Ásia - BioMania
O melhor portal biológico da internet!



176 Slides Power Point grátis

Só baixar, editar e começar a usar.

Ásia


  Geografia Fisica

A variedade geogrßfica e humana Ú o traþo marcante do continente asißtico, o maior em ßrea e populaþÒo. Altas cordilheiras, tundras e taigas interminßveis, desertos adustos, vales e planÝcies fÚrteis, densas selvas tropicais se sucedem por toda a ┴sia, criando enorme multiplicidade de formas de vida e culturas adaptadas Ós condiþ§es locais.

O termo ┴sia, usado pelos antigos gregos para designar as terras a leste de HÚlade (GrÚcia), Ú talvez oriundo do assÝrio asu, que significa "leste".
A ┴sia tem uma extensÒo de 44.614.319km2, o que representa aproximadamente trÛs quintos da superfÝcie do globo. O limite setentrional do continente Ú o oceano Glacial ┴rtico, entre o estreito de Bering, que separa a ┴sia da AmÚrica, e a ilha de Nova Zembla. As penÝnsulas de Tchukotskiy, Taimir, Gida e

Yamal sÒo as principais saliÛncias do litoral ßrtico, cuja linha engloba os mares da SibÚria Oriental, Laptev e Kara.
A leste se encontram os mares de Bering, Okhotsk, do JapÒo, Amarelo, da China Oriental e da China Meridional, todos com saÝda para o oceano PacÝfico. Nessa costa oriental ficam as penÝnsulas de Kamchatka, da CorÚia e da Indochina. O oceano ═ndico e seus prolongamentos -- mar de Andaman, golfo de Bengala e mar da Arßbia --, banham o sul da ┴sia, recortado pelas penÝnsulas de Malaca, a indiana e a arßbica.

O istmo de Suez, hoje atravessado por um canal artificial, une a ┴sia, pelo sudoeste, ao continente africano, enquanto a costa mediterrÔnea da Turquia, os estreitos de Dardanelos e de B¾sforo, o mar Negro, o mar de Azov, o rio Kuma, a margem setentrional do mar Cßspio e a encosta oriental dos Urais marcam, aproximadamente, o limite ocidental com a Europa, que na realidade Ú uma penÝnsula da ┴sia (Eurßsia), separada desse continente por motivos hist¾ricos e culturais.

Consideram-se asißticas, ainda, as ilhas de Wrangel, Nova SibÚria, Severnaya Zemlya e Nova Zembla (Novaya Zemlya), no ┴rtico; as de Sacalina, Kurilas, o arquipÚlago do JapÒo, Formosa (Taiwan), Hainan, as Filipinas, as Sulawesi (Celebes), as Molucas, BornÚo, Java, Sumatra, Bali, Flores e as demais ilhas pertencentes ao arquipÚlago da InsulÝndia, no PacÝfico; e as de Andaman, Nicobar, Sri Lanka (antigo CeilÒo), Maldivas e Laquedivas, no ═ndico.


Geografia fÝsica

Geologia

A formaþÒo geol¾gica do continente asißtico foi longa e complexa. As plataformas prÚ-cambrianas, que constituem o embasamento cristalino do continente, acham-se parcialmente cobertas por sedimentos arenosos de eras distintas. Os principais lugares onde afloram essas plataformas sÒo a Arßbia, o planalto do Deccan ou DecÒo (na ═ndia), o norte da China e a SibÚria (montes Chukot e Kolima). Durante a era prÚ-cambriana, depositaram-se grandes sedimentos marinhos nas bacias onde hoje se situam os Urais, o planalto do IrÒ, os Tien Shan, os Altai, os Saian ocidentais, o sul da SibÚria e a China meridional. Na era paleoz¾ica continuou a sucessÒo de transgress§es e regress§es marÝtimas, formando grandes bacias sedimentares na SibÚria ocidental (no oeste do Ienissei) e na ┴sia central (Dzungßria), e produziram-se os relevos correspondentes Ós orogenias caledoniana (CasaquistÒo, norte do Tien Shan, Kunlun, penÝnsula de Taimir e sudeste da China) e herciniana (Urais, Altai, Tien Shan, Kunlun e Tsinling -- Qinling na moderna transliteraþÒo).

