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B. F. Skinner


  Biografias
Como behaviorista, Skinner acreditava que o comportamento é uma reação do indivíduo ao ambiente. Defendia o estudo experimental dessa resposta como o meio mais direto de conhecer a natureza humana.
Burrhus Frederic Skinner nasceu em Susquehanna, Estados Unidos, em 20 de março de 1904. Seu interesse pela psicologia foi despertado pelo trabalho do fisiologista russo Ivan Pavlov sobre o reflexo condicionado, por artigos de Bertrand Russell sobre o behaviorismo e pelas idéias de John B. Watson, fundador do behaviorismo. Em 1931 doutorou-se pela Universidade de Harvard e ali trabalhou como pesquisador durante cinco anos. Iniciou suas atividades docentes na Universidade de Minnesota em 1936, onde publicou seu primeiro livro: The Behavior of Organisms (1938; Comportamento dos organismos). No estudo da interação entre o indivíduo e o meio, Skinner descartou a existência de motivações psíquicas para o comportamento humano, que, para ele, era programado, na verdade, pelas condições impostas pelo ambiente.
Em 1945, como professor de psicologia da Universidade de Indiana, Skinner ficou amplamente conhecido depois que inventou uma espécie de berço, que consistia numa caixa esterilizada e à prova de som, cujo objetivo era oferecer o ambiente ideal à criança até os dois anos de idade. Em 1948, publicou uma de suas obras mais polêmicas, Walden Two (1948; Walden dois), romance sobre a vida numa comunidade utópica projetada segundo seus próprios princípios de engenharia social.
A partir de 1948, quando passou a lecionar na Universidade de Harvard, Skinner influenciou uma geração de psicólogos e inventou vários tipos de equipamentos experimentais, com os quais treinou animais de laboratório para executarem tarefas complexas e, por vezes, excepcionais. Entre os exemplos mais interessantes está o dos pombos que aprenderam a jogar tênis de mesa. Uma de suas invenções mais famosas, a caixa de Skinner, uma gaiola cuja manipulação correta pelo animal fornece uma série de recompensas, foi adotada pela pesquisa farmacêutica para observar o efeito das drogas sobre o comportamento de cobaias.
As experiências sobre treinamento animal levaram Skinner a formular os princípios da instrução programada, que, segundo acreditava, podia ser realizada com a ajuda das chamadas máquinas de ensinar. São de fundamental importância para esse método os conceitos de reforço e recompensa. O estudante, ao usar a máquina de acordo com seu próprio ritmo de aprendizado, é recompensado por responder corretamente às perguntas sobre o tema estudado, o que reforça o aprendizado.
Além do amplamente difundido Science and Human Behavior (1953; Ciência e comportamento humano), Skinner escreveu diversos outros livros, entre os quais Verbal Behavior (1957; Comportamento verbal), The Analysis of Behavior (1961; A análise do comportamento) e Technology of Teaching (1968; Tecnologia de ensino). No ensaio Beyond Freedom and Dignity (1971; Além da liberdade e da dignidade), argumenta que os conceitos de liberdade e dignidade podem levar à autodestruição e formula o conceito de "tecnologia do comportamento". Sua autobiografia em três volumes saiu entre 1976 e 1979, e seu último trabalho, Recent Issues in the Analysis of Behavior (Questões recentes na análise do comportamento), em 1989. Skinner morreu em Cambridge, Massachusetts, em 18 de agosto de 1990.

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