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   Invertebrados


ARTRÓPODES - CARACTERÍSTICAS GERAIS


1. Apresentação

O filo Arthropoda (do grego Arthros, articulação e podos, pés) constitui o maior de todos os grupos animais. Inclui os insetos, as aranhas, os crustáceos e outros subgrupos menores. Mas de 1 milhão de espécies de artrópodos já foram descritas, e as estimativas dão conta que esse número deve representar menos de 10% do total de espécies.

Estão largamente distribuídas pela terra, em quase todos os ecossistemas. Há espécies marinhas, de água doce e terrestres, nos mais diversos pontos do planeta. Os artrópodos incluem, como dito anteriormente, os insetos, únicos invertebrados dotados da capacidade de voar.

Duas características ressaltam-se, quando os aspectos gerais dos artrópodos são analisados: 1) a presença de um esqueleto externo (ou exoesqueleto) constituído por quitina, um polissacarídeo, e 2) a presença de patas articuladas, apêndices de locomoção que funcionam como um sistema de alavancas, potencializando a ação muscular e trasformando com mais eficiência a contração muscular em movimento.

 

 

2. A Estrutura Corporal

Os artrópodos são animais triblásticos celomados, com um padrão de segmentação evidente, embora nem tanto quanto os anelídeos. Com variações de uma classe para outra, eles apresentam dois, três ou dezenas de segmentos corporais. Apresentam simetria bilateral.

O padrão segmentado também é notório nas patas, todas com porções bastante individualizadas. Os segmentos que compõem as patas são unidos por articulações que facilitam a movimentação de um segmento em relação a outro.

A cavidade celomática é muito reduzida, e a distribuição de materiais depende quase que exclusivamente do sistema circulatório.

Evolutivamente, é provável que tenha havido relação evolutiva entre os ancestrais dos artrópodos e dos anelídeos, em função de algumas semelhanças existentes entre esses dois grupos de animais, tais como a segmentação, a presença de uma epiderme secretora de quitina, a estrutura dos sistemas nervoso e digestivo, etc.

 

3. Classificação

O filo dos artrópodos, em função da grande quantidade e diversidade de espécies, é subdividido em numerosas classes, das quais as mais importantes são:

a) Classe Insecta: os insetos são os mais numerosos e diversificados de todos os artrópodos, com cerca de 850 000 espécies conhecidas e descritas. Possuem o corpo dividido em três segmentos: cabeça, tórax e abdome. Apresentam, na cabeça, um par de antenas e, no tórax, três pares de patas. Em muitas das ordens de insetos, há representantes dotados de asas. Exemplos: baratas, besouros, moscas, cigarras, mariposas, etc.

 

b) Classe Crustacea: são habitualmente aquáticos (marinhos ou de água doce), embora existam espécies terrestres, como o tatuzinho-de-jardim. Seu corpo é dividido em duas partes (cefalotórax e abdome), têm dois pares de antenas e um número variável de pares de patas, geralmente superior a quatro. Exemplos: siris, caranguejos, lagostas, camarões, etc.

 

c) Classe Arachnida: são artrópodos dotados de quatro pares de patas, desprovidos de antenas e com o corpo dividido em dois segmentos (cefalotórax e abdome). Na extremidade anterior do cefalotórax, possuem um par de quelíceras, que atuam como presas. Exemplos: aranhas, escorpiões, ácaros, carrapatos, etc.

 

d) Classe Chilopoda: quilópodos são animais com o corpo alongado e dividido em dezenas de segmentos. Em cada segmento, encontram-se um par de patas. Na cabeça, apresentam um par de antenas. Exemplos: centopéias e lacraias.

 

e) Classe Diplopoda: assim como os quilópodos, os diplópodos possuem um par de antenas e o corpo alongado, mas com dois pares de patas em cada segmento. Exemplo: centopéia.

 

4. Organização Básica

Como o filo dos artrópodos é bastante heterogêneo, iremos abordar apenas os aspectos comuns a todos os representantes.

Todos possuem um exoesqueleto de quitina, um polissacarídeo que contém átomos de nitrogênio na molécula. Essa poderosa armadura confere resistência mecânica, serve como alavanca para a ação muscular e ainda diminui a perda de água por evaporação, na superfície corporal. Seguramente, trata-se de uma das mais importantes "ferramentas evolutivas" desse grupo animal, e um dos responsáveis pelo seu enorme sucesso reprodutivo.