A era mesoz¾ica foi um perÝodo de forte sedimentaþÒo, sobretudo no setor oriental do continente. Produziram-se tambÚm soerguimentos orogÛnicos nos montes Verkhoiansk e na Indochina. Ao fim do mesoz¾ico, a parte setentrional estava definitivamente constituÝda, enquanto a parte sul, dividida em vßrias plataformas pertencentes Ó antiga Gonduana, comeþava a agregar-se ao resto do continente.

No comeþo da era cenoz¾ica a ┴sia jß apresentava configuraþÒo semelhante Ó atual. Durante o perÝodo tercißrio e no princÝpio do quaternßrio, ocorreu a orogenia alpina, que atuou sobre os sedimentos mesoz¾icos, dobrando-os, e tambÚm sobre os antigos maciþos erodidos, que se fraturaram e foram novamente soerguidos (Urais, Tien Shan, Altai, Saian). As cordilheiras originadas pelo dobramento alpino, nas quais se encontram as montanhas mais altas do mundo, se estendem entre a Anat¾lia e a InsulÝndia, incluindo grandes maciþos como os montes do Cßucaso, os Zagros, os Elburz, o Hindu Kush, o Pamir, os Karakorum, o Himalaia e os Nan Shan. O tectonismo se manifesta atÚ hoje na atividade sÝsmica que afeta diversas zonas do continente, sobretudo na franja de territ¾rio que se estende do Hindu Kush ao mar de Okhotsk.


Relevo

┴sia Ú um continente maciþo, no qual predominam os planaltos e as montanhas. Entre o ponto mais elevado e o mais baixo encontram-se grandes planaltos e vastas depress§es.

O continente asißtico Ú composto por dois grandes conjuntos de planÝcies e planaltos, situados nos lados de uma linha central de cordilheiras que se estende da Anat¾lia atÚ o Pamir, na direþÒo oeste-leste (Cßucaso, Elburz, Zagros, Hindu Kush), para dividir-se em seguida em dois ramos, um na direþÒo nordeste, atÚ o estreito de Bering (Tien Shan, Altai, Saian, Yablonovi, Stanovoi, Djugudjur, Verkhoiansk, Cherski, Kolima), e outro que se dirige para leste (Karakorum, Himalaia, Kunlun, Nan Shan e Qinling), depois para o sul, pela Indochina, e finalmente outra vez para o leste, na IndonÚsia. A linha montanhosa prossegue no Extremo Oriente atravÚs dos arcos insulares das Filipinas, Formosa, o arquipÚlago do JapÒo e as Kurilas. No oeste e no noroeste, na direþÒo sudoeste-nordeste, encontra-se outra linha de cordilheiras, constituÝda principalmente pelos Urais e prolongada nas montanhas de Nova Zembla e nos montes Byrrang (penÝnsula de Taimir).


Entre esses grandes conjuntos de cordilheiras situam-se, ao sul, a planÝcie da MesopotÔmia, o planalto da Arßbia (este levantado no rebordo sul-oriental), o planalto do IrÒ, os vales do Indo, do Ganges e o planalto do Decan na ═ndia, o planalto de Korat e o vale do Mekong na Indochina, e o planalto de Yunnan na China. Entre o Himalaia, no sul, e os montes Kunlun, no norte, localiza-se o grande planalto do Tibet. Na faixa central da ┴sia se encontram a depressÒo turaniana, as estepes do CasaquistÒo, do QuirguistÒo e do Isin, a bacia do Tarim, a depressÒo da Dzungßria, a planÝcie desÚrtica de Gobi, os planaltos da Mong¾lia e as planÝcies do norte da China. Por ·ltimo, no norte do continente, estendem-se a grande planÝcie da SibÚria ocidental, o planalto da SibÚria central e a planÝcie de Kolima.


