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Atol das Rocas


 Geografia Fisica

Pela grande quantidade de alimento nas águas vizinhas, o atol das Rocas é importante ponto de apoio para as aves migratórias que, juntamente com tartarugas marinhas, peixes, crustáceos e outros animais, o elegem como local de reprodução.
O atol das Rocas, única formação desse tipo no oceano Atlântico, localiza-se a 144 milhas náuticas da cidade de Natal RN e a oitenta do arquipélago de Fernando de Noronha. De base geológica semelhante à de Fernando de Noronha, o atol tem origem vulcânica. Os cumes de basalto, arrasados pelo mar, foram gradualmente cobertos por recifes de algas calcárias e moluscos coloniais. As águas vizinhas ao atol podem chegar a três mil metros de profundidade e, muito límpidas e transparentes, permitem enxergar a até trinta metros abaixo da superfície. O clima, de difícil observação, pode ser inferido a partir do de Fernando de Noronha, onde a temperatura média é de 26o C. Os meses mais quentes vão de janeiro a março, e os mais frios de julho a setembro.
Em contraste com a vegetação pobre das ilhas, a fauna do atol é riquíssima em espécies. Habitam o local inúmeras aves, sobretudo gaivotas, peixes, tubarões e tartarugas, além de celenterados, crustáceos, moluscos, espongiários e anelídeos, entre outros. Em 1979, criou-se ali a Reserva Biológica do Atol das Rocas, com área de 36.000 hectares e que compreende o atol, as águas que o circundam e as pequenas ilhas do Farol e do Cemitério, formadas de areia calcária grossa e sedimentos de origem biológica. Por ser uma reserva, não se admite a visita de turistas ao local. Mesmo a pesquisa científica no local é difícil e dispendiosa, devido ao perigoso acesso ao local, feito exclusivamente por barco, e à impossibilidade de instalar acomodações e de obter água potável.