A exploração racional do meio ambiente - BioMania
O melhor portal biológico da internet!



A exploração racional do meio ambiente


  Meio Ambiente

╔ preciso lembrar que todo material Ú reciclado no ambiente e isso leva algum tempo para acontecer. Quando a retirada de um determinado elemento do solo Ú mais rßpida do que sua devoluþÒo, hß um esgotamento, que se manifesta atravÚs de uma queda na produtividade.

Todo agricultor sabe que as plantas precisam de nutrientes variados, os quais se encontram no solo graþas Ó atividade de certos microorganismos. Se forem feitas culturas sucessivas, esses nutrientes acabam se esgotando e a produþÒo comeþa a cair. Haverß entÒo duas alternativas: acrescentar artificialmente os nutrientes retirados, ou deixar que a recomposiþÒo se faþa normalmente, esperando um certo tempo atÚ o solo se recuperar.

Os recursos naturais nÒo-renovßveis, uma vez esgotados, nÒo se refazem e, portanto, sua utilizaþÒo deve ser feita com muito cuidado. Sabendo que um dia eles irÒo faltar, o homem precisa pensar antecipadamente numa maneira de substituÝ-los por outros capazes de desempenhar funþ§es semelhantes. Como os recursos renovßveis exigem um certo tempo para recomposiþÒo, a humanidade nÒo disporß de estoques se o consumo nÒo for controlado e a populaþÒo humana crescer alÚm de determinado limite.

Utilizar racionalmente os recursos naturais significa ampliar a capacidade produtiva do ambiente em favor do homem, sem, no entendo, degradar a natureza.

Uma LiþÒo Importante 


Hß muito tempo que os problemas ambientais brasileiros, principalmente a constante destruiþÒo de nossas reservas florestais, vÛm sendo denunciados e sÒo motivo de grande preocupaþÒo.

"Em nenhuma Úpoca se desconheceu a utilidade da cultura dos arvoredos; e o respeito Ós ßrvores Ú recomendado pelos melhores fil¾sofos...No Brasil (quem o creria!) sÒo entregues ao machado e Ós chamas!! ╔ tempo, pois, ainda que os brasileiros saiam dos seus descuidos e atendam Ó sorte futura de seus filhos. ╔ de sua pr¾pria utilidade nÒo s¾ conservar e pensar nas matas virgens, mas cuidar em plantar novas florestas, que venham ressarcir as que a ignorÔncia destruiu. ╔ tambÚm de sumo interesse Ó sa·de p·blica que no Brasil se plantem ßrvores Ó borda de estradas e, nas cidades e vilas, nas ruas largas e praþas, Ó imitaþÒo dos boulevards de Franþa e squares da Inglaterra. As folhas das ßrvores absorvem o gßs ßcido carb¶nico, que comp§em em grande parte o ar que respiramos, mas que por si s¾ nÒo Ú respirßvel: e sua abundÔncia asfixia e mata o homem. As plantas, ao contrßrio, dÒo o oxigÛnio, que Ú esta parte do ar mais pr¾pria Ó respiraþÒo e Ó sa·de. AlÚm disso, todo o paÝs pode enriquecer-se com aquilo mesmo que faz seu ornamento. (A.D. 1823) (Andrada e Silva, JosÚ Bonifßcio de. Obras cientÝficas, polÝticas e sociais)"

A retirada de materiais de um ambiente nÒo Ú a ·nica causa de sua degradaþÒo. Se nele forem introduzidas substÔncias em excesso, mesmo que nÒo sejam estranhas, mas que acarretem uma sobrecarga nos ciclos, o resultado serß a poluiþÒo. Um ambiente torna-se poluÝdo quando sofre mudanþas suficientemente grandes para prejudicar os seres que ali vivem em equilÝbrio.

O homem, como qualquer ser vivo, elimina seus resÝduos no lugar em que estß. Em condiþ§es e quantidades naturais, esse material seria reciclado e utilizado pelos demais componentes do ambiente. Acontece, porÚm, que, devido Ós atividades industriais, o homem introduz no meio uma grande quantidade de substÔncias estranhas. Por isso, o ambiente fica sobrecarregado e a reciclagem de materiais alterada.