Clima

A enorme extensÒo da ┴sia, sua configuraþÒo maciþa e a variedade de seu relevo determinam uma grande diversidade climßtica, embora, no conjunto, predominem as caracterÝsticas continentais (temperaturas extremas e aridez), favorecidas pela enorme extensÒo latitudinal do territ¾rio e pela presenþa de grandes barreiras montanhosas que impedem a passagem dos ventos oceÔnicos para o interior. └ exceþÒo das zonas de altas montanhas, cobertas por neves eternas, podem distinguir-se na ┴sia quatro grandes regi§es climßticas: a SibÚria, a ┴sia mediterrÔnea, os desertos e a ┴sia das monþ§es.

O clima siberiano, estendido pela larga faixa setentrional do continente, caracteriza-se pelo rigor dos frios hibernais -- determinados pela influÛncia das massas polares -- e pela formaþÒo de um potente anticiclone tÚrmico durante o longo inverno, que dura mais de oito meses. Esse clima continental, rigoroso ao extremo, apresenta uma gradaþÒo no sentido longitudinal, com maior aridez e temperaturas mais frias nas zonas orientais, e no sentido latitudinal, desde as regi§es geladas e secas da tundra, no norte, atÚ as estepes do sul da SibÚria, passando pelas taigas centrais, onde se registra maior nÝvel de precipitaþ§es durante o verÒo.

Com invernos chuvosos e frescos e ver§es quentes e muito secos, o clima mediterrÔneo predomina nas franjas litorÔneas da Anat¾lia (┴sia Menor), alterando-se progressivamente em direþÒo ao interior atÚ converter-se em clima desÚrtico, muito quente e seco e com grandes amplitudes tÚrmicas dißrias (Arßbia, SÝria, IrÒ, ═ndia). Na ┴sia central, a forte continentalidade se manifesta em climas de estepe e de deserto frios, como os do TurquestÒo, do Tarim, do Tibet e do Gobi. Por ·ltimo, as regi§es da ┴sia oriental e meridional estÒo submetidas ao regime das monþ§es, ventos sazonais que determinam um verÒo muito chuvoso e um inverno seco. No Sri Lanka, na penÝnsula malaia e na maior parte da InsulÝndia, o clima de monþ§es adquire caracterÝsticas tipicamente equatoriais, com temperaturas altas e precipitaþ§es abundantes durante todo o ano.


Hidrografia

Os principais rios asißticos, muitos deles longos e caudalosos, estruturam-se de forma radial a partir das cordilheiras centrais. Na vertente ßrtica correm os grandes rios siberianos, como o Obi (ou Ob), o Irtish (afluente do anterior), o Ienissei, o Lena e o Kolima, cujas ßguas permanecem congeladas durante grande parte do ano, transformando-os em verdadeiras estradas, e provocam inundaþ§es nas cheias primaveris. Todos esses rios, assim como o Amur, que corre pelo sudeste da SibÚria e desemboca no mar de Okhotsk, sÒo piscosos e intensamente utilizados para transporte (em barcos ou em tren¾s).

Na ┴sia central escasseiam os cursos d"ßgua e predominam as bacias interiores (endorreÝsmo). Os rios Amu Daria e Sir Daria desembocam no mar de Aral, o Tarim forma uma ampla bacia interior no noroeste da China, e outros cursos menores alimentam o mar Morto, o Cßspio e os lagos Balkhash (cujas ßguas sÒo doces no oeste e salgadas no leste) e Baikal.

