Aparelho Genital Feminino - BioMania
O melhor portal biológico da internet!



Aparelho Genital Feminino


 Anatomia Humana

Consta de vários órgãos que , devido à sua posição se classificam em dois grupos: órgãos genitais internos e externos.

Consideramos órgãos internos- O ovário, a trompa de falópio, o útero e a vagina. A trompa de Falópio é o conduto que se estende desde o ovário até o útero. Nele diferenciamos várias partes: a intramural, situada na espessura da parede uterina, de 2 a 3 cm. ; a bolha , mais dilatada que prossegue com o infundíbulo de corte irregular e recortado que formam as fibras que se adaptam como se o abraçassem. Uma destas fibras que se aderem ao ovário recebe o nome de franja ovárica da trompa.

A trompa uterina exerce uma dupla função : conduzir a célula-ovo do ovário até o útero e ser o receptáculo para a fecundação. A vulva é o conjunto dos órgãos genitais externos. Nela se distinguem as seguintes regiões anatômicas: Monte de Vênus que é a região púbica coberta de pêlos na mulher adulta; os lábios maiores são duas dobras de pele que cobrem os lábios menores, ou ninfas, o clitóris, que é um órgão impar, eréctil e o orifício vaginal.

Fisiologia do aparelho genital feminino: o  ciclo menstrual na mulher se caracteriza pela aparição periódica de uma hemorragia, a qual se denomina menstruação, e um processo fisiológico provocado e regulado por hormônios que procuram a maduração de um ovocito e a expulsão do ovário (ovulação).  Considera-se o primeiro dia do ciclo menstrual aquele em que começam as regras; sua duração media é de 28 dias. E os hormônios que o determinam têm uma dupla origem, a hipófise e o ovário.

As glândulas endócrinas modificam o ovário e o endométrio dando lugar ao ciclo ovárico e ao ciclo endometrial respectivamente (o ciclo ovárico condiciona totalmente ao ciclo endometrial) o lóbulo anterior da hipófise segrega dois hormônios gonadotrópicos, folículo estimulante (FSH) e a luteinizante (LH), que determinam o ciclo ovárico. O ciclo ovárico começa quando  a FSH chega ao ovário, onde intervém na maduração do folículo primordial, que se converte no folículo de Graaf obtendo um ovocito maduro.

Cerca do décimo quarto dia do ciclo se produz a ovulação, provocada por certo nível no sangue de FSH e LH simultaneamente. A partir deste momento e até fechar-se o ciclo, atua a LH estimulando a formação do corpo lúteo. O ovário produz hormônios esteróides, estrógeno, progesterona e andrógenos. Os  andrógenos são hormônios sexuais masculinos que se transformarão em estrógenos. Os folículos produzem fundamentalmente estrógenos (foliculina), sob o efeito da FSH hipofisária.

O corpo lúteo, estimulado pela LH libera sobretudo progesterona. Se bem que o mais freqüente é que tenham ação antagônica. Os estrogênios e a progesterona trabalham, às vezes, de forma complementar, por exemplo, sobre as mamas exercem um efeito sincronizado ao regular sua turgência ou flacidez em consonância com o ciclo menstrual.

As funções dos estrogênios são: Incrementar a espessura epitelial da vulva e a vagina; produzir grande quantidade de muco cervical fluído, (que ajuda a penetração dos espermatozóides); determinar a fase de proliferação da mucosa uterina, inibindo ao mesmo tempo a secreção hipofisária de FHS; ativar a secreção de LH e LTH (prolactina), o que desencadeia pouco antes da ovulação síntese de progesterona, e atuar sobre o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários.

As funções da progesterona são: diminuir a espessura epitelial da vulva e da vagina; favorecer a descamação do endométrio; atuar sobre o muco cervical de forma que seja espesso e dificilmente penetrável pelos espermatozóides; favorecer no endométrio a reação pré-residual para a dinação exercer um efeito sedante sobre o miométrio e as trompas; realizar uma ação hipertérmica (pelo qual há aumento da temperatura corporal na segunda metade do ciclo sexual feminino).

Em todos os órgãos do aparelho sexual da mulher adulta têm lugar uma serie de mudanças cíclicas cujo objetivo é assegurar que se produzam óvulos capazes de serem fecundados e preparar o útero para recebê-los. Estas mudanças cíclicas se repetem, em média, de cada quatro semanas (entre 21 e 35 dias) e são a expressão de processos  (também cíclicos)  que se produzem simultaneamente na hipófise e no ovário, que são controlados pelas neuro-secreções do hipotálamo.