Entretanto, a presença de uma carapaça limita o crescimento do animal, o que foi solucionado com o desenvolvimento de um processo periódico de substituição do exoesqueleto. Essa substituição periódica, chamada ecdise ou muda, permite que o animal cresça. Logo, o padrão de crescimento de um artrópodo é diferente daquele apresentado pelos demais animais, como se pode constatar pela análise dos gráficos a seguir:

 

Pode-se verificar, no gráfico da esquerda, correspondente a um artrópodo, que seu crescimento não é linear, mas ocorre "em saltos". A cada período de muda, libertando-se da antiga armadura, o artrópodo a substitui por uma nova, ainda mole e distensível, e passa por um período de crescimento rápido, até que ocorre o enrijecimento do novo exoesqueleto. Tendo-se completado a sua solidificação, o crescimento é novamente interrompido, até que nova muda aconteça. O período entre duas mudas consecutivas é o período intermudas. À medida que o animal torna-se mais velho, os períodos de intermudas vão tornando-se progressivamente mais longos, até que as mudas deixam de acontecer, à exceção de alguns crustáceos que sofrem mudas ao longo de toda a vida.

Durante a época da muda, o animal torna-se particularmente vulnerável ao ataque dos predadores, por dois motivos: 1) a carapaça mole não representa barreira mecânica eficaz, e 2) os músculos perdem a sua inserção resistente, e o animal move-se lentamente e por curtas distâncias. No caso particular dos artrópodos terrestres, há uma agravante: a carapaça recém-formada não é tão eficaz para dificultar a evaporação, e os animais estão sujeitos à desidratação.

A ocorrência da ecdise é determinada por fatores hormonais, cujo mais importante regulador é o hormônio ecdisona, característico dos artrópodos.

Os artrópodos têm tubo digestivo completo, com boca e ânus. A origem da boca é o orifício embrionário primitivo (blastóporo), o que dá a eles a classificação de protostômios, como os anelídeos e os moluscos. Muitos possuem uma moela muscular que tritura os alimentos.

As estruturas de respiração são diversificadas e refletem a diversidade de hábitats ocupados pelos artrópodos. Podem ser especializadas para realizar trocas gasosas com a água (brânquias) ou com o ar (pulmões foliáceos ou traquéias).

O sistema circulatório de todos os artrópodos é do tipo aberto. O sangue circula sob baixa pressão e com fluxo lento, passando por cavidades, as hemoceles. Uma diferença importante entre o sangue dos artrópodos e os vertebrados é que, nesses últimos, há grande quantidade de células (glóbulos brancos e vermelhos), enquanto nos artrópodos essa quantidade é muito reduzida. Esse sangue de baixa celularidade é conhecido pelo nome de hemolinfa.

Nos crustáceos e nos aracnídeos, artrópodos que empregam o sangue como veículo de distribuição de gases respiratórios (oxigênio e gás carbônico), o sangue contém o pigmento respiratório hemocianina, substância que guarda semelhança com a hemoglobina encontrada em anelídeos e nos vertebrados. Insetos, quilópodos e diplópodos não possuem pigmentos respiratórios, uma vez que a chegada de oxigênio aos tecidos não se dá através do sangue, mas por um sistema de canais chamados traquéias (apresentadas a seguir).

Também há diversidade de estruturas de excreção, embora, dentre os artrópodos terrestres, seja comum o achado de tubos de Malpighi, que se diferenciam dos nefrídios por não lançarem os resíduos metabólicos na superfície externa do corpo, mas no interior do intestino. De acordo com o ambiente ocupado por cada grupo, o seu principal resíduo metabólico pode ser a amônia (crustáceos), o ácido úrico (insetos, diplópodos e quilópodos) ou a guanina (aracnídeos). A eliminação de ácido úrico ou de guanina são as mais adequadas para a vida terrestre, pois são produtos pouco tóxicos e que exigem pouca diluição, representando uma boa estratégia de economia de água.

O sistema nervoso é ganglionar, apresentando um grau de concentração de estruturas nervosas na cabeça maior que os invertebrados estudados anteriormente (exceto os moluscos cefalópodos). Essa tendência evolutiva de concentração das principais estruturas nervosas na região anterior do corpo é conhecida por cefalização, e alcança o seu apogeu nos vertebrados.

Apesar disso, a presença de gânglios nervosos nos segmentos dá a eles uma certa autonomia: um artrópodo pode executar algumas atividades, até mesmo andar, depois de ter sido decapitado.

As estruturas sensoriais dos artrópodos são eficientes e diversificadas. Há sensores químicos capazes de reconhecer a presença de alimentos ou de inimigos naturais; há receptores de paladar, como aqueles localizados nas patas das moscas; há sensores posturais semelhantes aos encontrados nos demais invertebrados (os estatocistos); receptores auditivos, receptores luminosos, etc.

 

5. Reprodução

Os artrópodos são dióicos. Nas formas terrestres, a fecundação é interna; nas aquáticas, geralmente é externa. Em muitos deles, há passagem por um ou mais estágios larvais. A chegada ao estágio adulto (ou imago) se dá através de uma ou mais metamorfoses.

No imago, estão presentes todos os órgãos que caracterizam um adulto da espécie. A designação imago não significa, obrigatoriamente, adulto sexualmente ativo, mas uma forma na qual as estruturas sexuais já se encontram formadas, ainda que imaturas e afuncionantes.

Alguns detalhes da reprodução dos artrópodos serão apresentados a seguir, no estudo mais pormenorizado de cada uma das classes principais.






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