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Árvore


  Botânica

Diferentes ecossistemas organizam-se em torno das ßrvores. Animais de todo tipo e o homem, desde os primeiros povos da floresta, tÛm sua vida integrada Ó desses seres versßteis, que realizam milagres de adaptaþÒo frente a condiþ§es adversas. A transferÛncia de espÚcies de uma para outra regiÒo, devido Ó aþÒo do homem, alterou profundamente a distribuiþÒo das ßrvores no planeta, mas tornou maiores as possibilidades de sua utilizaþÒo e os benefÝcios advindos de seus vßrios produtos.


Morfologia e fisiologia. A ßrvore Ú uma planta perene, de caule lenhoso, de onde partem galhos que por sua vez se dividem em outros mais finos. A altura que alcanþa em relaþÒo ao solo varia segundo as espÚcies e Ós vezes Ú considerßvel. Em alguns casos, como nas palmeiras, nÒo hß ramificaþ§es, caso em que nÒo se fala em tronco, mas em estipe.
Em uma ßrvore podem-se observar duas partes de aspecto bem diferenciado: o tronco, que sustenta toda a estrutura, e a copa. Nas palmeiras, a copa Ú um penacho de grandes folhas, formado pela ramagem, onde se encontram tambÚm os brotos (gemas), que podem dar origem a novos indivÝduos. Como outras plantas, as ßrvores penetram na terra com suas raÝzes para extrair os sais minerais necessßrios a sua nutriþÒo. Toda a extensÒo do tronco Ú percorrida por um duplo sistema condutor, constituÝdo pelos vasos lenhosos ou xilema, que conduzem a ßgua e os sais do solo atÚ os galhos e folhas; e pelos vasos do lÝber ou floema, que levam aos demais tecidos a seiva elaborada junto com os aþ·cares fabricados nas folhas.
No tronco de uma ßrvore de vßrios anos pode-se observar a formaþÒo, numa zona mais externa, de um revestimento de material poroso e impermeßvel que protege e isola a planta: Ú o c¾rtex, formado pelo s·ber ou cortiþa, tecido composto por cÚlulas mortas cuja espessura aumenta com o tempo. Esse revestimento cortical decorre da atividade de uma sÚrie de cÚlulas, situadas na zona imediatamente inferior, que se dividem com grande rapidez e formam o felogÛnio. A zona inferior mais pr¾xima a esta Ú a do parÛnquima, cujas cÚlulas tÛm clorofila e, portanto, capacidade para realizar a fotossÝntese. Prosseguindo em direþÒo ao centro medular do tronco encontram-se as faces dos vasos condutores, primeiro os do floema e depois os do xilema. A cada ano surgem novos vasos devido Ó aþÒo de outro tecido de crescimento, denominado cÔmbio, graþas ao qual a ßrvore engrossa.
Com o passar dos anos, os vasos do centro se lignificam por completo, formando um tecido duro denominado durame. No outono, como a atividade da ßrvore se reduz, formam-se vasos menores e menos numerosos do que na primavera. Assim, ao se seccionar o tronco pode-se distinguir um conjunto de anÚis concÛntricos de crescimento que permitem determinar a idade da ßrvore. Cada anel anual Ú composto de subanÚis, um de madeira mais clara, correspondente Ó estaþÒo quente, e outro mais escuro e compacto, formado na estaþÒo fria. Os vasos que ainda sÒo funcionais e conduzem a seiva deslocam-se progressivamente para a periferia e apresentam coloraþÒo mais clara. Ou seja, no tronco de uma ßrvore a zona viva estß limitada Ós camadas perifÚricas. O resto Ú o material de sustentaþÒo, que forma a madeira. Por essa razÒo se vÛem freq³entemente brotarem novos galhos de ßrvores ocas, que na primavera se cobrem de folhas e florescem: a parte vital da planta -- a regiÒo perifÚrica -- continua intacta.
Grande n·mero de ßrvores perde as folhas com a chegada da estaþÒo fria, razÒo por que sÒo chamadas ßrvores de folhas caducas. Esse mecanismo Ú necessßrio Ó sobrevivÛncia das ßrvores nas regi§es temperadas, onde, no inverno, os vegetais recebem menos luz e boa parte da ßgua normalmente acessÝvel Ós raÝzes congela e torna-se escassa no solo. A menor disponibilidade de luz e ßgua faz com que a ßrvore mantenha apenas a atividade fotossintÚtica indispensßvel e economize o esforþo de conservar as folhas e captar a ßgua que por elas evapora. Algumas ßrvores de folhas caducas mais conhecidas sÒo o ßlamo ou choupo, o castanheiro, o carvalho e o plßtano.
As ßrvores que conservam suas folhas durante todo o ano sÒo chamadas de folhas perenes, e entre estas se encontra a maior parte das conÝferas, como os pinheiros, os abetos, os cedros, os ciprestes, as sequ¾ias e os zimbros. Em todos esses casos, as espÚcies se acham perfeitamente adaptadas ao frio e Ós condiþ§es de escassez de ßgua: suas folhas possuem formas especiais para evitar a perda de ßgua (como as folhas em forma de agulha dos pinheiros e dos abetos). A maior parte das ßrvores de clima tropical ou subtropical tem folhas perenes.
Todas as ßrvores produzem flores, ainda que em muitos casos sejam de dimens§es insignificantes e se apresentam desprovidas dos elementos vistosos que outras plantas exibem. Certos grupos comuns na zona temperada, como as conÝferas, tÛm os ¾rgÒos reprodutores (estame e pistilo) descobertos, razÒo por que recebem o nome de gimnospermas. Outras ßrvores, como os choupos, carecem de pÚtalas, embora sejam angiospermas. Hß tambÚm ßrvores com flores grandes e vistosas, como a magn¾lia, a espat¾dia, o flamboyant e o abric¾-de-macaco. Este ·ltimo emite flores que brotam do pr¾prio tronco. Nos casos em que a polinizaþÒo se efetua pelo vento (anemogamia), os elementos reprodutores nÒo sÒo providos das atraentes corolas que adornam as outras espÚcies. As flores vistosas sÒo indÝcio de que a polinizaþÒo se realiza com ajuda dos insetos, atraÝdos pela cor ou aroma dessas flores. Em espÚcies como as palmeiras, os sexos sÒo separados: existem ßrvores masculinas, que possuem flores apenas desse sexo, e ßrvores femininas. O mesmo ocorre com os salgueiros, os mamoeiros e os choupos.
As ßrvores variam consideravelmente quanto Ó forma, Ó altura, Ó grossura do tronco e Ó idade que alcanþam. Assim, a sequ¾ia gigante, conÝfera norte-americana, chega a viver mais de trÛs mil anos; o baobß e a oliveira tambÚm sÒo ßrvores de vida longa. Quanto ao diÔmetro do tronco, os baobßs, ßrvores tÝpicas da savana da ┴frica, chegam a superar vinte metros e alguns eucaliptos ultrapassam seis metros. A sequ¾ia gigante se eleva atÚ 130m de altura, com peso estimado de 1.500t, enquanto os eucaliptos alcanþam, algumas vezes, cem metros.