O ciclo endometrial é constituído por três fases; sendo o primeiro dia da menstruação  em que se marca o começo de cada ciclo, que finaliza no primeiro dia da menstruação seguinte:

Fase de proliferação: Na primeira metade do ciclo, do quarto ao décimo quarto dia; momento que coincide  com a ovulação.

Fase de secreção: do décimo quinto dia ao vigésimo oitavo  dia.

Menstruação: descamação do endométrio; do primeiro ao quarto dia do ciclo seguinte.

Fase de proliferação: Na hipófise se produz uma elevação da produção de FSH, cujos níveis no plasma descem primeiro mais lentamente e logo mais aceleradamente, até alcançar os níveis básicos perto do dia 15. Mesmo assim, para a metade do ciclo se produz um aumento brusco de LH que alcança seu nível máximo em horas  prévias à ovulação. A FSH estimula a maduração folicular , e os folículos em crescimento produzem estrógeno que intervém na diminuição da produção de FSH hipofisário e no aumento da produção de LH que para metade do ciclo induz rápido desenvolvimento de um folículo que completa sua maduração e explode produzindo-se a ovulação.

Fase de secreção: O nível de LH hipofisário, segue elevando-se e começa a secretar-se o hormônio luteotropa (protactina). No ovário a LH provoca a transformação de um folículo (vazio logo após da ovulação) no corpo amarelo que, por ação de ambos gonadotrópicos (LH e prolactina) mantém seu trofismo, secretando estrógenos e progesterona, que impedem que se desenvolvam novos folículos. Se o óvulo não é fecundado na terceira semana, como é fecundado na terceira semana, começa a regressão do corpo amarelo,  e a descida dos níveis plasmáticos de hormônios ováricos, que alcança seu nível básico ao redor  do vigésimo oitavo dia;

isso produz a liberação do hipotálamo que estimula a hipófise, que volta a secretar níveis crescentes de FSH para recomeçar um novo ciclo. O endométrio duplica sua espessura e no final da quarta semana começa a retração pré -menstrual da mucosa que diminui sua espessura.

Fase de descamação: Nos dias primeiro ao quarto do ciclo seguinte se produz a dilatação dos vasos e a saída do sangue, o sangue não coagula e vem a hemorragia menstrual com a qual se desprendem os tecidos que formam a capa funcional. Permanece a capa vasal que regenerará a mucosa no ciclo seguinte. Ao redor dos 45 - 55 anos de idade, apesar da persistência da estimulação hipotálamo-hipofisária, os folículos ováricos vão se esgotando, como consequência não se produzem níveis adequados de hormônios, os ciclos se tornam irregulares e por último desaparecem. As menstruações terminam (menopausa) e o endométrio se atrofia.

Fecundação e desenvolvimento embrionário

Para que possa realizar-se a fecundação, é necessário que previamente se produzam vários fenômenos: 1) A gametogêneses tanto no homem como na mulher. 2) A ovulação. 3) A captação da célula-ovo pela trompa de falópio. 4) O transporte da gameta masculina: Na espécie humana o sêmen é depositado no fundo do saco vaginal e deve chegar até à porção ampular da trompa, o que possivelmente se realiza de forma ativa devido à mobilidade dos espermatózoides e à fluidez do muco cervical durante a ovulação; geralmente, a gameta masculina tem 48 horas de atividade fecundante. 5) O transporte passivo da gameta feminina tem um período vital máximo de 20 horas, e se realiza mediante dois mecanismos; as contrações da musculatura da trompa e o movimento ciliar do epitélio tubário. 6) O encontro das gametas masculina e feminina na parte ampular da trompa.

Na ejaculação, sai entre 2 e 6 ml de sêmen, nos quais há milhões de espermatozóides; dos quais somente algumas centenas chegam nas trompas e um só consegue a penetração. A fusão dos núcleos de ambas as gametas se denomina cariogamia. A partir da cariogamia obtém-se uma célula-ovo com grande capacidade de multiplicação e começa o desenvolvimento embrionário.

Passaram já aproximadamente 30 horas desde a ovulação. A primeira segmentação do óvulo fecundado se produz 30 horas depois da inseminação e as seguintes mitoses ocorrem a cada 10 horas aproximadamente, quando o ovo em desenvolvimento chega ao útero, entre três e sete dias depois da fecundação e uma apertada bola de 32 células chamada mórula; e o ovo se implanta, isto é, consegue penetrar no revestimento endometrial do útero, secretando enzimas que causam uma erosão nas células do endométrio, permitindo ao blastócito aderido estabelecer um fluído contato com a corrente sangüínea materna; a mucosa uterina passa a se chamar decídua (endométrio da gravidez). Está em fase de blastócitos.

