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Algarobeira


  Botânica

Nativa dos Andes e adaptada aos climas secos, a algarobeira Ú capaz de vegetar em regi§es muito ßridas, onde se revela dotada de grande rusticidade. Por isso, foi usada com Ûxito para reflorestar montanhas no HavaÝ e em Sri Lanka.
A algarobeira (Prosopis juliflora) Ú uma ßrvore espinhenta, da famÝlia das leguminosas, subfamÝlia das papilionßceas, de caule tortuoso e porte em geral modesto. Disp§e de extensas raÝzes, que se aprofundam atÚ 18m, Ó procura de ßgua. A partir da dÚcada de 1940, aclimatou-se Ó perfeiþÒo no Nordeste brasileiro, onde passou a ter emprego na alimentaþÒo do gado. Tanto suas folhas quanto os ramos novos e as vagens sÒo forrageiras. Mesmo nas maiores secas os algarobais se conservam verdejantes. No feno da rama, comparßvel ao de alfafa, hß cerca de 18,5% de umidade, 13,5% de proteÝna e 28% de fibra bruta. O gÛnero Prosopis inclui ao todo cerca de quarenta espÚcies.
Das vagens e sementes, comestÝveis tambÚm para o homem, obtÚm-se uma farinha para o fabrico de pÒo. Delas se extrai ainda, ap¾s fermentaþÒo, uma bebida alco¾lica de grande consumo em regi§es andinas. A casca da ßrvore exsuda uma resina amarela que jß foi muito usada como sucedÔneo da goma arßbica. Incas e Ýndios do sudeste dos Estados Unidos jß tiravam partido, em sua alimentaþÒo, das grandes e abundantes vagens da algarobeira, que tÛm em mÚdia vinte centÝmetros de comprimento e ainda sÒo consumidas pelos peruanos de hoje. Valiosa como espÚcie melÝfera, a algarobeira nÒo costuma ultrapassar oito metros de altura, embora possa crescer bem mais quando disp§e de ßgua farta. Ornamental pela delicadeza da folhagem, dß boa sombra e mesmo nos terrenos pedregosos e secos se desenvolve rapidamente.

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