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Amora


  Frutas Comestiveis
Por seu rico teor de aþ·car, a amora constitui matÚria-prima ideal para a produþÒo de xaropes, licores e gelÚias. O xarope medicinal de amora, que jß teve largo emprego nas tradiþ§es caseiras, era indicado no combate Ós faringites e Ós doenþas inflamat¾rias da boca e ¾rgÒos da digestÒo.
Amora Ú a infrutescÛncia da amoreira, planta da famÝlia das morßceas. SÒo duas as espÚcies habitualmente cultivadas, a amoreira-preta (Morus nigra) e a amoreira-branca (M. alba), ambas de crescimento rßpido e dotadas de grande longevidade. Prestam-se aos mesmos usos, podem chegar a 15m de altura e se assemelham bastante em suas caracterÝsticas gerais, exceto quanto Ó cor das frutas, cujo tamanho em geral nÒo excede trÛs centÝmetros. A amoreira sempre esteve associada Ó criaþÒo do bicho-da-seda, que se alimenta quase que s¾ de suas folhas.
A amoreira-preta, nativa da antiga PÚrsia, foi introduzida no Brasil, onde se aclimatou muito bem, no comeþo do sÚculo XIX. Dß frutas quase negras por fora, quando maduras, e de um vermelho muito escuro por dentro. A amoreira-branca, nativa da China, tende, na cor das frutas, ao r¾seo. Algumas variedades de M. alba, como a calabresa, a catÔnea e a FernÒo Dias, sÒo cultivadas no Brasil e, em especial, no estado de SÒo Paulo. A variedade catÔnea propaga-se por enxertia, ao passo que a FernÒo Dias se propaga por estacas.
A amoreira tolera quaisquer tipos de solo e de clima, vegetando melhor, porÚm, em solos profundos, de boas propriedades fÝsicas e de mediana para boa fertilidade.
Vßrios arbustos do gÛnero Rubus, comuns em todo o Brasil, sÒo indistintamente chamados de amoreiras-do-mato ou amoreiras-bravas. ╔ o caso de R. rosaefolius, que ocorre nos estados do Rio de Janeiro, Paranß e Minas Gerais, e de R. imperialis, espÚcie nativa do Rio Grande do Sul.

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