Nesta fase, o ovo está composto, de uma cobertura exterior de células, o trofoglasto, é uma massa celular interior, uma bola de células situada num polo do trofoblasto que é o precursor do embrião. As células do trofoblasto crescem e se dividem rapidamente. Elas e as células adjacentes do revestimento uterino, a decídua, formam a placenta e as membranas fetais. As células do endométrio cicatrizam sobre o lugar de entrada do blastócito, de maneira que se encontram totalmente dentro do endométrio e fora do lumem* uterino. O trofoblasto inicialmente consta de duas capas de células, um citotrofoblasto interior composto de células individuais e um citotrofoblasto exterior composto de um sincitio multinucleado.

As células trofoblásticas digerem e fagocitam materiais do endométrio que foram armazenados antes da implantação. O trofoblasto é banhado e nutrido pelo sangue materno. Desde o dia em que o trofoblasto adere ao revestimento endometrial começa a secretar um hormônio: Gonadotropina Coriônica, que evita a involução do corpo amarelo. As etapas de desenvolvimento do ser em gestação começa com o período embrionário, que abrange os dois primeiros meses. É o período fundamental, devido a que o embrião adquire já sua forma definitiva (morfogêneses) e desenvolve seus principais esboços orgânicos (organogêneses); poderíamos descrever as mudanças que se produzem neste período, considerando o dia da menstruação como dia zero. A partir da fecundação começa a segmentação do ovo: Fase de 2, 4, 8 blastomeros, mórula e blástula (até o quinto dia). No sexto dia se produz a nidação, começa a gastrulação e acaba aos 15 dias medindo 1,5 milímetro. No 17o dia: existência de somitas. No 18o dia: formação do esboço cardíaco, esboço auditivo e placa neural. No 24o dia forma-se o tubo neural, aparecem os primeiros vasos embrionários e se observa a membrana faringea aberta. No 26o dia: o neuroporo anterior fica fechado e se delimita o membro superior.

No 28o dia, pode-se ver o neuroporo posterior fechado e se apreciam o esboço óptico, os pulmões, o pâncreas e o membro inferior. Aos 30 dias tem uma medida de mais ou menos uns 4,5 milímetros, aparece o esboço olfativo e se fecham as orelhas (pequeninas do feto). O cérebro, com cinco vesículas, se aprecia no dia 35o. No 42o dia pode-se ver a mão. No 49o dia: membrana oríficio retal aberta e o coração com quatro cavidades. Os dedos estão separados já no 56o dia. No 60o dia seu tamanho é de 30 milímetros e seu aspecto esta perfeitamente definido. Durante o período fetal, dos dois aos nove meses, os órgãos sofrem somente fenômenos de histogêneses e vão adquirindo sua posição e desenvolvimento definitivos.

O feto aumenta muito em tamanho e volume. A placenta é uma estrutura complexa que desenvolve uma dupla função: metabólica, isto é, destinada ao intercâmbio nutritivo e respiratório do feto, e endócrina, pois se comporta como verdadeira glândula hormonal e secreta estrógeno, progesterona, gonadotrofina, coriônica, oxitocina, etc. Constituída morfologicamente por uma capa de origem, a decídua e outra de origem fetal, as vilosidades coriônicas , produto da transformação do trofoblasto.

Estas vilosidades repletas de vasos sangüíneos confluem no cordão umbilical e penetram no coração fetal. A circulação está garantida durante a gravidez pelo grau de pressão das contrações uterinas. A placenta fica nitidamente delimitada a partir do terceiro mês. Depois cresce com o feto até alcançar um sexto do peso fetal. A placenta humana é do tipo veloso, hemocorial e corioalantoidea, isto é, o sangue materno banha diretamente a vilosidade placentária, que é atravessada pelos vasos provenientes da circulação alantoidea do feto. A cavidade amniótica contém líquido amniótico de composição parecida com a do plasma, protege o feto.

Sua quantidade oscila, de acordo com o momento entre 0, 3, e 1,5 litros, a entrada a saída de líquidos se efetua através do amnios. A circulação é por difusão simples. O cordão umbilical atinge uns 50 cm. Passam por ele duas artérias e uma veia que vai da placenta ao feto, rica em oxigênio. Além disto, existe também o tecido conjuntivo mucoso e se recobre somente por uma capa do epitélio.