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A atmosfera terrestre


  Meio Ambiente

A atmosfera da Terra Ú uma fina camada de gases que circunda o nosso planeta.

Ela possui, no total, 480 quil¶metros de espessura. No entanto, ela nÒo se distribui homogeneamente e, por conseguinte, podemos dizer que a maior parte da atmosfera da Terra, cerca de 80% dela, estß na regiÒo situada atÚ 16 quil¶metros de altura medido a partir da superfÝcie do nosso planeta.

NÒo existe um lugar bem definido onde podemos dizer que a atmosfera da Terra termina. Por ser uma distribuiþÒo gasosa, Ó medida que nos afastamos da superfÝcie do nosso planeta a atmosfera vai se tornando cada vez mais rarefeita atÚ que ela se mistura naturalmente com o espaþo interplanetßrio. NÒo existe uma borda definida que separe a atmosfera da Terra do meio interplanetßrio.

Nossa atmosfera tem 78% de nitrogÛnio, 21% de oxigÛnio, cerca de 0,9% de arg¶nio, cerca de 0,03% de di¾xido de carbono, e ßgua.


A formaþÒo da atmosfera da Terra


A atmosfera da Terra foi formada pela remoþÒo de gßs do pr¾prio planeta, um processo no qual gases como o di¾xido de carbono, vapor de ßgua, di¾xido de enxofre e nitrogÛnio foram liberados do interior da Terra por meio das emiss§es dos vulc§es e por outros processos.

Havia, provavelmente, uma quantidade muitÝssimo maior de di¾xido de carbono na atmosfera da Terra quando ela foi formada mas, ao longo do tempo, este di¾xido de carbono foi quase todo incorporado nas rochas carbonadas embora uma parte menor dele tenha sido dissolvido nos oceanos e consumido pelas plantas vivas.

As formas de vida existentes da Terra foram modificando a composiþÒo da atmosfera durante os seus processos evolutivos.
Assim, a tect¶nica de placas e os processos biol¾gicos que ocorrem na Terra mantÚm agora um fluxo contÝnuo de di¾xido de carbono tirado da atmosfera para estes vßrios "sorvedouros" e que mais tarde retorna para ela de novo.

Um ponto muito interessante do ponto de vista quÝmico Ú a presenþa de oxigÛnio livre. O oxigÛnio Ú um gßs muito reativo e sob circunstÔncias "normais" se combina rapidamente com outros elementos. Assim, sabemos que o oxigÛnio existente na atmosfera da Terra Ú produzido e mantido por processos biol¾gicos que ocorrem no nosso planeta. Sem a vida nÒo haveria oxigÛnio livre.


A temperatura na Terra e o "efeito estufa"


A fina camada gasosa que forma a nossa atmosfera isola a Terra de temperaturas extremas. Ela mantÚm o calor dentro da atmosfera e tambÚm bloqueia a passagem da maior parte da radiaþÒo ultravioleta proveniente do Sol, impedindo-a de atingir a superfÝcie terrestre.

A temperatura mais fria atÚ hoje registrada na Terra foi obtida pela sonda Vostok em julho de 1983, no continente Antßrtico, -88║ Celsius.

A temperatura mais quente atÚ hoje registrada na Terra foi obtida na LÝbia, continente africano, em setembro de 1922, 58░ Celsius.

Podemos entÒo dizer que as temperaturas na Terra variam no intervalo entre -88░ Celsius e 58░ Celsius, o que equivale a um intervalo entre 185 K e 331 K, respectivamente.

A pequena quantidade de di¾xido de carbono que existe permanentemente na atmosfera da Terra Ú extremamente importante para a manutenþÒo da temperatura na superfÝcie do nosso planeta via efeito estufa (greenhouse effect).

A atmosfera da Terra permite que uma parte da radiaþÒo infravermelho incidente sobre a superfÝcie do planeta escape de volta para o espaþo. No entanto, parte desta radiaþÒo Ú refletida pelas camadas inferiores da atmosfera de volta para a superfÝcie do planeta. Ocorre entÒo o efeito estufa, que aprisiona calor na atmosfera terrestre.

