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   Zoologia


INSETOS


Um dos capítulos mais interessantes da zoologia é o estudo dos insetos, invertebrados que têm a capacidade de adaptar-se aos mais diversos meios ambientes e que podem, dependendo de seus equilíbrios populacionais e de seus hábitos alimentares, ser úteis ou prejudiciais ao homem.
A classe dos insetos é constituída por animais do filo dos artrópodes, caracterizados por ter o corpo dividido em cabeça, tórax e abdome, possuir três pares de patas e apresentar quase sempre um ou dois pares de asas. Além disso, são dotados de eficientes órgãos sensoriais e elevada capacidade reprodutiva. Com mais de um milhão de espécies catalogadas e certamente muitas outras a serem descobertas, formam a classe mais numerosa do reino animal.
A entomologia é o ramo da zoologia que estuda os insetos, classificados em duas subclasses, a dos apterigotos e a dos pterigotos. Os primeiros, subdivididos em quatro ordens, não sofrem metamorfose para se desenvolverem; as formas jovens, idênticas às adultas, simplesmente mudam de pele e crescem; são ápteros (sem asas); e seus segmentos abdominais apresentam apêndices rudimentares, estiliformes. Já os pterigotos, que abrangem a grande maioria dos insetos, adquirem a forma adulta através de metamorfose, completa ou incompleta, e normalmente são dotados de asas. O número de ordens dessa subclasse varia conforme os autores, mas em geral são admitidas 26.
Os insetos podem ser solitários, como as baratas, grilos e besouros; ou sociais, como as vespas e formigas. Podem também ser importante fonte de renda para criadores, como as abelhas e o bicho-da-seda, ou constituir uma ameaça direta para a agricultura e a pecuária, com reflexos diretos na oferta mundial de alimentos, como os gafanhotos e várias espécies de pulgões. Muitos insetos são, além disso, transmissores de diversas doenças, como malária, dengue, doença de Chagas etc.
Os insetos participam da cadeia alimentar de muitos seres vivos. Várias espécies de pássaros, por exemplo, alimentam os filhotes com insetos, e mesmo os adultos ainda os utilizam como complemento alimentar. Dado existirem também numerosas espécies de insetos que se alimentam de outras, o homem pode utilizar-se delas para combater espécies nocivas, pelo método do controle biológico. Assim, por exemplo, as joaninhas e algumas larvas de moscas alimentam-se de pulgões. As lagartas são mortas por alguns himenópteros e devoradas por besouros caçadores e também por outros insetos. O controle biológico é objeto atualmente de incansáveis pesquisas, por parte de instituições agronômicas públicas e privadas, até mesmo com o emprego da microbiologia. Não obstante, a natureza se encarrega a seu modo desse controle, pois se, por exemplo, todos os ovos de uma mosca vingassem, no final de um verão sua prole seria de cerca de cinco quintilhões de indivíduos.
Anatomia e fisiologia
Em estado adulto, os insetos têm o corpo coberto por um revestimento rígido, que constitui a cutícula, impregnada de uma substância especial, a quitina, de fórmula química tão complexa que nem os ácidos conseguem atacar. Esse revestimento, que constitui o próprio exoesqueleto, protege os órgãos internos contra danos e perda de umidade e emite para o interior do corpo prolongamentos chamados apódemas, que servem à inserção de uma poderosa rede muscular, cujas fibras, sempre estriadas, se dispõem na maioria dos casos em sentido longitudinal. Os músculos são numerosos e complexos; existem cerca de dois mil em uma única lagarta. Muitos insetos são desproporcionalmente fortes quando comparados com animais maiores; uma formiga, por exemplo, pode carregar até três vezes seu próprio peso.

Cabeça. A região anterior do corpo, ou cabeça, é formada pela fusão de seis segmentos e nela se localizam os principais órgãos dos sentidos: um par de antenas e os olhos simples e compostos. As antenas, que se localizam na região frontal e se apresentam de diversas formas, agem como órgãos sensoriais do olfato, do tato e, em algumas espécies, também da audição. Perto das antenas encontram-se dois olhos compostos laterais, integrados por um aglomerado de facetas, chamadas omatídios. Podem existir dois ou três olhos simples, ou ocelos, normalmente fixados no alto da cabeça, entre os olhos compostos.


