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Algas


  Botânica

As algas constituem uma importante fonte de alimento no Extremo Oriente, sobretudo no JapÒo, onde fazem parte da dieta bßsica, sendo tambÚm muito consumidas na China.
As algas sÒo vegetais inferiores, quase sempre aqußticos e sobretudo marinhos. Aparecem em grandes quantidades nas praias, em determinadas Úpocas do ano, recobrindo o fundo do mar nas regi§es litorÔneas.


CaracterÝsticas das algas. As algas constituem a base evolutiva do reino vegetal. Como todos os vegetais, possuem clorofila, pigmento de coloraþÒo esverdeada com o qual realizam a fotossÝntese. Por meio desse processo, as algas produzem matÚria orgÔnica a partir de sais inorgÔnicos, ßgua e di¾xido de carbono, utilizando como fonte de energia a luz solar. TambÚm fazem parte da composiþÒo desses seres vivos outros pigmentos, que imprimem a muitas algas coloraþÒo vermelha, parda, amarelada ou azulada, alojando-se em organelas celulares denominadas plastÝdios ou plastos.
As cÚlulas de algumas algas apresentam elevadas concentraþ§es de sais minerais, armazenados nos vac·olos, ¾rgÒos especiais que podem conter tambÚm as substÔncias de reserva da planta, na forma de aþ·cares e graxas.
Existem algas unicelulares e pluricelulares. As primeiras podem viver em estado livre, isto Ú, sem associar-se com outras, ou formar agregados ou col¶nias de indivÝduos, o que constitui uma forma rudimentar de organizaþÒo supracelular. Um exemplo desse modelo de organizaþÒo Ú encontrado nas algas do gÛnero Volvox, pequenos aglomerados esfÚricos de cÚlulas que flutuam na superfÝcie dos lagos. As algas unicelulares se movimentam por meio de flagelos, filamentos que se agitam na ßgua. Algumas espÚcies apresentam um revestimento silicoso, como ocorre nas diatomßceas, ou calcßrio. Quando a alga morre, essa capa mineral se deposita no fundo do mar, originando uma espessa camada de sedimentos. Nas diatomßceas, essa capa apresenta um aspecto cristalino, Ós vezes de grande beleza.
As algas pluricelulares apresentam uma estrutura muito simples, jß que nÒo constituem verdadeiramente um tecido, e sim um aglomerado de cÚlulas nÒo diferenciadas entre si, ao qual se dß o nome de talo. Esse ·ltimo pode ser filamentoso, apresentar-se sob a forma de lÔminas ou possuir ramificaþ§es. Em algumas espÚcies, o talo forma estruturas de aparÛncia similar aos caules ou raÝzes das plantas superiores, com discos de fixaþÒo com os quais as algas se prendem Ós rochas e resistem ao movimento das ondas. Algumas espÚcies, como os sargaþos, possuem ¾rgÒos flutuadores, constituÝdos por vesÝculas cheias de gßs.
Esses organismos sÒo encontrados nos mais variados habitats: alguns, na ßgua doce; outros, seres marinhos unicelulares, formam o plÔncton vegetal, que serve de alimento a in·meros animais oceÔnicos; outros, ainda, tÛm como habitat o litoral ou as ßreas pelßgicas. As algas verdes ou clorofÝceas sÒo encontradas com mais freq³Ûncia em regi§es superficiais, de maior iluminaþÒo, enquanto as espÚcies pardas ou vermelhas crescem em nÝveis inferiores. Algumas algas azuis e verdes formam associaþ§es com fungos, dando origem a liquens.
A reproduþÒo das algas pode ser assexuada, por meio da divisÒo longitudinal ou transversal de um indivÝduo, ou por meio de esporos, como ocorre com os organismos unicelulares; ou sexuada, na qual duas cÚlulas, ou gametas, procedentes de indivÝduos distintos, se unem para formar um novo organismo.