Essas substÔncias nocivas, descarregadas no ar, no solo e na ßgua, se espalham pelos mais variados recantos da Terra, prejudicando o pr¾prio homem. A concentraþÒo de gases lanþados pelos carros e pelas fßbricas pode provocar doenþas respirat¾rias; os esgotos nÒo convenientemente tratados contaminam as ßguas que, ao serem ingeridas ou usadas na irrigaþÒo, podem causar infecþ§es e favorecer o desenvolvimento de parasitoses. 

SubstÔncias quÝmicas utilizadas na fabricaþÒo de in·meros produtos, como inseticidas, herbicidas e adubos, sÒo lanþadas continuamente no solo, na ßgua e no ar; podem ser absorvidas pelas plantas e introduzir-se igualmente nos organismos dos animais e do homem. Muitas dessas substÔncias sÒo t¾xicas, e seu ac·mulo provoca uma sÚrie de dist·rbios, doenþas e atÚ a morte.

╔ necessßrio, portanto, tratar adequadamente os resÝduos, para que nÒo prejudiquem o ambiente e possam ser reutilizados pela natureza. Estaþ§es de tratamento de ßgua e esgoto, instalaþ§es de filtros industriais, usinas de reaproveitamento do lixo sÒo alguns exemplos de medidas que o homem pode e deve utilizar.


Como Preservar o Ambiente


Conhecendo os elementos que comp§em um ambiente e a maneira como se relacionam, podem ser adotadas vßrias medidas de proteþÒo ou de recuperaþÒo de ßreas. Algumas ßreas, importantes pela diversidade de seus componentes ou pela fragilidade de seu equilÝbrio, devem ser mantidas intocadas ou com o mÝnimo de interferÛncia. Funcionando como reservas de animais e vegetais, elas devem servir Ó pesquisa e aos estudos ecol¾gicos. Dessa forma o homem pode aumentar seus conhecimentos a respeito dos ambientes.

Outras ßreas, jß alteradas pelo uso intensivo e mal orientado, podem ser recuperadas por processos de repovoamento e de medidas eficientes de utilizaþÒo, servindo como locais de produþÒo, de lazer ou mesmo de estudo e pesquisa.

Na maioria dos paÝses, inclusive o Brasil, a preocupaþÒo com a preservaþÒo e com a recuperaþÒo de ßreas tem levado Ó criaþÒo de parques, reservas, estaþ§es ecol¾gicas e ßreas de proteþÒo ambiental, sujeitos a regulamentos e administraþÒo especiais. Isso revela jß algum interesse pela conservaþÒo do meio e constitui uma oportunidade para a populaþÒo observar e estudar os fen¶menos ambientais. Conhecendo os processos que ocorrem na natureza, os indivÝduos podem mudar seu comportamento e procurar formas mais adequadas de atuar sobre ela.

A participaþÒo popular tambÚm tem sido responsßvel por den·ncias de irregularidades e pela exigÛncia da aplicaþÒo de medidas efetivas de proteþÒo ambiental.

Muitos desastres ecol¾gicos e grandes prejuÝzos econ¶micos poderiam ser evitados se houvesse pesquisa e acompanhamento adequados durante a execuþÒo de projetos.

A divulgaþÒo de notÝcias sobre quest§es ambientais e o aparecimento de publicaþ§es especializadas vÛm aumentando, graþas ao interesse e Ó receptividade da populaþÒo.

"Usina de TucuruÝ foi erguida sobre falha geol¾gica
Este Ú um dos dados constantes da tese de mestrado em Engenharia, de Roberto Schaeffer, da UFRJ, sobre o descaso com o meio ambiente na construþÒo das usinas hidrelÚtricas desde a dÚcada de 50. Ele afirmou ainda que nÒo foram construÝdos os canais e eclusas que dariam passagem ais peixes e ao trßfego fluvial. (Jornal do Brasil, 3/8/86)"

A responsabilidade pela preservaþÒo do ambiente e da qualidade de vida nÒo pode ser deixada apenas ao encargo de governos e especialistas, mas tem de ser assumida por todos aqueles que ainda acreditam na capacidade de o homem encontrar soluþ§es para seus problemas. AtravÚs da pesquisa, da troca de informaþ§es, discuss§es e reflexÒo, o homem formarß uma nova mentalidade; serß, entÒo, capaz de trabalhar efetivamente na busca de soluþ§es para os problemas atuais e de medidas preventivas para o futuro.

