Meiose: Introdução - BioMania
O melhor portal biológico da internet!



Meiose: Introdução


 Citologia

 

1. Reprodução Assexuada e Sexuada

Os corais são formados por animais que se reproduzem por brotamento. Todos os indivíduos possuem as mesmas informações genéticas. Na plantação de um canavial, os caules de plantas selecionadas são cortados em pedaços, colocados em sulcos e cobertos com terra. De cada pedaço, chamado muda, surgem plantas geneticamente idênticas. Tanto no coral como na lavoura de cana-de-açúcar, não há diversidade.

Em outras espécies, embora existam características comuns, presentes em todos os indivíduos, há diversidade: peso, altura, cor da pele, grupo sangüíneo, etc. Existem diferenças nas informações genéticas trazidas por esses indivíduos. Essa diversificação dentro da espécie, provocada por diferenças no material genético, chamamos de variabilidade genética.

Ao longo do tempo, o ambiente sofre mudanças em seus parâmetros: a temperatura, a oferta de alimentos, o ritmo das chuvas, a incidência de luz solar, etc. As condições impostas pelo ambiente para que um grupo de organismos mantenha a sua vida variam. Com isso, certas características que hoje são favoráveis podem deixar de ser, dentro de algum tempo. Quanto maior for a variabilidade dentro da espécie, maior será a chance de que essas mudanças ambientais encontrem indivíduos aptos a sobreviverem e gerarem descendentes.

O brotamento dos corais e a plantação do canavial são exemplos de reprodução em que um só indivíduo origina, geralmente, grande número de descendentes muito semelhantes, pois tem as mesmas informações genéticas do ancestral. É a reprodução assexuada. tanto o desenvolvimento do broto do coral como o da nova planta da cana-de-açúcar ocorrem por mitoses de parte do corpo do genitor. Nos organismos com reprodução assexuada, as mutações são a única fonte de variabilidade.

Todos os vertebrados realizam reprodução sexuada, padrão observado em muitos invertebrados e nas plantas. A reprodução sexuada origina menor número de descendentes que a assexuada, e o dispêndio de energia é muito maior. Nas plantas, implica em formação de flores capazes de atrair polinizadores, como aves e abelhas. Nos animais, para cada filho gerado os machos produzem milhares ou milhões de gametas, os espermatozóides.

O que justifica todo o esforço envolvido na reprodução sexuada é a variabilidade genética. na reprodução sexuada, a passagem de informações genéticas é um "jogo de azar". Gerando filhos diferentes do ancestral, não há como afirmar se serão melhores ou piores. Entretanto, é assim que as espécies evoluem ao longo do tempo.

A reprodução sexuada envolve dois eventos: a produção de gametas, células que contêm metade das informações genéticas próprias da espécie, e a fecundação, união de dois gametas.

Esses são os principais motivos pelos quais a reprodução sexuada é uma importante fonte de variabilidade genética:

1) Os gametas gerados por um indivíduo são diferentes uns dos outros.

2) Para a formação de um indivíduo, há necessidade de dois gametas, um masculino e outro feminino que, geralmente vem de genitores diferentes. Sendo geneticamente, os dois genitores irão formar gametas diferentes.

Assim, cada descendente recebe material genético diferente dos demais, o que garante diversidade dentro da espécie. Acrescenta-se a possível ocorrência das mutações, geradoras de novas características e que também aumenta a variabilidade.

 

2. O Papel da Meiose

Os organismos com reprodução sexuada passam pela alternância de dois eventos: a meiose e a fecundação.

Os gametas são células haplóides, que se fundem aos pares na fecundação, reconstituindo a quantidade cromossômica diplóide. A célula resultante da fecundação é a célula-ovo ou zigoto. A partir dela, todas as outras surgem por mitoses consecutivas.

meiose

macho 2n =======> gameta n

fecundação

=========> descendente 2n

meiose

fêmea 2n ==========> gameta n

 

A meiose é uma divisão celular que ocorre em células diplóides (2n) e origina quatro células-filhas haplóides (n). Como a meiose reduz à metade a quantidade de cromossomos, é chamada divisão reducional (R!)

Se a formação dos gametas não reduzisse à metade o número de cromossomos da espécie, o lote cromossômico iria dobrando de geração em geração. A mosca-das-frutas, por exemplo, tem 8 cromossomos em suas células. Caso seus gametas tivessem 8 cromossomos, o zigoto teria 16.

Quando a meiose participa da formação dos gametas, é chamada meiose gamética. Nas samambaias, a meiose gera esporos e é chamada meiose espórica. Como a reprodução dos vegetais tem uma série de particularidades, será abordada no curso de Botânica, no Segundo Colegial.

Os gametas feminino e masculino dos animais são diferentes. O óvulo, gameta feminino, é uma célula grande e que contém, em seu interior, substâncias nutritivas que alimentam o embrião durante o período de desenvolvimento. Não tem mobilidade e é alcançado pelo gameta masculino. Os espermatozóides são produzidos aos milhões. São móveis, possuem um flagelo e são bem menores que o óvulo.