O efeito estufa eleva a temperatura da superfÝcie da Terra cerca de 35░ C acima do que ela teria se ele nÒo existisse. Assim, graþa ao efeito estufa a temperatura da Terra vai de um frÝgido -21░ C para um confortßvel + 14░ C.

Sabemos que sem o efeito estufa os oceanos congelariam e a vida na Terra, tal como a conhecemos, seria impossÝvel.


A pressÒo atmosfÚrica


No nÝvel do mar a pressÒo atmosfÚrica Ú de cerca de 1 atmosfera mas Ó medida que vocÛ atinge altitudes cada vez maiores a pressÒo do ar vai diminuindo. NÒo Ú preciso ir a altitudes extremamente altas para sentir isto. Por exemplo, se vocÛ subir uma montanha com uma altitude de 3000 metros ao chegar ao seu topo a pressÒo do ar Ú de 0,6805 atmosferas e haverß bem menos oxigÛnio para respirar.

A atmosfera da Terra Ú dividida na seguintes partes:


Troposfera


╔ a regiÒo mais baixa da atmosfera da Terra (ou da atmosfera de qualquer planeta). Sobre a Terra ela vai do nÝvel do chÒo, ou da ßgua, que chamamos de "nÝvel do mar", atÚ, aproximadamente, 17 km de altura. Na troposfera a temperatura geralmente diminui Ó medida que a altitude aumenta. O clima e as nuvens ocorrem na troposfera.


Tropopausa


╔ a zona limite, ou camada de transiþÒo, entre a troposfera e a estratosfera da atmosfera da Terra. A tropopausa Ú caracterizada por pouca ou nenhuma mudanþa na temperatura Ó medida que a altitude aumenta.


Estratosfera


╔ a camada atmosfÚrica entre a troposfera e a mesosfera. A estratosfera se caracteriza por um ligeiro aumento de temperatura com o aumento de altitude e pela ausÛncia de nuvens. A estratosfera se estende entre 17 e 50 km acima da superfÝcie da Terra. A camada de oz¶nio da Terra estß localizada na estratosfera. O oz¶nio, um is¾topo do oxigÛnio, Ú crucial para a sobrevivÛncia dos seres vivos na Terra. A camada de oz¶nio absorve uma grande quantidade da radiaþÒo ultravioleta proveniente do Sol impedindo-a de atingir a superfÝcie da Terra. Somente as nuvens mais altas, os cirrus, cirroestratus e cirroc·mulos, estÒo na estratosfera inferior.


Mesosfera


╔ a camada atmosfÚrica entre a estratosfera e a ionosfera. A mesosfera Ú caracterizada por temperaturas que rapidamente diminuem Ó medida que a a altitude aumenta. A mesosfera se estende entre 17 a 80 km acima da superfÝcie da Terra.


Ionosfera


╔ uma das camadas mais altas da atmosfera da Terra. A ionosfera comeþa a cerca de 70-80 km de altura e continua por centenas de quil¶metros, atÚ cerca de 640 km. Ela contÚm muitos Ýons e elÚtrons livres (plasma). Os Ýons sÒo criados quando a luz do Sol atinge os ßtomos e arranca alguns elÚtrons. A ionosfera estß localizada entre a mesosfera e a exosfera. Ela Ú parte da termosfera. As auroras ocorrem na ionosfera.


Exosfera


╔ a camada mais externa da atmosfera da Terra. A exosfera vai de aproximadamente 640 km de altura atÚ cerca de 1280 km. A camada mais inferior da exosfera Ú chamada de "nÝvel crÝtico de escape", onde a pressÒo atmosfÚrica Ú muito baixa, uma vez que os ßtomos do gßs estÒo muito amplamente espaþados, e a temperatura Ú muito baixa.


Termosfera


╔ uma classificaþÒo tÚrmica. Ela Ú a camada da atmosfera localizada entre a mesosfera e o espaþo exterior. Na termosfera a temperatura aumenta com a altitude. A termosfera inclui a exosfera e parte da ionosfera.