As regi§es meridionais e orientais afetadas pelas monþ§es contam com rios longos e caudalosos, alimentados pelas neves das cordilheiras centrais e pelas chuvas torrenciais do verÒo, que provocam grandes cheias. Durante essas inundaþ§es sazonais, os rios Amarelo (Huang He), Yangzi (Yangtse), Kiang, Mekong, Irrawaddy, Bramaputra, Ganges e Indo depositam grande quantidade de limo sobre as margens e os deltas de seus vales.
No setor ocidental da ┴sia, o Oriente MÚdio, predominam o arreÝsmo (ausÛncia de cursos fluviais permanentes, como no deserto da Arßbia) e o endorreÝsmo (fossas e lagos salgados da Abnat¾lica). Os dois rios mais importantes sÒo o Tigre e o Eufrates, que formam o Shatt al-Arab em seu trecho final. Esses rios, procedentes dos cumes nevados do planalto da ArmÛnia, fertilizam a planÝcie da MesopotÔmia, antes de desaguarem no golfo PÚrsico. Pela Turquia, SÝria e LÝbano correm alguns rios menores, caracterizados pelo regime de secura estival, que desembocam no MediterrÔneo e no mar Morto.


Flora e fauna

A vegetaþÒo natural do continente asißtico Ú tÒo variada quanto suas demais caracterÝsticas fÝsicas, embora nas zonas povoadas a longa tradiþÒo agrÝcola tenha resultado em profunda humanizaþÒo das paisagens. Os solos gelados e as neves hibernais nÒo permitem que cresþam senÒo alguns tipos de musgos, liquens, ervas e arbustos an§es (salgueiros e bÚtulas) nas tundras situadas nas regi§es setentrionais da SibÚria. Ao sul do cÝrculo polar ßrtico estende-se a taiga, coberta de bosques de conÝferas, como o pinheiro e o lariþo, e algumas espÚcies de folhas caducas, como o ßlamo e a bÚtula. Os bosques desaparecem no sul da SibÚria e na ┴sia central, onde cedem lugar a estepes herbßceas e desertos.

A vegetaþÒo das zonas mediterrÔneas da Anat¾lia apresenta bosques de azinheiras e pinheiros, alÚm de matagais que se tornam ralos nas estepes interiores atÚ desaparecerem quase totalmente nos desertos. Na ┴sia das monþ§es, a abundÔncia de chuvas estivais favorece o desenvolvimento de selvas tropicais e savanas na ═ndia, China, Indochina e IndonÚsia.

A ┴sia Ú o continente mais rico em vida animal e, alÚm de muitas espÚcies espalhadas pelo resto do mundo procederem de seu territ¾rio, cabe destacar a existÛncia de alguns animais caracterÝsticos dessa parte do planeta. A tundra se enche de vida durante o curto verÒo, quando os animais da taiga se deslocam para o norte a fim de aproveitar a floraþÒo vegetal. O urso branco, a foca, a morsa, a rena, a marta, a lontra, o arminho e diversos tipos de roedores e aves migrat¾rias sÒo as espÚcies mais comuns nessa zona. A taiga Ú o meio onde habitam o alce, o cervo, o urso pardo, o lince e a lebre, enquanto nas estepes e desertos vivem o antÝlope, a gazela, o asno selvagem, a cabra, a ovelha, o camelo, o lobo, a hiena, o chacal e diversos tipos de rÚpteis. As zonas altas da ┴sia central sÒo o ambiente do iaque, do leopardo e da marmota, e nas regi§es de monþ§es habitam aves tropicais, o cervo, o urso panda, o urso negro e o tigre. Por ·ltimo, na ═ndia encontram-se o elefante indiano, o leopardo, crocodilo e a cobra.


PopulaþÒo

A ┴sia abriga mais de metade da populaþÒo total do planeta. Esse grande contingente humano se concentra principalmente nas grandes planÝcies da China, no vale do Ganges, nas costas do Deccan, no JapÒo, no delta do Mekong e em Java, enquanto as zonas montanhosas e as regi§es frias e desÚrticas sÒo quase despovoadas. A distribuiþÒo desigual da populaþÒo se repercute nos Ýndices de densidade demogrßfica, que em fins do sÚculo XX se aproximavam dos 800 hab./km2 nos vales da ┴sia monþ¶nica e, em contrapartida, chegavam a apenas quatro por quil¶metro quadrado na SibÚria e nos desertos da ┴sia central. Apesar dos programas de controle de natalidade adotados por diversos governos (JapÒo, China, CorÚia do Sul, ═ndia), a taxa de natalidade anual Ú elevada (em mÚdia trÛs por cento, embora em algumas zonas da ┴sia meridional exceda quatro por cento), enquanto a taxa de mortalidade tende a diminuir, pela melhoria das condiþ§es sociais.

