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Bicho-de-pé


 Artrópodes

No relato de sua estada no Brasil, em meados do século XVI, o alemão Hans Staden já alude ao bicho-de-pé, praga que se espalhou por todo o país e acabou transplantada para a África.
Inseto sifonáptero parasita do homem, o bicho-de-pé (Tunga penetrans) é uma pulga minúscula que ocorre principalmente em chiqueiros e lugares pouco asseados. É conhecido por outros nomes, como bicho-de-porco, jatecuba e nígua. O sinônimo tunga, adotado na classificação científica, procede do tupi tug, indicação de que a espécie era conhecida dos índios.
Só a fêmea, depois de fecundada, penetra na pele do homem ou do porco. Em poucos dias, seu abdome, repleto de ovos, fica muito inchado. A penetração do bicho-de-pé a princípio provoca forte coceira local. Depois causa um pequeno abscesso que, se não for tratado, rompe-se e devolve à terra as larvas nele desenvolvidas. As larvas transformam-se em adultos em pouco mais de três semanas, e o ciclo se reinicia.
A extração do bicho-de-pé é simples e pode ser feita com agulha desinfetada, aplicando-se no local, em seguida, um anti-séptico como iodo, álcool ou mercurocromo. Duas outras espécies já registradas no Brasil não parecem atacar o homem, mas sim os ratos (T. coecata) e os tatus (T. travassosi).
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