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Fluorescência


 Biofísica

Os letreiros luminosos de enorme variedade de cores, formas e movimentos que passaram a enfeitar a vida noturna dos grandes centros urbanos funcionam com base na fluorescência, fenômeno físico que revolucionou a iluminação das cidades e possui numerosas aplicações de importância.
Fluorescência é a propriedade que algumas substâncias possuem de modificar o comprimento de onda da radiação luminosa que incide sobre elas, emitindo, dessa forma, radiação de coloração distinta da incidente. Esse fenômeno é particularmente interessante quando a luz incidente está na faixa do ultravioleta, invisível ao olho humano, e a luz emitida, no espectro do visível.
A explicação teórica da fluorescência pressupõe que o fóton, quantum de energia eletromagnética (luz), ao ser absorvido pela molécula de uma substância, excita seus elétrons, fazendo-os saltar para níveis energéticos superiores. A molécula assim ativada transforma o excesso de energia em movimento, chocando-se com as moléculas vizinhas. Dessa forma, o efeito inicial da radiação incidente se propaga em todas as direções. Em certos casos, esse excesso de energia também é emitido sob forma de radiação, quase sempre com freqüência inferior, quando o elétron retorna a seu nível energético original, o que dá origem à fluorescência.
Numerosas substâncias apresentam fluorescência, entre elas a fluorita ou fluoreto de cálcio (de onde provém o nome do fenômeno), os vidros de urânio, o petróleo, as soluções de fluoresceína e eosina, além de diversos corantes, sulfato de quinino, clorofila,  vapores de sódio e mercúrio, iodo e acetona.
O fenômeno da fluorescência constitui a base física do funcionamento das lâmpadas fluorescentes e de mecanismos tais como o do cintiloscópio, aparelho utilizado na medição de radiações ionizantes.