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Badejo


  Taxonomia
Diversas espécies de peixes marinhos, da família dos serranídeos, recebem o nome de badejo. Freqüentemente confundidos com a garoupa, possuem, como esta e o cherne, carne muito apreciada.
No sul do Brasil, chama-se badejo o Acanthistius brasiliensis (no Nordeste, garoupa-senhor-de-engenho, serigado focinhudo e serigado-mero). É de cor parda, mais clara no abdome, com linhas transversais azul-cobalto. O corpo, robusto e curto, é dotado de espinhos e coberto de escamas pequenas e ásperas. Mede cerca de 35cm. O Mycteroperca microlepis, chamado no Rio de Janeiro de badejo bicudo ou badejo-sapateiro, em outras regiões é conhecido como badejo-de-areia ou badejo-saltão. Alongado, de cor pérola, tem manchas escuras e verdes claras alternadas. Ao morrer, torna-se acinzentado. É encontrado desde os Estados Unidos até o Rio de Janeiro.
Badejo-mira é o nome comum do Mycteroperca rubra, mas assim são chamados também os badejetes, exemplares jovens de outras espécies. Dentro d"água é esverdeado, com largas faixas sépia e finas estrias  onduladas, com três riscos negros entre os olhos e o opérculo. Ocorre no mar Mediterrâneo e no oceano Atlântico, onde procura lugares pedregosos.
O maior dos badejos brasileiros é o Mycteroperca bonaci (no Espírito Santo, badejo ou badejo-ferro; em outras regiões, badejão, badejo quadrado, badejo preto e serigado preto). O corpo é pardo com manchas cor de bronze e chega a dois metros de comprimento.
O badejo pintado (Epinephelus adscensionis) é também conhecido como garoupa pintada e gato em Pernambuco, peixe-gato na Bahia e no Espírito Santo e, nesse último estado, também por pirajica. Mede cerca de quarenta centímetros, tem o corpo coberto de manchas cor de chocolate e grandes nadadeiras peitorais. Habita fundos pedregosos e recifes de coral.
O badejo-sabão (Rypticus saponaceus) hoje já não se inclui entre os serranídeos, mas na família dos gramistídeos, que diferem daqueles por não terem espinhos na nadadeira anal mas sim dois ou três na dorsal. É cor de chocolate, mas já foram observados exemplares inteiramente brancos. Ocorre do Rio de Janeiro para o norte. O nome sabão vem do fato de apresentar superfície escorregadia, em virtude de abundante mucosidade.

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