A maior parte da populaþÒo asißtica vive no campo, mas a migraþÒo para as grandes cidades se manifesta de modo crescente. As maiores ßreas urbanas situam-se no Oriente MÚdio, na ═ndia, na China e no JapÒo. Ao longo de sua hist¾ria, a ┴sia conheceu numerosos movimentos migrat¾rios, protagonizados por diversos povos, vindos em geral das zonas centrais do continente e dirigidos para o sul e o oeste. Ao longo do sÚculo XX, a superpopulaþÒo e as guerras provocaram grandes migraþ§es da ┴sia das monþ§es para os demais continentes. Por outro lado, a constituiþÒo do Estado de Israel, em 1948, determinou a afluÛncia, para o novo paÝs, de aproximadamente 1.500.000 judeus procedentes da Europa e da AmÚrica.

Na ┴sia habitam trÛs grandes grupos Útnicos -- o caucasiano (raþa branca), o mongol¾ide (raþa amarela) e o negr¾ide ou melan¾ide --, os quais se dividem em numerosos subgrupos, resultantes de miscigenaþ§es e contatos ao longo da hist¾ria. A raþa branca estß representada principalmente no Oriente MÚdio (semitas), no IrÒ e na ═ndia (indo-europeus). Os povos de raþa amarela ocupam a ┴sia setentrional e oriental, enquanto a populaþÒo negr¾ide se mistura com outras raþas no sul da ═ndia e no Sudeste Asißtico.

Os mais importantes grupos ling³Ýsticos do continente asißtico sÒo o eslavo (o russo, em expansÒo pela SibÚria), o japonÛs, o coreano, as lÝnguas semÝticas (ßrabe na penÝnsula arßbica e no Oriente MÚdio, hebraico em Israel), o iraniano (IrÒ, AfeganistÒo, Turquia, TadjiquistÒo), as lÝnguas indo-arianas do HindustÒo (hindi, urdu, bengali, nepalÛs etc.), as dravÝdicas do sul da ═ndia, as altaicas (turco, manchu, mongol), as sino-tibetanas (tibeto-birmanÛs, chinÛs), as malaio-polinÚsias (malaio, polinÚsio, japonÛs, tagal ou tagalo etc.), as caucasianas (georgiano), as tai ou thai (tai, siamÛs e laociano) e as austro-asißticas (khmer, vietnamita etc).


Economia

As riquezas naturais do continente asißtico se repartem de forma muito desigual por seu extenso territ¾rio. O subdesenvolvimento econ¶mico Ú a caracterÝstica geral da maior parte dos paÝses, Ó exceþÒo de Cingapura, CorÚia do Sul, Formosa, Hong Kong, JapÒo, Israel e FederaþÒo Russa.
Os grandes desertos, tundras e zonas montanhosas limitam bastante as possibilidades de exploraþÒo agrÝcola. Tradicionalmente o setor primßrio tem ocupado a maior parte dos trabalhadores asißticos, dedicados sobretudo Ós culturas intensivas e de subsistÛncia que, em muitos casos, nÒo sÒo suficientes para abastecer a populaþÒo crescente. O arroz constitui o alimento bßsico da ┴sia das monþ§es, onde tambÚm se plantam o milho, o algodÒo, o chß e a juta. Nas zonas mediterrÔneas e secas predominam as culturas do trigo e de outros cereais, combinadas Ó pecußria transumante (migrat¾ria) e de baixa produtividade, baseada no pastoreio de ovelhas (┴sia central e ocidental) e na criaþÒo de camelos e cavalos (Arßbia). Nas zonas montanhosas do interior usa-se o iaque como animal de traþÒo, utilidade que o b·falo asißtico tem nas regi§es de monþÒo. A vaca Ú considerada animal sagrado na ═ndia, enquanto o porco nÒo existe nos paÝses muþulmanos, tambÚm por motivos religiosos.

