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Antônio Egas Moniz


  Biografias

A criação da lobotomia, operação cerebral indicada em certas psicoses, valeu a Egas Moniz o Prêmio Nobel de medicina de 1949.

Antônio Caetano de Abreu Freire Egas Moniz nasceu em Avança, Portugal, em 29 de novembro de 1874, e formou-se em medicina pela Universidade de Coimbra. Primeiro professor de neurologia da Universidade de Lisboa, função que ocupou de 1911 a 1944, ali desenvolveu a arteriografia, que torna visível os vasos sanguíneos do cérebro pela injeção de substância opaca aos raios X e facilita o diagnóstico de doenças intracranianas.

Em seus estudos acadêmicos, observou que certas psicoses, como a esquizofrenia degenerativa e a paranoia grave, determinam modelos recorrentes de pensamento que dominam o processo psicológico normal. Propôs então seccionar as fibras nervosas entre os lóbulos pré-frontais, intimamente associados às respostas psicológicas, e o tálamo, centro coordenador de impulsos sensórios, a fim de transformar os modelos mentais dominantes em outros mais normais. Em 1936, realizou a primeira lobotomia, que ressaltou ser processo radical, indicado somente na impossibilidade de outras formas de tratamento, devido a graves efeitos colaterais. Pouco empregada desde a introdução dos tranquilizantes, a operação permitiu maior conhecimento das funções cerebrais.

Egas Moniz foi deputado em várias legislaturas, entre 1903 e 1917, embaixador em Madri, chefe da delegação portuguesa à Conferência de Paz de Paris (1918-1919) e ministro do Exterior. Escreveu numerosas obras de medicina e de temas diversos ligados à história e à arte. Morreu em Lisboa, em 13 de dezembro de 1955.

 



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