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Náutilo


 Invertebrados

Último sobrevivente da ordem dos nautilóideos, abundante desde o cambriano superior, o náutilo é de grande interesse paleontológico por permitir a datação dos estratos nos quais é encontrado. Entre as espécies fósseis, algumas procedem do Brasil e remontam ao siluriano amazônico, ao devoniano paranaense e ao paleoceno pernambucano.
O nome náutilo aplica-se às seis espécies existentes, nos oceanos Índico e Pacífico, do gênero Nautilus. São moluscos da classe dos cefalópodes, a mesma dos polvos, lulas e sépias, e, como estes, têm sistema nervoso bem desenvolvido. Do ponto de vista evolutivo, são animais em extinção, pois as espécies fósseis predominam em número sobre as que existem na atualidade. Distinguem-se pela bela concha em espiral, de 15 a 25cm de diâmetro, dividida em 36 compartimentos, dos quais o maior e mais exterior aloja o corpo do animal.
Os compartimentos ou câmaras comunicam-se por um pequeno tubo, o sifúnculo, capaz de controlar a entrada de gases, que transformam a concha numa espécie de bóia. O náutilo ocorre em profundidades de até 600m. Dispõe de 94 pequeninos tentáculos contrácteis, que utiliza para agarrar suas presas, em especial camarões que captura no fundo do mar. É sobretudo à noite que costuma ascender às águas mais rasas e cair em armadilhas. Sua concha nacarada é muito valorizada como adorno.
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