JapÒo, Formosa e CorÚia do Sul realizaram importantes programas de reforma agrßria. Os governos da China, Mong¾lia, CorÚia do Norte, Vietnam e da antiga UniÒo SoviÚtica optaram pela coletivizaþÒo como sistema para melhorar a produtividade agrÝcola.

Os bosques e as zonas arborizadas, que ocupam cerca de um terþo do territ¾rio asißtico, sÒo explorados principalmente nas taigas siberianas e nas selvas da Indochina. A seringueira (Hevea brasiliensis), fonte da borracha, tem grande importÔncia na penÝnsula de Malaca e na InsulÝndia. A pesca Ú muito abundante no mar do JapÒo e nos do sudeste. JapÒo, China, ═ndia, CorÚia do Sul e TailÔndia contam com grandes frotas pesqueiras.

Entre as fontes de energia disponÝveis destacam-se o potencial hidrelÚtrico dos rios siberianos e da zona de monþ§es, alÚm das enormes reservas de petr¾leo -- localizadas principalmente no golfo PÚrsico e na SibÚria ocidental -, de gßs natural (SibÚria) e de carvÒo (China e SibÚria). O subsolo asißtico Ú tambÚm muito rico em minerais de todo tipo, especialmente antim¶nio, tungstÛnio, cobre, estanho, ferro, zinco, bismuto, cobalto, ouro, prata, manganÛs, nÝquel, titÔnio e vanßdio. A distribuiþÒo desses recursos, porÚm, Ú muito desigual, concentrando-se sobretudo na SibÚria e na regiÒo das monþ§es.

Do ponto de vista da industrializaþÒo, as zonas mais desenvolvidas do continente sÒo o JapÒo, a SibÚria ocidental (Iekaterimburgo, Novossibirsk, Irkutsk, na R·ssia) e Israel. A maior parte dos paÝses procurou superar sua situaþÒo de subdesenvolvimento fortalecendo sua ind·stria, embora em muitos deles subsista um rico artesanato tradicional (tapetes persas e ßrabes, porcelana chinesa etc.). China, ═ndia, CorÚia do Sul, Formosa, Hong Kong, Cingapura, Filipinas e os paÝses do golfo PÚrsico realizaram esforþos para criar infra-estruturas industriais competitivas no Ômbito internacional.

As comunicaþ§es terrestres do continente sÒo, em geral, escassas e insuficientes, dadas as dificuldades impostas pela orografia e pelos climas extremados. Tal deficiÛncia de linhas de comunicaþÒo limita o fluxo comercial entre os paÝses e impossibilita sua integraþÒo econ¶mica. A ·nica linha ferrovißria de carßter transcontinental Ú a transiberiana, que vai de Moscou a Vladivostok, ao longo de mais de 11.000km, unindo as principais cidades e regi§es da SibÚria. Os rios e canais formam importantes hidrovias nas regi§es das monþ§es.


Hist¾ria

Segundo algumas teorias, a ┴sia Ú o berþo do homem e das primeiras civilizaþ§es. As descobertas de f¾sseis humanos revelam a evoluþÒo biol¾gica e cultural da espÚcie, que no fim do paleolÝtico superior (11000 a.C.) jß estava distribuÝda nas raþas atuais. Em datas anteriores a 30000 a.C. comeþaram as ondas migrat¾rias, procedentes das regi§es centrais e orientadas para todas as direþ§es.