Classes de algas. As algas se dividem segundo o tipo de pigmento que apresentam e as substÔncias que acumulam. As euglen¾fitas ou algas flageladas verdes sÒo tambÚm unicelulares e, como o nome indica, movimentam-se por meio de flagelos. Na maior parte organismos de ßgua doce, tÛm como representante mais conhecida a euglena (Euglena viridis), que possui a capacidade de detectar a presenþa de radiaþ§es luminosas, graþas a uma mancha ocular com um pigmento fotossensÝvel.
As algas silicosas ou cris¾fitas sÒo unicelulares e de vida livre ou colonial. Sua parede celular Ú impregnada de sÝlica, constituindo uma camada em forma de concha bivalve. Vivem tanto na ßgua doce como na salgada, e sÒo conhecidas pelo nome de diatomßceas.
As clor¾fitas ou algas verdes podem formar col¶nias filamentosas, Ós vezes ramificadas, e tambÚm agregados esfÚricos, semelhantes aos do gÛnero Volvox. Existem, ainda, espÚcies unicelulares flageladas, destacando-se, graþas a sua ampla distribuiþÒo, a espÚcie Ulva lactrica, ou alface-do-mar, alga em forma de lÔmina. SÒo tambÚm muito comuns as diferentes formas unicelulares do gÛnero Chlorella.
As algas pardas, ou fe¾fitas, sÒo marinhas, freq³entemente encontradas nas praias, aonde chegam arrastadas pelas marÚs. AlÚm da clorofila, possuem um pigmento pardo, a fucoxantina, e sÒo recobertas por uma substÔncia mucilaginosa, que lhes imprime um aspecto gelatinoso. Costumam apresentar um extenso prolongamento, de aparÛncia semelhante a um caule, do qual partem numerosas ramificaþ§es. Certas espÚcies podem alcanþar atÚ setenta metros de comprimento, como Ú o caso do gÛnero Macrocystis. Algumas sÒo flutuantes, formando enormes aglomerados, destacando-se os sargaþos, que emprestaram seu nome ao mar situado a nordeste das Antilhas.
As rod¾fitas, ou algas vermelhas, devem sua coloraþÒo caracterÝstica Ó presenþa da ficoeritrina, um pigmento de coloraþÒo avermelhada. Muitas de suas espÚcies apresentam um talo finamente dividido, o que lhes confere aspecto semelhante aos ramos e folhagens das plantas superiores. Em sua maioria, sÒo organismos marinhos e possuem falsas raÝzes ou riz¾ides, e discos com os quais se fixam nas rochas ou a outras algas.
Hß ainda as xant¾fitas, algas verde-amareladas; as diatomßceas, algas protegidas por uma parede composta de duas valvas de sÝlica; as cris¾fitas, algas douradas; e as pirr¾fitas, unicelulares. Os organismos antes conhecidos como algas verde-azuladas sÒo agora descritos como bactÚrias e chamados cianobactÚrias.


Aproveitamento das algas. No equilÝbrio entre animais e plantas, as algas desempenham papel de grande importÔncia, pois alÚm de constituÝrem a base da cadeia alimentar marinha, fabricam cerca de um terþo da matÚria orgÔnica produzida em nosso planeta. AlÚm de empregadas como fonte de alimento em alguns paÝses do Oriente, as algas foram, durante muito tempo, utilizadas na Europa para o adubo do solo. Ricas em sais de potßssio e cßlcio, podem ser usadas como adubo orgÔnico, em estado natural, ou como adubo mineral, na forma de cinzas. Certas algas vermelhas, por sua vez, sÒo usadas como matÚria-prima para a produþÒo do ßgar-ßgar, substÔncia gelatinosa utilizada como meio de cultivo em pesquisas bacteriol¾gicas e como suporte para a fixaþÒo de princÝpios nutritivos na ind·stria alimentÝcia. Finalmente, a partir de algumas laminßrias (algas pardas) sÒo obtidos sais, iodos e fertilizantes.


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