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Alfred North Whitehead


  Biografias
Co-autor, com Bertrand Russell, dos Principia mathematica (1910-1913), obra fundamental no campo da lógica matemática, Whitehead submeteu a ciência a uma visão filosófica. O mundo, segundo ele, não é um conjunto de coisas, mas uma trama de eventos. Tudo sofre mutações, sob as quais, sempre, algo permanece: uma montanha pode desaparecer, mas a matéria que a compunha continuará a formar outras realidades.
Alfred North Whitehead nasceu em Ramsgate, Kent, Inglaterra, em 15 de fevereiro de 1861. Neto de um pedagogo e filho de um pastor anglicano, foi educado em casa até os 14 anos. Na Escola de Sherborne, Dorset, célebre então por seu ensino, recebeu a seguir sólida formação em grego e latim. Em 1880 ingressou no Trinity College de Cambridge, onde permaneceu, como aluno e fellow, até 1910, voltado primordialmente para a matemática.
Em seu primeiro livro, A Treatise on Universal Algebra (1898; Tratado de álgebra universal), discutiu álgebras não comutativas e geometrias não euclidianas, dando contudo ênfase à lógica simbólica. Por volta de 1900 começou a trabalhar com Bertrand Russell, que antes de se tornar colaborador ativo foi seu aluno dileto. Em 1910 Whitehead se mudou para Londres. Escreveu nessa época An Introduction to Mathematics (1911; Introdução à matemática), um clássico da vulgarização científica.
Após enfeixar seus estudos de filosofia em livros como An Enquiry Concerning the Principles of Natural Knowledge (1919; Inquérito concernente aos princípios do conhecimento natural), transferiu-se em 1924 para os Estados Unidos e aceitou um cargo de professor em Harvard, onde permaneceu até a morte. Desenvolveu então, de modo mais completo, seu sistema filosófico, que ganhou contornos em Science and the Modern World (1925; A ciência e o mundo moderno), sua obra mais influente, dedicada à análise dos efeitos da ciência sobre a cultura ocidental como um todo.
Em sua cosmologia, racionalismo e religião se fundem. O universo não é um mistério arbitrário, nem uma simples máquina: é um processo, um devir e perecer, um fluxo onde todas as entidades se relacionam e onde o que se chama de vida, ou sentimento, se encontra em tudo que é real. Whitehead morreu em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, em 30 de dezembro de 1947.

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