Os fÚrteis vales do Oriente MÚdio, da ═ndia e da China constituÝram o local adequado para o desenvolvimento da economia produtiva e o florescimento das primeiras civilizaþ§es. Na MesopotÔmia sucederam-se, entre o terceiro e o primeiro milÛnios a.C., as culturas sumeriana e acadiana e os impÚrios babil¶nio e assÝrio, caracterizados por sua complexidade polÝtica e jurÝdica e pelo emprego da escrita. A civilizaþÒo da ═ndia se configurou em seus traþos essenciais por volta do sÚculo XIII a.C., como conseq³Ûncia da fusÒo entre os povos dravÝdicos e os arianos. Durante milÛnios, o sistema social baseado nas castas e a espiritualidade das religi§es hindu e budista foram as caracterÝsticas mais notßveis dessa cultura. Na China a civilizaþÒo tambÚm adotou, desde datas muito antigas, um carßter fechado e persistente que haveria de manter-se atÚ o comeþo do sÚculo XX.

No sÚculo VII a.C., os persas aquemÛnidas unificaram sob seu poder todo o Oriente MÚdio, incluindo o Egito, as col¶nias gregas da Anat¾lia e o vale do Indo. Alexandre o Grande conquistou a regiÒo no sÚculo IV, incorporando-a Ó cultura helenÝstica.

Os contatos entre Oriente e Ocidente se mantiveram, durante a Úpoca do ImpÚrio Romano, atÚ o sÚculo II da era cristÒ, quando o reino iraniano dos arsßcidas interrompeu as rotas comerciais entre a ═ndia e o MediterrÔneo. A influÛncia do cristianismo na Anat¾lia cedeu lugar no sÚculo VII Ó religiÒo muþulmana, que se espraiou progressivamente por toda a regiÒo e se estendeu pela ═ndia, IndonÚsia e China. No sÚculo XIII o impÚrio mongol de Gengis Khan e seus sucessores unificou pela primeira vez a maior parte do continente. O impÚrio turco otomano, fundado em 1402 por TamerlÒo, ampliou os antigos domÝnios mong¾is com os territ¾rios europeus dependentes de Constantinopla, que caiu nas mÒos do sultÒo Mehmet II em 1453.

A queda de Constantinopla e a conseq³ente interrupþÒo da rota terrestre entre o Oriente e o Ocidente obrigou os comerciantes europeus a buscarem novas vias marÝtimas para as terras da seda e das especiarias. Comeþava assim a penetraþÒo europÚia na ┴sia, protagonizada primeiro pelos portugueses -- feitorias na ═ndia, no CeilÒo (hoje Sri Lanka), Mßlaca, Macau e JapÒo -- e espanh¾is (Filipinas), e depois continuada por holandeses (InsulÝndia), ingleses (═ndia, BirmÔnia, Cingapura, Aden, Hong Kong) e franceses (Indochina). Os russos, por sua vez, iniciaram a colonizaþÒo da SibÚria e do TurquestÒo, por via terrestre, entre os sÚculos XVI e XIX.

No sÚculo XIX o impÚrio turco, a China e o JapÒo mantinham a independÛncia polÝtica, embora a influÛncia econ¶mica e polÝtica das potÛncias europÚias tenha se acentuado nesses dois paÝses atÚ depois da segunda guerra mundial. A partir do fim do sÚculo XIX e do comeþo do XX, o JapÒo buscou criar um estado moderno baseado nas f¾rmulas polÝticas e econ¶micas do Ocidente, o que constituiu um modelo para as elites intelectuais de muitos paÝses. Mais tarde, o nacionalismo asißtico viu-se reforþado pelo apoio da R·ssia soviÚtica. Depois da segunda guerra mundial, a independÛncia da IndonÚsia, das Filipinas, da ═ndia e de Myanmar (antiga BirmÔnia), bem como a revoluþÒo chinesa, consumaram o processo de descolonizaþÒo. Os conflitos polÝticos e ideol¾gicos, as guerras e a competiþÒo entre os Estados Unidos, a UniÒo SoviÚtica e a China caracterizaram a hist¾ria da ┴sia durante a segunda metade do sÚculo XX.


Veja também: