua velocidade de deslocamento alcanþa cerca de 55km por hora). O jubarte (Megaptera novaeangliae) mede cerca de dez metros e se caracteriza pelas grandes dimens§es de suas barbatanas anteriores. Finalmente, a baleia-cinza (Eschrichtius robustus) chega a 15m e apresenta como traþo peculiar grandes barbas laminares.


Caþa Ó baleia. Os bascos e outros povos europeus estavam entre os primeiros baleeiros que durante sÚculos caþaram os grandes cetßceos com arp§es manuais, lanþados de um bote a remo. No sÚculo XIX foi inventado o canhÒo de arp§es, que, juntamente com a expansÒo das frotas baleeiras e, mais modernamente, com a construþÒo de gigantescos navios-frigorÝficos, determinou um grande aumento das capturas, a ponto de algumas espÚcies se encontrarem ameaþadas de extinþÒo. Na dÚcada de 1970, numa tentativa de salvaguardar a existÛncia desses animais, tiveram inÝcio campanhas internacionais para limitar e controlar a caþa das baleias. Em meados da dÚcada de 1980, proibiu-se por cinco anos a pesca da baleia com fins comerciais, mas continuou permitida a captura para fins cientÝficos. Jß entÒo eram raros os paÝses que tinham uma ind·stria baleeira significativa, mas alguns rejeitaram a proibiþÒo e continuaram caþando os cetßceos.


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