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Os Neurônios


 Fisiologia

1. Introdução

Trata-se de uma célula com formato peculiar: contém um corpo celular de onde partem prolongamentos de dois tipos, os dentritos e o axônio. Pelos dentritos, os impulsos nervosos alcançam o neurônio; pelo axônio, deixam a célula. No corpo celular, estão quase todo o citoplasma e, ainda, o núcelo da célula nervosa.

Os corpos celulares concentram-se em regiões mais protegidas do sistema nervoso, que formam o chamado sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal). Os prolongamentos dos neurônios afastam-se de seus respectivos corpos celulares formando feixes, os nervos. Aqueles que contêm fibras que levam as informações do sistema nervoso central para a periferia são nervos eferentes ou motores. Os que conduzem os impulsos nervosos da periferia para o encéfalo, são nervos aferentes ou sensoriais.

Alguns neurônios do corpo têm prolongamentos revestidos por uma estrutura rica em gordura chamada bainha de mielina. Há pontos de interrupção da bainha de mielina, chamados nódulos (ou estrangulamentos) de Ranvier.

A presença da bainha de mielina é um dos fatores que determina a velocidade de propagação do impulso nervoso em uma célula. Neurônios mielinizados conduzem o impulso com muito mais velocidade que os neurônios amielínicos. Além desse, um outro fator determinante da velocidade de propagação é o calibre dos prolongamentos do neurônio: neurônios com prolongamentos calibrosos transmitem impulsos com velocidade muito superior à dos neurônios dotados de prolongamentos finos. A velocidade de propagação nos neurônios humanos varia entre 0,5 e 120 m/s.

 

2. A Geração e a Propagação do Impulso Nervoso

No neurônio em repouso, há uma diferença de potencial elétrico (ddp) entre as duas faces de sua membrana plasmática. Essa ddp equivale a - 70 mV, e recebe o sinal negativo (-) porque o lado interno da membrana plasmática, onde há predomínio de cargas negativas, corresponde ao eletrodo de referência. A ddp medida no neurônio em repouso chama-se potencial de repouso ou, como é mais conhecida, potencial de membrana.

Quando o neurônio é estimulado, sofre algumas alterações. Inicialmente, é importante notar que estímulos de diversas naturezas podem excitar os neurônios, etc. Além disso, o estímulo deve ter uma certa intensidade mínima, chamada limiar de excitação, para que o neurônio efetivamente responda a ele. Caso contrário, nenhuma alteração será desencadeada.

Por outro lado, caso o estímulo seja suficiente para excitar o neurônio, essa célula irá reagir já com intensidade máxima. Por isso, diz-se que o neurônio obedece à "lei do tudo ou nada", enunciada a seguir.

 

Uma vez ultrapassado o limiar de excitação de um neurônio, ele irá desencadear sempre a mesma resposta, independentemente da intensidade do estímulo.

As ser estimulada, uma pequena região da membrana plasmática do neurônio torna-se carregada positivamente na face interna e negativamente na face externa. Essa alteração na distribuição de cargas elétricas chama-se despolarização e dura 1,5 milis-segundo. Na verdade, o que ocorreu não foi uma despolarização, mas uma inversão da polaridade.

Na região despolarizada, a ddp entre as faces interna e externa da membrana do neurônio passa de - 70 mV para + 40 mV. Há, portanto, uma oscilação transitória, cuja amplitude é de 110 mV. Essa oscilação da ddp é o potencial de ação.

 

A região estimulada despolariza-se e, em decorrência disso, ocorre um fluxo de cargas positivas em direção à região adjacente, ainda em repouso, o que a estimula e a despolariza. Essa outra região, uma vez despolarizada, irá fazer o mesmo com a região seguinte e, assim, sucessivamente, até que essa "onda" de despolarização atinja o final do axônio.

 

 

3. A Propagação através da Sinapse

O ponto de conexão entre o neurônio e uma outra célula (outro neurônio, uma célula muscular, uma célula glandular, etc.) é a sinapse. Na extremidade do axônio, e não na célula adjacente, encontram-se vesículas cheias de substâncias químicas chamadas mediadores químicos. Na maioria das sinapses dos vertebrados, os mediadores químicos, também conhecidos como neurotransmissores ou neurormônios, são a acetilcolina e a noradrenalina.

 

Quando o impulso nervoso alcança a terminação do axônio, ocorre rompimento das vesículas contendo o mediador químico, que extravasa para o espaço existente entre as células. Atingindo a membrana da outra célula, excita-a quimicamente. Tratando-se de um outro neurônio, um impulso nervoso será gerado, e irá se propagar pela sua membrana plasmática. Caso se trate de uma célula muscular, deverá responder ao estímulo se contraindo.

 

 

A propagação do impulso nervoso através da sinapse também é unidirecional, uma vez que as vesículas contendo o mediador químico só são encontradas na extremidade do axônio.

Os neurônios


 Histologia

O neurônio é a principal célula do sistema nervoso, sendo responsável pela condução, recepção e transmissão dos impulsos nervosos.

Sua estrutura básica é formada por: Corpo Celular ou Pericário, contendo o núcleo, o citoplasma e o citoesqueleto; os Dentritos, finos prolongamentos ramificados do corpo celular, aumentando a superfície de propagação elétrica; o Axônio, extensão do neurônio com tamanhos variados, servindo de condutor do impulso elétrico; e o Telodendro, ramificação terminal do axônio, comunicando com outros neurônios ou outros tipos efetores (células musculares e glandulares).

O impulso possui sentido de propagação, captados pelos dentritos, partindo em direção ao pericário, com propagação através de ondas despolarizantes ao logo do axônio, dissipando-se pelo telodentro.

Além da membrana plasmática, o axônio das células nervosas dos animais vertebrados, possui revestimento descontínuo (intervalos chamados de nódulos de Ranvier) formado por dobras de fibras isolantes, denominadas de bainha de mielina, cuja função é aumentar a velocidade de propagação do impulso.

Quando em repouso, o axônio encontra-se no estado polarizado, ou seja, internamente disposto de cargas negativas e externamente contendo cargas positivas (potencial de repouso / -80 milivolts). À medida que o impulso é transmitido, percorrendo o axônio, as cargas vão se invertendo progressivamente pelo mecanismo de difusão ativa (bomba de sódio e potássio) estabelecendo, pela despolarização, uma diferença de potencial elétrica através da membrana (potencial de ação).

Dessa forma, para desencadear um estímulo é necessário um potencial de ação suficiente para ultrapassar a ordem do potencial de repouso até a situação aproximada de + 40 milivolts.

Esse processo tem duração de apenas 1,5 milionésimo de segundos, ocorrendo após a passagem do impulso o processo inverso (repolarização) restabelecendo o estado de repouso.

È por esse mecanismo que o sistema nervoso (central e periférico) coordena todas as reações e atividades, seja por via simpática ou parassimpática, motoras dos órgãos por mediação de neurotransmissores, e assim expressamos capacidades e atividades vitais do nosso organismo: locomotora, respiratória, circulatória, imunitária, excretora.p