Florestas Tropicais e a mentira propagada


Durante muito tempo repetiu-se a exaustÒo que "a Amaz¶nia Ú o pulmÒo do mundo". Com isso queria-se dizer que nossa atmosfera dependia fortemente dos processos de trocas gasosas que ocorriam nas imensas ßrvores das florestas tropicais.

Isto nÒo Ú verdade. Se por um lado esta notÝcia servia como justificativa maior para a defesa da floresta amaz¶nica, o que era muito bom, por outro fazia com que as pessoas repetissem algo que a ciÛncia jß havia comprovado nÒo ser verdadeiro.

Na verdade, a maior parte do oxigÛnio que forma a nossa atmosfera nÒo Ú produzido por plantas e sim pelos oceanos que cobrem mais de 70% do nosso planeta.

Lutar contra o desmatamento da Amaz¶nia Ú uma obrigaþÒo de todos n¾s. ╔ um patrim¶nio biol¾gico incomparßvel, riquÝssimo e ainda bastante inexplorado. No entanto, nÒo podemos fazer esta defesa baseada em premissas falsas.

A Amaz¶nia hoje Ú cobiþada nÒo por ser "pulmÒo do mundo", o que nÒo Ú, mas sim pelas riquezas que ela pode oferecer, principalmente Ós grandes multinacionais envolvidas com pesquisas de produtos farmacÛuticos. A biodiversidade amaz¶nica atualmente Ú estudada, medida, pesquisada e catalogada por in·meros grupos estrangeiros sem que tenhamos informaþ§es detalhadas sobre o que foi pesquisado.

Quanto ao desmatamento do "pulmÒo do mundo" Ú uma pena que os auto-intitulados "paÝses desenvolvidos" nÒo tenham tido esta mesma preocupaþÒo quando desmataram quase completamente seus territ¾rios. A Inglaterra, por exemplo, era conhecida pelo ditado de que um esquilo poderia ir de uma floresta a outra sem por os pÚs no chÒo. Hoje o pobre esquilo deve ir de trem ou de aviÒo se nÒo quiser pisar o solo inglÛs por que as ßrvores destas florestas hß muito deixaram de existir substituÝdas por grama para pasto de ovelhas. Alißs, foi um enorme desmatamento deste tipo, feito pelos ingleses na Esc¾cia, que provocou uma enorme fome na regiÒo hß alguns sÚculos. Os Estados Unidos tambÚm desmataram suas florestas e quase aniquilaram seus maiores animais com est·pidas e desnecessßrias matanþas de bis§es. NÒo replantaram quase nada, mas acham que podem servir de exemplo nesta ßrea.


Os oceanos da Terra


Cerca de 71% da superfÝcie da Terra estß coberta com ßgua.
A Terra Ú o ·nico planeta do Sistema Solar sobre o qual a ßgua pode existir em forma lÝquida na sua superfÝcie, embora possa existir metano ou etano lÝquidos na superfÝcie de Titan, satÚlite de Saturno, e ßgua lÝquida abaixo da superfÝcie de Europa, satÚlite de J·piter.

A ßgua lÝquida Ú, certamente, essencial para a vida como n¾s a conhecemos.

A capacidade calorÝfica dos oceanos tambÚm Ú muito importante para manter a temperatura da Terra relativamente estßvel.

A ßgua lÝquida tambÚm Ú responsßvel pela maior parte da erosÒo e do desgaste das rochas dos continentes da Terra, um processo ·nico no Sistema Solar hoje, embora eles possam ter ocorrido em Marte no passado.


O cinturÒo de radiaþÒo Van Allen


O primeiro satÚlite artificial norte-americano, lanþado de Cabo Canaveral, Fl¾rida, no dia 31 de janeiro de 1958 descobriu uma intensa zona de radiaþÒo circundando a Terra. Esta regiÒo Ú agora chamada de cintur§es de radiaþÒo Van Allen.


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