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Fóssil


 Evolução

O estudo da pré-história fundamenta-se quase exclusivamente nos conhecimentos obtidos pela análise dos fósseis, a partir dos quais é possível deduzir dados sobre o ambiente, o clima e as migrações da flora e da fauna anteriores à evolução do homem.
Fósseis são restos de animais ou vegetais que viveram em épocas pré-históricas e que se conservaram no interior dos sedimentos que com o passar do tempo foram-se acumulando sobre eles. A definição abrange também os vestígios que sinalizam a existência de vida em tempos remotos, como pegadas, habitats e restos de alimentos. Na antiguidade a palavra fóssil (do latim fossilis, "extraído da terra") significava toda coisa estranha encontrada numa rocha. Na acepção moderna corresponde a evidências diretas deixadas por seres que viveram antes do holoceno, há mais de dez mil anos.
O processo de fossilização consiste na transformação da matéria orgânica de um ser vivo em compostos minerais, com conservação parcial de seus caracteres morfológicos e anatômicos. Nos estudos geológicos, os fósseis são elementos fundamentais para determinar a que época correspondem as formações sedimentares onde aparecem.
Os restos fossilizados correspondem geralmente aos componentes de maior resistência do organismo em questão, muitos dos quais já estão mineralizados ainda em vida do animal ou planta. É o caso das conchas dos crustáceos, dos esqueletos dos animais e dos órgãos lignificados dos vegetais, como as fibras do tronco e dos galhos e a nervura das folhas. Há casos excepcionais em que indivíduos se conservaram totalmente, inclusive suas partes moles: insetos embutidos no âmbar, rinocerontes mumificados em asfaltos dos Cárpatos ou mamutes congelados nos gelos da Sibéria, em cujo estômago se conservavam ainda as últimas plantas que haviam ingerido.
Há fósseis de todas as dimensões, desde os colossais esqueletos de sáurios do período jurássico (que começou a cerca de 208 milhões de anos), aos microscópicos resíduos de protozoários. O processo de fossilização, que se prolonga por milhares de anos, ocorre em determinadas condições físicas e químicas. O resto orgânico do ser vivo deve estar depositado em uma área de sedimentação que não sofra grandes alterações posteriores, de modo que os componentes minerais aos poucos substituam a matéria orgânica, até que ela se transforme completamente em sílica ou carbonato de cálcio.
A classificação zoológica ou botânica dos seres vivos obedece a critérios taxionômicos, isto é, baseia-se na enumeração progressiva, do reino à espécie a que pertence o indivíduo. Mas para a paleontologia, ainda que se possa aplicar essa classificação, considera-se primordialmente o processo de mineralização sofrido pelo fóssil. De fato, fósseis foram fundamentais na validação da teoria evolucionista e permitiram estabelecer os diferentes filos, que constituem o fundamento da moderna taxionomia, ou classificação sistemática dos seres vivos, sejam estes animais ou vegetais.
A distribuição dos fósseis é tão ampla que, em alguns casos, sua acumulação chega a constituir grandes formações rochosas, como os diatomitos, as amoníticas ou as numulíticas, assim chamadas em consonância com a denominação do resto fóssil que as integra -- diatomáceas, amonites ou numulites.
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