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Os Tecidos Vegetais


 Fisiologia Vegetal

Durante o processo de embriogênese vegetal podemos começar a observar o processo de formação dos meristemas (células indiferenciadas) nas regiões apicais, caulinar e radicular.

As plantas possuem a capacidade de crescimento e diferenciação celular durante toda a sua vida. Isso acontece pois as células meristemáticas ao se dividirem, umas das células irmãs permanece no meristema de forma indiferenciada, como se fosse uma célula inicial, enquanto que a outra se modifica. Como as células não são afetadas por um centro nervoso, que coordena sua diferenciação, cada célula se diferencia em resposta às instruções contidas nas informações genéticas que esse organismo herda de seus pais. Mas mesmo assim, há fatores ambientais que modificam essa expressão, como o comprimento do dia, a qualidade e quantidade da luz nutrientes no solo e outros diversos fatores.

Apesar de a diferenciação celular ocorrer em razão da expressão gênica que ela venha a ter, se somente isso fosse o responsável por sua formação, o vegetal não funcionaria, pois seria composto por diversas células diferenciadas mais espalhadas, por isso que as células conseguem se diferenciar em decorrência da sua posição e, para que isso ocorra, é necessária uma comunicação de uma célula a outra.

Essa associação entre as células pode ser denominada de tecidos vegetais que, por sua vez, estão agrupadas e associadas formando os chamados sistemas de tecidos que são divididos em 3 grandes grupos: sistema fundamental, sistema vascular e sistema dérmico

SISTEMA FUNDAMENTAL

Parênquima

Os parênquimas são formados por células vivas, com um grande vacúolo e com parede celular delgada.

São responsáveis por diversas funções como: parênquima clorofiliano, encontrado principalmente em folhas e é o local onde ficam armazenadas altas concentrações de cloroplastos, responsáveis pela realização da fotossíntese; parênquima de reserva, são os parênquimas responsáveis pela armazenação de substâncias como amido, água, ar e proteínas e outros decorrentes do metabolismo celular. São encontrados em regiões como raízes, caules e sementes. Um bom exemplo desse tipo de parênquima são as plantas aquáticas, que possuem parênquimas aeríferos, contendo ar para ajudar sua flutuabilidade e alcançar melhor a luz.

Outro caso são as plantas de regiões áridas e semiáridas, que armazenam água para sua sobrevivência, possuem em sua estrutura parênquimas aquíferos.

Colênquima

São tecidos formados por células que ajudam no suporte de órgãos em formação. Devido a isso, sua estrutura possui estruturas mais grossas de celulose e são facilmente encontradas em vegetais nas regiões mais jovens. Pode-se comparar essa célula à cartilagem em animais.

Esclerênquima

São células mortas que sofreram o processo de impregnação com lignina (substância dura que dá a características de impermeabilidade à planta), facilmente observadas em regiões mais antigas da planta, podendo-se comparar ao tecido ósseo dos animais. Os tecidos esclerenquimáticos podem ser observados em duas estruturas: na forma de fibras, longas e fiadas encontradas em feixes e os esclereides, que ocorrem de forma isolada em grupos de tecidos.

SISTEMA VASCULAR

Xilema
O xilema é o principal tecido condutor de água, nutrientes e sais minerais. Sua composição é formada por células mortas, com impregnação de lignina. Ele é encontrado mais internamente em relação ao floema, atuando também como um importante tecido de sustentação, pois possui células especiais denominadas traqueídes e elementos de vasos. Ambos são células alongadas que possuem pontoações em sua parede para se comunicar com uma célula a outra.

Floema
O floema, por sua vez, é formado por células vivas, sendo o principal responsável pelo transporte de seiva elaborada das folhas até o caule e raízes. Localiza-se logo abaixo da casca da planta, formado por uma célula especial denominada de elementos crivados, pois essa célula possui áreas de crivagem, pelas quais o protoplasma das células adjacentes se ligam. Essa região é conhecida como placa crivada. Esses elementos de tubos crivados possuem também características de estarem associados a células parenquimáticas especiais denominadas células companheiras.

SISTEMA DÉRMICO

Epiderme

A epiderme constitui o sistema dérmico da planta, podendo ser bastante variada em sua estrutura e função, dentre a qual sua principal função é a de proteção e revestimento vegetal. Essas células são revestidas por cutícula, responsável por fornecer uma característica impermeável a célula. Há, nessa região, a presença de células guardas, que são responsáveis pelo processo de fechamento e abertura de poros, denominado estômatos. Essa estrutura serve para o controle de gases internos da planta, como a entrada e saída de vapor d’água, CO2 e oxigênio.

Periderme
A periderme é o tecido de proteção secundário nos vegetais. Possui organização frouxa, permitindo uma aeração dos tecidos internos das raízes e caules. É, nessa região, que encontramos principalmente o súber, sendo a mais conhecida a cortiça, que é um exemplo clássico de periderme.

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