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Artur Ramos


  Biografias
Médico, antropólogo e folclorista brasileiro, Artur Ramos deixou obra definitiva sobre a etnografia afro-brasileira, sobretudo quanto aos cultos religiosos.
Artur de Araújo Pereira Ramos nasceu em Pilar (posteriormente Manguaba) AL, em 7 de julho de 1903. Formou-se em 1926 pela Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia onde, dois anos depois, passou a lecionar clínica psiquiátrica. Mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde em 1934 fundou e chefiou a Seção de Ortofrenia e Higiene Mental do Instituto de Pesquisas Educacionais, ligada ao então Ministério da Educação e Saúde. Implantado nas escolas municipais do Rio de Janeiro, o serviço previa a participação de pais, escola e comunidade.
O negro brasileiro (1934) trata da religiosidade da cultura negra no Brasil e constitui, na opinião do antropólogo Roquette-Pinto, "uma das nossas mais lindas afirmações de cultura e de espírito científico". Em 1935, Artur Ramos lecionou psicologia social na então Universidade do Brasil e publicou O folclore negro do Brasil. As culturas negras do Novo Mundo (1937) são fruto de suas investigações antropológicas por todo o continente americano. Foi à cultura negra brasileira, porém, que dedicou a maior parte de seus estudos, entre eles A aculturação negra do Brasil (1942).
O eixo central do trabalho de Artur Ramos foi sua convicção de que, em vez de tomar como base as raízes da cultura africana para entender suas diversas manifestações na cultura brasileira, era preciso ter como ponto de partida uma análise detalhada das manifestações afro-americanas onde elas existissem, para só então rastrear possíveis modelos no continente africano. Seus estudos dentro dessa linha, em particular sobre expressões religiosas como o candomblé e a umbanda, resultam de um trabalho de observação desenvolvido de perto, método que lhe permitiu elaborar, com o mestre Nina Rodrigues, a tese definitiva sobre o sincretismo religioso característico da cultura negra brasileira, produto da adaptação das raízes tradicionais africanas na estrutura imposta pelos colonizadores europeus.
Fundador da Sociedade Brasileira de Antropologia e Etnografia do Rio de Janeiro, Artur Ramos publicou ainda As culturas européias e os contatos raciais e culturais (1947), primeiro volume de Introdução à antropologia brasileira, e Estudos de folclore (1952), além de livros de psicologia e pedagogia. Artur Ramos morreu em 31 de outubro de 1949 em Paris, onde exercia o cargo de diretor do departamento de ciências sociais da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

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