Aparelho bucal. Na região inferior da cabeça, ou um pouco adiante, encontram-se os apêndices que entram na composição do aparelho bucal: o labro, peça central, como um largo lábio superior, forma a abóbada da abertura bucal; o lábio propriamente dito forma a base da boca; as maxilas e mandíbulas, colocadas lateralmente entre as peças anteriores, formam os lados da boca; a epifaringe, unida ao labro, forma o teto da cavidade bucal; e a hipofaringe, o assoalho.
O aparelho bucal possui modificações segundo a maneira pela qual o inseto se alimenta, ataca ou se defende de inimigos. Desse modo as peças bucais estão adaptadas, conforme o caso, para mastigar, picar, lamber, sugar, roer. Assim, o aparelho bucal pode ser de três tipos: mastigador, lambedor e sugador. Os insetos com aparelho bucal mastigador (besouros, gafanhotos, baratas etc.) possuem mandíbulas robustas, com as quais trituram os alimentos, sempre sólidos. No aparelho bucal lambedor, só encontrado nas abelhas, as maxilas são alongadas, o lábio é distensível e funciona como uma língua recolhedora de líquidos.
O aparelho bucal sugador ocorre em dois tipos: sugador-maxilar e sugador-labial, conforme a peça que mais se modifica para exercer a sucção. As borboletas e mariposas possuem aparelho bucal sugador-maxilar, pois são suas maxilas que se alongam muito e se juntam para formar um tubo aspirante, que se enrola em espiral e, por isso, é chamado espirotromba. O aparelho bucal sugador-labial pode ser pungitivo (perfurante) e não-pungitivo. A mosca doméstica e as moscas e mosquitos florícolas têm aparelho bucal sugador não-pungitivo. Nesses insetos o labro e o lábio prolongam-se para formar uma tromba que, pelas contrações dos músculos faringeanos, age como simples bomba aspirante.
O aparelho bucal sugador pungitivo encontra-se nos insetos que, para se nutrirem, introduzem a tromba sugadora nos tecidos de revestimento de plantas e animais, a fim de sugar seiva vegetal, sangue ou outros humores. Os apêndices que se modificam para formar essa tromba perfurante e sugadora não são sempre os mesmos. Nas cigarras e percevejos, a tromba é formada pelas maxilas e mandíbulas; nos piolhos, pelas maxilas, hipofaringe e lábio; nas pulgas, pelas maxilas, labro e epifaringe; nas moscas predadoras de insetos, nas motucas e nos mosquitos hematófagos, pelo labro, epifaringe e hipofaringe; na mosca de estábulos e na mosca do sono (tsé-tsé), pelo lábio.

Tórax. A segunda região do corpo é o tórax, divido em três segmentos: protórax, mesotórax e metatórax. Nos lados existem um ou dois pares de asas, usualmente membranosas e providas de nervuras. Alguns insetos jamais desenvolvem asas, quer por descenderem, como a traça-dos-livros, de formas ancestrais não aladas, quer por terem desenvolvido adaptações à vida parasitária (piolho, pulga) acompanhadas, ao longo da evolução, pela regressão das asas. Formigas e cupins são também ápteros, salvo as castas sexuadas. Os insetos de algumas ordens, como a das moscas, possuem somente um par de asas. A grande maioria, porém, é dotada de dois pares, sendo as posteriores sempre membranosas e localizadas no metatórax.
As asas anteriores, localizadas no mesotórax, podem ser de quatro tipos: (1






Os animais mais estranhos do planeta

As muitas espécies de polvo que vivem fora do alcance dos mergulhadores, pesquisadores de mergulho e até mesmo perto da costa são relativamente desconhecidos em comparação com as espécies de águas rasas mais familiares.

Mas isso não significa que eles não ...




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