"Brasileiros acusados de poluir rios
Documento apresentado pela delegaþÒo argentina na ConferÛncia Anual de Chanceleres da Bacia do Prata (Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e BolÝvia) acusa o Brasil de ser o principal causador da poluiþÒo que afeta gravemente os rios dessa regiÒo.
(Jornal do Brasil, 4/4/86"

"Empresa condenada por poluir estußrio de Santos
Um ano e sete meses depois de Ter derramado 450 toneladas de ¾leo combustÝvel que acabaram contaminando praias, mangues e rios da regiÒo, a empresa Transportadora MarÝtima Estrela foi condenada a pagar indenizaþÒo pelos danos causados ao ambiente.

(O Estado de SÒo Paulo, 11/4/86)"

Frente Ós exigÛncias, cada vez mais freq³entes, da populaþÒo em todo o mundo, as instituiþ§es encarregadas da fiscalizaþÒo e do cumprimento das medidas de proteþÒo ambiental vÛem-se obrigadas a atuar de maneira mais efetiva.

Em janeiro de 1989, o Jornal da Tarde, publicou uma traduþÒo do artigo de Philip Shabecoff para o jornal The New York Times sobre a questÒo do meio ambiente. Intitulado "A geopolÝtica do verde". Esse artigo divulgava uma lista dos piores problemas ambientais do mundo em 1988, na opiniÒo de vßrios ambientalistas.


Canadß


As relaþ§es entre o Canadß e os Estados Unidos ficaram tensas por causa da chuva ßcida. Cientistas dizem que o di¾xido de enxofre das ind·strias americanas continua a destruir a vida aqußtica em centenas de lagos nas montanhas Adirondack e em outras partes do nordeste americano e do Canadß.

Estados Unidos


Quatro dÚcadas de produþÒo de armamentos nucleares poluÝram o ar, o solo e a ßgua em 16 instalaþ§es e laborat¾rios de pesquisa nos EUA. Os agentes contaminadores incluem urÔnio, plut¶nio, cÚsio, estr¶ncio, cromo, arsÛnico, merc·rio e solventes usados na fabricaþÒo de armas nucleares. Os carcin¾genos que atingiram um reservat¾rio subterrÔneo de ßgua na usina nuclear de Rocky Flats, ao norte de Denver, Colorado, foram considerados o pior problema.


Brasil


As queimadas para limpar o terreno para a agricultura e criaþÒo de gado na Amaz¶nia destruÝram cerca de 50 mil quil¶metros quadrados de floresta virgem no ano passado.

Bangladesh


O corte de ßrvores, a excessiva ßrea de pasto e a erosÒo na bacia hidrogrßfica do Himalaia transformaram a Úpoca das monþ§es em Bangladesh numa calamidade. Em agosto, o aumento do volume de ßgua do rio Gangesm devido Ó queda de barreiras nas montanhas, inundou o paÝs, matando mil e duzentas pessoas.


┴frica

A seca e a erosÒo causadas pelo desmatamento estÒo contribuindo para fazer o deserto do Saara avanþar cerca de 5 quil¶metros por ano em direþÒo ao noroeste da ┴frica. A erosÒo tambÚm Ú grave nas regi§es montanhosas da Eti¾pia e na nascente do Nilo. Ambientalistas afirmam que a destruiþÒo da nascente contribuiu sensivelmente para agravar a inundaþÒo que ocorreu no ·ltimo inverno no SudÒo, que deixou pelo menos 1,5 milh§es de pessoas desabrigadas.


Europa Oriental

A industrializaþÒo selvagem transformou partes do leste da Europa em desertos ecol¾gicos. A chuva ßcida estß destruindo ßrvores na Pol¶nia, Alemanha e Tchecoslovßquia.


