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Aves de Rapina


  Taxonomia

Quer tenham um v¶o altaneiro, como os condores, ou um canhestro farfalhar de asas, como as corujas, as aves de rapina tÛm em comum o fato de serem ·teis ao homem, pois caþam insetos, cobras e roedores que danificam plantaþ§es. AlÚm disso, algumas limpam os campos, ao devorarem toda carniþa que encontram.
Sob a designaþÒo genÚrica de aves de rapina, identifica-se um conjunto de aves pertencentes a duas diferentes ordens, a dos falconiformes e a dos estrigiformes. Estas, apesar de nÒo terem entre si parentesco filogenÚtico, mostram uma sÚrie de caracterÝsticas semelhantes, decorrentes de um longo processo de convergÛncia adaptativa. SÒo, em geral, aves de constituiþÒo robusta, s¾lidas e corpulentas. Algumas delas sÒo bastante grandes, como os condores, os abutres e certas ßguias. AlÚm disso, sÒo dotadas de eficientes instrumentos para a caþa: bicos recurvados e fortes, poderosas patas, dedos vigorosos terminados em garras, com as quais agarram suas presas, e notßvel agudeza visual. Nas aves predadoras, o campo binocular Ú muito mais amplo que nas outras, porÚm o campo visual total Ú menor.
ExÝmias voadoras, as aves da ordem dos falconiformes sÒo capazes de aproveitar as correntes tÚrmicas ascendentes e se manter planando por longos perÝodos, como fazem os abutres, gÛnero inexistente no Brasil, ou, tal como os gavi§es, de alcanþar grande altura e cair quase que verticalmente sobre suas presas. A dieta das aves de rapina se constitui de todo tipo de invertebrados, peixes e mamÝferos; algumas espÚcies se alimentam de carne em decomposiþÒo e outras consomem tambÚm alguns vegetais.
O papel ecol¾gico dessas aves Ú importante, pois regulam a populaþÒo de roedores, rÚpteis e aves e retiram carniþa dos campos, duas atividades benÚficas para a agricultura. A coruja, por exemplo, come principalmente mamÝferos, roedores nocivos, como ratos, camundongos e toupeiras, e raramente toca nas galinhas, que estÒo recolhidas quando as corujas saem para caþar. A perseguiþÒo Ós aves de rapina, que persiste em muitas partes do mundo, causa sÚrio risco para o equilÝbrio dos ecossistemas.
Falconiformes. A ordem dos falconiformes compreende o que vulgarmente se conhece como aves de rapina diurnas, por exercerem sua atividade durante as horas de luz. Engloba vßrias famÝlias: a dos catartÝdeos, ou abutres americanos, entre os quais figuram os condores; a dos acipitrÝdeos, um grupo heterogÛneo que nem todos os ornit¾logos aceitam como tal e no qual se inclui grande diversidade de espÚcies, como ßguias, gavi§es, milhafres, abutres do Velho Mundo; a dos falconÝdeos, na qual se agrupam as diversas espÚcies de falc§es e, no Brasil, os caracarßs; e a dos sagitßrios, integrada por uma ·nica espÚcie, o serpentßrio, ou secretßrio, uma ave pernalta que vive nas savanas da ┴frica e que recebeu esse nome pelo fato de alimentar-se preferencialmente de cobras.
Nas fÛmeas adultas, a ocorrÛncia de dois ovßrios e seus ovidutos Ú relativamente freq³ente entre os falconiformes, o que Ú raro entre as fÛmeas adultas dos passeriformes, que em geral conservam apenas o ovßrio e oviduto esquerdos.
Estrigiformes. A ordem dos estrigiformes congrega as aves de rapina noturnas, dividida em duas famÝlias: a dos estrigÝdeos, que agrupa o maior n·mero de espÚcies, entre as quais corujas, mochos e caburÚs; e a dos titonÝdeos, como a coruja-de-igreja, tambÚm chamada de suindara ou rasga-mortalha.
As aves das duas famÝlias tÛm a cabeþa arredondada e, em alguns casos como ocorre com as corujas, dois penachos no alto, que parecem orelhas. Outra caracterÝstica notßvel de ambas Ú a situaþÒo frontal dos olhos, o que lhes dß um amplo campo de visÒo e, por isso, uma grande precisÒo no cßlculo das distÔncias que as separam de suas presas.

 


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