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Drosófila


 Artrópodes

Também conhecidas como moscas-do-vinagre, as drosófilas são consideradas excelente material para experimentos genéticos, devido principalmente à curta duração de seu ciclo reprodutivo e ao fato de suas células conterem apenas quatro pares de cromossomos.
Inseto da ordem dos dípteros, da família dos drosofilídeos, a drosófila abunda nas regiões tropicais e ocorre em todas as zonas temperadas. Embora algumas espécies sejam encontradas em ambientes naturais, outras, chamadas cosmopolitas, vivem preferencialmente no ambiente doméstico. Entre estas, inclui-se a Drosophila melanogaster, a mais estudada dentre as muitas espécies do gênero.
As drosófilas alimentam-se basicamente de levedos produzidos pela decomposição das frutas; devido a esse hábito, são chamadas erroneamente de moscas-das-frutas, nome comum dos insetos da família dos tripetídeos. À temperatura de 25 C, o casal produz uma nova geração a cada 12 dias, com um total de cinqüenta a 200 descendentes em toda a vida. A larva adulta possui cromossomos gigantes nas células das glândulas salivares, o que possibilitou a construção de mapas citológicos dos cromossomos. A facilidade de manutenção em laboratório estende-se às espécies mutantes, das quais existem mais de 1.500 tipos.
A partir de 1910, T. H. Morgan e colaboradores, trabalhando com drosófilas, demonstraram a teoria cromossômica da herança, segundo a qual os genes se localizam e se ordenam nos cromossomos de acordo com uma seqüência linear determinada, só alterada por mutações. Posteriormente, outros pesquisadores comprovaram que as descobertas de Morgan não constituem peculiaridade das drosófilas, mas prevalecem como leis gerais em animais, vegetais, bactérias e vírus.
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