China

Ainda nÒo se sabe com certeza se as secas nos EUA e na China estÒo relacionadas com o efeito estufa, mas os ambientalistas dizem que este verÒo pode Ter sido apenas uma prÚvia de Úpocas mais quentes ainda para o futuro.


Em Defesa do Ambiente


Praticamente todos os governos e membros da sociedade civil dos mais variados paÝses vÛm se organizando, sob forma de agÛncias oficiais, entidades e associaþ§es, com o prop¾sito de definir procedimentos que incentivem a preservaþÒo da natureza e divulguem as quest§es relacionadas com o meio ambiente.

O trabalho desenvolvido por essas organizaþ§es exige a colaboraþÒo de especialistas de vßrias ßreas, entre as quais as ciÛncias naturais, polÝticas e sociais. Seus objetivos podem ser amplos, tais como realizar pesquisas, promover estudos e aplicaþÒo de leis de proteþÒo ambiental, elaborar e aplicar projetos de educaþÒo neste setor, ou dirigir-se a um campo mais especÝfico, como, por exemplo, lutar pela preservaþÒo de uma espÚcie ameaþada de extinþÒo.

Em qualquer caso, Ú indispensßvel que os trabalhos sejam realizados por grupos de profissionais de vßrias ßreas do conhecimento, que estejam voltados para os mesmos objetivos.

AlÚm do trabalho de especialistas e autoridades, Ú fundamental que cada segmento da sociedade, e, em particular, cada cidadÒo, se envolva com as quest§es ambientais, tomando conhecimentos dos problemas e participando das suas soluþ§es.

O interesse por essas quest§es vem crescendo, a cada dia, em todas as partes do mundo. Governos, partidos polÝticos, artistas, enfim, os mais variados representantes da sociedade humana estÒo compreendendo que Ú preciso um esforþo conjunto para preservar o ambiente na Terra e garantir a melhoria da qualidade de vida das populaþ§es.


Recursos Naturais Renovßveis e NÒo-Renovßveis


Muito cedo o homem percebeu que para resolver seus problemas de fome, frio e proteþÒo tinha que recorrer Ó natureza. Assim, no decorrer de sua hist¾ria, desenvolveu mecanismos para melhor utilizar os recursos nela encontrados. As tÚcnicas de plantio, colheita, extraþÒo e transformaþÒo dos recursos naturais foram aprimoradas cada vez mais.

As madeiras, as plantas produtoras de fibras, os vegetais usados na alimentaþÒo, a ßgua, etc. sÒo recursos renovßveis, ou seja, que podem ser repostos continuamente. Outros, porÚm, existem em quantidades finitas e necessitam de um tempo para serem formadas novamente, como o carvÒo mineral, o petr¾leo e os minÚrios.

O carvÒo mineral originou-se hß milh§es de anos, de restos de vegetais que foram se acumulando em lugares com pouco oxigÛnio, como o fundo de lagos e pÔntanos. ╔ usado como matÚria-prima na fabricaþÒo do aþo e em processos especiais de combustÒo.

O petr¾leo formou-se a partir de min·sculos animais e vegetais aqußticos misturados a sedimentos que foram se depositando no fundo dos mares. As substÔncias que compunham  seus corpos foram lentamente transformadas, num processo desenvolvido durante milh§es de anos. 

A energia contida nesses seres nÒo foi perdida durante a transformaþÒo e o petr¾leo resultante Ú, por isso, um material com alto potencial energÚtico. Dele se extraem vßrios subprodutos, como gasolina, querosene, graxa, parafina, asfalto e gßs combustÝvel. Pode tambÚm ser utilizado na fabricaþÒo de produtos como o plßstico e as fibras sintÚticas.

Os minÚrios sÒo encontrados em dep¾sitos naturais ou jazidas, nos mais variados ambientes da Terra. AtravÚs de tÚcnicas especiais, sÒo extraÝdos e empregados como matÚria-prima em processos industriais, agrÝcolas e artesanais.


Veja também: