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Minhoca


 Invertebrados

Incapazes de ver e ouvir, mas sensíveis à luz e a vibrações, as minhocas se nutrem de detritos orgânicos e suas fezes adubam os terrenos, que se tornam mais arejados e úmidos graças aos túneis que elas abrem. Por isso, os solos ricos em minhocas são sempre bem férteis.
Verme terrestre de ocorrência muito comum nas regiões quentes e temperadas do mundo, a minhoca pertence à classe dos oligoquetas e ao filo dos anelídeos. Sua família, a dos lumbricídeos, tem cerca de 1.800 espécies, das quais a mais típica é Lumbricus terrestris. São invertebrados segmentados, com o corpo cilíndrico formado de anéis ou segmentos, tanto externa quanto internamente. Alguns órgãos internos, inclusive os excretores, denominados nefrídios, duplicam-se em cada segmento. Entre eles se localiza o clitelo, espessamento do corpo onde numerosas glândulas segregam uma bainha de muco em volta dos indivíduos, que serve para mantê-los unidos durante o coito, e de invólucro para os ovos postos.
As minhocas são hermafroditas, mas de fecundação cruzada, ou seja, os espermatozóides de um indivíduo só fecundam os óvulos de outro indivíduo, nunca os seus próprios. Os filhotes levam de duas a quatro semanas para sair dos invólucros de muco onde sua criação se processa e que são depositados no solo dentro de 24 horas após o coito. Atingem a maturidade sexual entre sessenta e noventa dias, e em cerca de um ano o tamanho adulto.
Além de ser um dos principais elos na cadeia de transformação da matéria-orgânica em húmus, a minhoca é responsável pelo transporte de substâncias minerais à flor da terra. O esterco de minhoca, difundido pela agricultura orgânica, tornou-se de emprego corrente no fim do século XX.