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Alexis Carrel


  Biografias

Antes da descoberta dos anticoagulantes, só eram possíveis transfusões mediante a ligação dos vasos do receptor aos do doador. Pela concepção da técnica que permitiu essa operação, Alexis Carrel recebeu o Prêmio Nobel de fisiologia ou medicina em 1912.
Alexis Carrel nasceu em 28 de junho de 1873 em Lyon e estudou medicina na universidade de sua cidade, onde se graduou em 1900. Entre 1894 e 1902, desenvolveu o método para a sutura de vasos sangüíneos. Emigrando para os Estados Unidos, iniciou na Universidade de Chicago experiências de transplante de rins em animais. No Instituto Rockefeller, pesquisou técnicas de conservação de tecidos em culturas de laboratório e conseguiu manter viva e em crescimento, durante 34 anos, uma porção de tecido cardíaco de um embrião de frango.
Na primeira guerra mundial, serviu como médico no exército francês. Voltando aos Estados Unidos, dedicou-se ao desenvolvimento de uma técnica de conservação extracorpórea de órgãos completos. A manutenção destes requeria uma contínua alimentação por sangue, ou por um líquido nutritivo substituto, por meio dos próprios vasos sangüíneos do órgão. Para conseguir a circulação contínua do líquido, Carrel desenhou uma bomba de corrente sangüínea imunizada (o "coração artificial").
Alexis Carrel publicou algumas obras de cunho filosófico, entre as quais L"Homme, cet inconnu (1935; O homem, este desconhecido) e o póstumo Réflexions sur la conduite de la vie (1950; Reflexões sobre a conduta da vida). Em 1938, deixou o Instituto Rockefeller e voltou para a França. Na segunda guerra mundial, colaborou com o governo de Vichy. Atacado por uma doença cardíaca, morreu em 5 de novembro de 1944 em Paris.

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