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Barbeiro


 Artrópodes

A picada do barbeiro é indolor, mas pode ter graves conseqüências: ao sugar o sangue de alguém com doença de Chagas, esse inseto hematófago torna-se portador do protozoário que a causa, o Trypanosoma cruzi, que penetra em seu intestino para aí desenvolver-se rapidamente.
Também chamado de chupão ou bicho-de-parede, o barbeiro é um inseto da família dos reduvídeos, subfamília dos triatomíneos, e pertence à ordem dos hemípteros, a mesma dos percevejos. Tem vida parasitária e hábitos noturnos. Embora possa aparecer nas cidades, é de ocorrência mais comum nas zonas rurais, alojando-se durante o dia em cavidades diversas, em ninhos de aves e sobretudo em frestas nas paredes de barro dos casebres.
A fêmea do barbeiro desova nos locais onde o inseto se abriga. As posturas são parceladas, de um a 45 ovos de cada vez, até um total pouco superior a 200. Em geral o período de incubação é de vinte a trinta dias. O ciclo de ovo a adulto é aproximadamente de um ano, passando a ninfa por cinco mudas de pele. A ninfa também é hematófaga e capaz de transmitir a doença de Chagas, enfermidade que recebeu esse nome em homenagem a Carlos Chagas, o médico brasileiro que a descobriu e estudou. A transmissão da doença ocorre quando o barbeiro pica outras pessoas e resíduos de suas fezes aderem à ferida aberta com o ferrão.
Com tamanhos que oscilam, aproximadamente, de vinte a trinta milímetros, as principais espécies de barbeiro encontradas no Brasil com o germe da doença de Chagas são Triatoma infestans, Triatoma sordida, Panstrongylus megistus e Rhodnius prolixus.
O combate à doença requer a eliminação dos insetos, já que ela não é diretamente transmissível de uma pessoa a outra. A luta contra os barbeiros foi muito favorecida pela descoberta de inseticidas fortes como o gamexame, que é aplicado nas casas em concentrações de cinco a dez por cento, na proporção de 500mg/m2 de superfície, protegendo-as por três meses da infestação dos insetos.