Ecologia e distribuiþÒo. Os bosques de conÝferas e as angiospermas que surgiram na era paleoz¾ica datam de mais de 230 e 100 milh§es de anos, respectivamente. Desde entÒo, as ßrvores foram povoando a superfÝcie do nosso planeta e tÛm servido de abrigo a numerosas comunidades de animais e plantas em todas as latitudes.
Uma ßrvore isolada Ú por si s¾ um complexo ecossistema, que abriga muitas espÚcies de invertebrados, insetos, aracnÝdeos e mirißpodes, bem como de vertebrados, aves, rÚpteis e mamÝferos, que encontram nela seu alimento, seja em forma de folha, brotos ou frutos. Sobre seu c¾rtex crescem fungos, liquens e plantas parasitas e epÝfitas, como as bromÚlias, que utilizam a ßrvore como suporte para alcanþar a altura onde a luz Ú abundante. Entre as raÝzes encontram-se larvas de insetos, minhocas que vivem no subsolo, ßcaros e roedores. Ou seja, a ßrvore hospeda uma infinidade de seres vivos: nas regi§es frias, as conÝferas mantÛm os roedores e as aves; nas savanas da ┴frica, constituem parte fundamental da dieta dos herbÝvoros ruminantes (que se alimentam de folhas e brotos dos ramos); na floresta, contribuem para formar um ambiente caracterizado pela umidade, onde proliferam plantas e animais; nas zonas temperadas, a ßrvore Ú uma das maiores fontes de riqueza.
Nas regi§es pr¾ximas ao cÝrculo polar ßrtico predominam os bosques de conÝferas: abetos, pinheiros e bordos cobrem extensas ßreas do Canadß, Escandinßvia, SibÚria e norte da Europa. EspÚcies importantes sÒo o pinheiro-branco (Pinus strobus), o pinheiro-bravo (P. sylvestris) e o abeto-balsÔmico-do-canadß (Abies balsamea).

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